Os aplausos aos chilenos

Mauro Santayana (HD)  
 
Na última quarta-feira,  a seleção brasileira foi vaiada, e a chilena foi aplaudida, em jogo amistoso em Belo Horizonte, no recém-inaugurado novo estádio do Mineirão. Chamou a atenção, de todos os torcedores, a postura de absoluto respeito dos jogadores da equipe chilena por sua nação, perfilando-se, com a mão sobre o peito, para cantar, com orgulho e firmeza, o hino nacional de seu país, contrastando com a atitude acintosa de nossa seleção.
 
Não há como apagar da mente a imagem do preparador  Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da seleção brasileira, mastigando, displicentemente, chicletes, ou a de jogadores brasileiros se coçando, ou gaguejando o Hino Nacional.
 
Certos símbolos não se devem ao acaso. Eles têm o papel de carregar a idéia de Nação, ao longo do tempo; de representar um povo e a sua história, seus heróis e o seu território: os valores e os ideais de um país.
 
Eles deveriam, portanto, ser conhecidos por todos os cidadãos que tiveram  o privilégio de ter nascido em nosso chão. A eles devemos recorrer, sempre, para celebrar o Brasil: os estandartes têm que ser erguidos e os hinos cantados, com júbilo, nos bons momentos, e indignação, sempre que a liberdade e a dignidade de nosso povo se encontrarem ameaçadas. Assim ocorreu,  nos últimos cem anos, nas manifestações populares, contra o afundamento de nossos navios e exigindo a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial; nos protestos contra o regime militar; na campanha das Diretas Já; ou nos memoráveis comícios, que, com a eleição de Tancredo Neves nos levaram à redemocratização.
 
HINO NACIONAL
 
O Hino Nacional deveria ser cantado, em primeiro lugar, pelos nossos jogadores, com o mesmo fervor de outras orações que, de vez em quando,  proferem de mãos dadas, em altos brados, antes de jogos importantes.  Todo homem é livre para adotar o Deus ou a religião que preferir, ou, até mesmo, não adotar nenhuma, nem aceitar a idéia de Deus.
 
A Pátria, assim como a família, não se escolhe, a não ser que alguém resolva trocar de nacionalidade. A Pátria se herda, como se herda o sangue e o nome do pai, o afago da mãe, o retrato do avô. Na Pátria  – e milhares já morreram para defender a nossa – estão todos aqueles que nos antecederam, e que, nos seus genes e vicissitudes, nos legaram o misterioso privilégio de viver.
 
Nas concentrações, mais do que preparo físico e treinamento, falta que todas as manhãs se hasteie a nossa bandeira e que se cante (e não se tartamudeie) o Hino Nacional. Trata-se de um ritual cívico, que também deve voltar às escolas. É preciso “sentir” a pátria, com a voz forte, a mão sobre o peito, ao cantar  o hino nacional, como fizeram os chilenos quarta-feira. E, aos jogadores, corpo técnico e dirigentes, incluído o presidente da CBF, faltam vergonha,  reverência e,  amor pelo Brasil. 
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8 thoughts on “Os aplausos aos chilenos

  1. Ta tudo errado!

    Aqui no Brasil, vítimas recebem palmas na hora de seus enterros. O agressor fica solto.Jogador Brasiliero em sua maioria são analfabetos funcionais.Como pode exigir comportamento descente?

    Como? Se ta tudo errado.

  2. O pior de tudo é que sempre aparece alguém para dizer que isso e coisa do passado, etc.

    Nossas datas históricas estão simplesmente sendo esquecidas, o que é uma pena.

    Patriotismo é fundamental para a união de uma nação. Não devemos confundir PATRIOTISMO com PATRIOTADA desvairada.

  3. Bom dia, senhores.

    Pergunto:

    O QUE PODEMOS ESPERAR DESSA TRUPE DE GOVERNANTES QUE CARREGA A BANDEIRA VERMELHA AA FRENTE DA BANDEIRA NACIONAL?

  4. Parabens por tocar no assunto caro Santayana. Assisti o jogo do S Paulo, e vi Rogerio Ceni cantando o hino de forma patriotica, e na outra ponta via o Ganso e Luis Fabiano se comportando como estivessem numa “balada”. É essa a diferente entre “os eticos” e os que respeitam a Patria. O chile alem dessa qualidade que os jogadores tem e voce cita, tem a policia mais honesta da America toda, muito diferente da nossa policia que é tã corrupta quanto a paraguaia

  5. Caro Santayana, eu me lembro de ontem que antes de entrar para a sala de aula, era hasteada a Bandeira Brasileira e todos nós cantávamos o nosso Hino Nacional, hoje vemos diversos imbecis tanto no gramado, nas arquibancadas, na hora do nosso hino, usando tamborins, mascando chicletes, conversando entre si, pudera, a maioria não sabe nem qual é a definição de PÁTRIA.

  6. Parabens Sr. Mauro e comentaristas, a falta de Escola que ensine, só poderia nisso, desrespeito aos Simbolos Pátrios, e tenho assistido esse desespeito ao HINO Nacional, pelas Autoridades Federais e Estaduais, este desrespeito começou com a cantora Fáfa de Belem, ao deturpar a sua “musica”, participei como Conselheiro da Saúde de minha Cidade, em evento do Estado/RJ e Federal(Brasília – 14ª Conferência), com a deturpação da Música, do Rio, protestei junto ao Cmdº da Aeronáutica, e Brasilia, meus companheiros, me seguraram e tamparam a minha boca.
    As Escolas, não tem mais nem o “mastro para a Bandeira”, enfim, caminhamos para a desnacionalização, e nossa Soberania, a FIFA, está aí dando “ordens”, e o governo de 4(uatro).
    Nossas crianças e juventude, sem rumo, para gerir à NAÇÃO, quando se tornarem adultas!.
    País, que não zela por seus Simbolos e Herois, caminha para o caos.

  7. Saudades das minhas quartas-feiras… Hasteamento da bandeira. Hino Nacional, Hino da Bandeira (pra mim o mais bonito…).

    Aulas de Educação Moral e Cívica… Quem matou isso? Foram os entreguistas do PSDB ou os Petralhas?

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