“Os choques entre poderes não ajudam a democracia”, diz FHC após Bolsonaro criticar Moraes

FHC disse ainda que cabe a Bolsoanro nomear o diretor da PF

Bianca Gomes
Estadão

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quarta-feira, dia 29, que os choques entre poderes não ajudam a democracia do País. A declaração foi dada após críticas do presidente Jair Bolsonaro à decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender o decreto de nomeação de Alexandre Ramagem.

Em sua conta oficial no Twitter, Fernando Henrique disse ainda que cabe ao presidente nomear o diretor da Polícia Federal. “Se o STF mantiver a decisão de afastar o nomeado, terá de definir pessoalidade e moralidade pública”, afirmou. Segundo ele, é preciso ver os dados e argumentos antes de “aplaudir” ou “rechaçar” a decisão provisória.


DECRETO SUSPENSO  – Nesta quarta-feira, 29, Alexandre de Moraes suspendeu o decreto de nomeação do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, para a direção-geral da Polícia Federal. A decisão liminar atendeu ao pedido apresentado pelo PDT após o governo baixar decreto confirmando a indicação.

Depois da decisão, o mandatário publicou decreto anulando a nomeação do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).Sem citar Moraes, Bolsonaro disse mais cedo que não desistiu do sonho de ter delegado Ramagem à frente da corporação no futuro.

“SONHO” – “O senhor Ramagem, que tomaria posse, foi impedido por uma decisão monocrática. Gostaria de honrá-lo hoje dando posse como diretor-geral da PF. Tenho certeza que esse sonho brevemente se concretizará para o bem da nossa PF e do nosso Brasil.”

Após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter informado que não irá recorrer da liminar que suspendeu a nomeação de Ramagem, o presidente desautorizou o órgão e disse que o governo vai tentar reverter a decisão. “Quem manda sou eu”, afirmou a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

6 thoughts on ““Os choques entre poderes não ajudam a democracia”, diz FHC após Bolsonaro criticar Moraes

  1. Em outras palavras, não é mesmo FHC, o negócio é a corrupção, oops, quero dizer coalizão.

    Exceptuando Getulio e a ditadura militar, todos os presidentes só governam com a coalizão com os bandos que dominam o congresso, não esquecendo a parte que cabe ao bando do stf.

    Bolsonaro chegou e disse: — acabou a coalizão, a corrupção. Vou governar para o povo.

    Ao se deparar com essa, os bandos acima citados se esvaíram em lágrimas de tanto rir , com a imprensa amestrada aplaudindo efusivamente.

  2. Carlos Marchi (via Facebook)

    Vem aí uma enorme Farra do Boi. É o Centrão revigorado, com a mão na botija de ouro.

    Bolsonaro já combinou com Valdemar Costa Neto – este exemplo de honestidade – a área de vigilância da Saúde.

    Na área está ainda o epidemiologista Wanderson Oliveira, que ficou (por enquanto) da gestão Mandetta.

    Por que o PL mira a vigilância? É a área das grandes compras do MS. Dá pra faturar um dindim formidável.

    O PL levará também a presidência do Banco do Nordeste, outra teta do dindim na região.

    Para o PP – um partido de homens probos – irão o FNDE e o DNOCS. Dois centros de grandes compras do governo.

    O FNDE toca programas da educação básica – a merenda e o transporte escolar e o Programa Nacional do Livro Didático.

    Já pensou o tamanho do bufê da festa?

    O PSD ficará com a Funasa, outro foco de faturamento extra.

    O Republicanos (???) levará uma secretaria na Agricultura e a Secretaria de Mobilidade Urbana.

    Este post é dedicado aos ingênuos que votaram em Bolsonaro para acabar com a corrupção no Brasil.

    • Deveria fazer igual a vc que vota nas esquerdas como nos governos anteriores que praticaram roubos e corrupção jamais vistos na história da humanidade.
      Vc também acreditou que o PT iria moralizar o país, não?
      Não era essa a bandeira do partido do crime?

  3. FHC: cabe ao presidente nomear o diretor da Polícia Federal.

    BOLSONARO: “Quem manda sou eu”.

    ALEXANDRE DE MORAES: suspende a posse do delegado Alexandre Ramagem na Polícia
    Federal.

    BOLSONARO : Depois da decisão, o mandatário publicou decreto anulando a nomeação do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).Sem citar Moraes.

    AGU: Após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter informado que não irá recorrer da liminar que suspendeu a nomeação de Ramagem, o presidente desautorizou o órgão e disse que o governo vai tentar reverter a decisão. “Quem manda sou eu”, afirmou a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

    Grande parte das atividades produtivas do país estão paradas. Mas isto não causou nenhum tipo de anarquia ou desespero por parte da população.
    Não houve colapso de energia. Transportes, comunicações, serviços de distribuição de agua, desabastecimento alimentar, etc.
    Jair bolsonaro e seus ministros so atrapalham. O brasil precisa é dos trabalhadores e dos empresários que neste momento difícil estão fazendo sua parte. O poder executivo na figura do presidente so está funcionando aos empurrões que o congresso e judiciário estão dando.
    Fhc, vista seu pijama e fique em casa.
    Bolsonaro, seus “amigos” sabem nadar; quando o barco afundar você estará so. Acredite, seu dia vai chegar.

  4. FHC, um dos maiores bandidos que o país já teve.

    Só não houve impeachment porque ele deu dinheiro para os bancos e empresas de telecomunicações.

    “FHC, Proer e a estatização do prejuízo.

    Quem deve estar feliz, como pinto no lixo, é o sociólogo da entregação, que acredita ter feito um grande governo.

    Estatizando os prejuízos
    Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa

    Quem anda feliz é o sociólogo, reivindicando o galardão de precursor da moderna economia mundial, aquela que mandam privatizar os lucros e estatizar os prejuízos. Anos atrás, na iminência da quebra de alguns bancos, por má gestão e incompetência, o então presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Proer, sinecura que injetou bilhões no setor especulativo.

    Enquanto privatizava a Vale do Rio Doce a preço de banana podre e com recursos do BNDES, sem esquecer as telecomunicações, os portos e a maioria das ações da Petrobras, o governo socorreu a incúria privada com dinheiro público.

    Pois não é exatamente o que acontece agora nos Estados Unidos? O pretexto é o mesmo: evitar que sofram milhões de investidores, correntistas ou depositantes. Deixar que o mercado cuide de tudo, só quando as coisas vão dando certo e favorecem uns poucos.”
    (Blog do Mesquita)

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