Os EUA podem reclamar vontade, mas quem manda na Coreia do Norte a China. E estamos conversados.

Carlos Newton

Ditador tem certas prioridades. Por exemplo, o norte-coreano Kim Jong-il, que era chamado de lder, morreu no sbado, mas o fato foi mantido em segredo at a segunda-feira. Certamente o objetivo foi evitar que a populao aproveitasse o fim de semana para comemorar, digo, para chorar (lgrimas de crocodilo), pois todo mundo sabe como o velho Jong-il era amado.

To amado que est sendo substitudo pelo filho Kim Jong-um, que j ganhou apoio da China, os Estados Unidos podem reclamar a vontade, mas estamos conversados. O presidente dos EUA, Barack Obama, ressaltou na segunda-feira seu compromisso com a defesa de seus aliados mais prximos, como o Japo, em tal momento de incertezas. A posio de Obama foi transmitida ao premi japons Yoshihiko Noda, em uma conversa por telefone, segundo a Casa Branca.

A secretria de Estado americana, Hillary Clinton, expressou preocupao com o futuro da Coreia do Norte. “Estamos extremamente preocupados com o bem-estar do povo norte-coreano”, disse Hillary em um comunicado oficial, acrescentando que os Estados Unidos esto dispostos a ajudar na segurana local.

A chefe da diplomacia americana j havia destacado que desejava melhorar as relaes com o povo norte-coreano aps a morte do ditador. “Temos um interesse comum em uma transio estvel e pacfica na Coreia do Norte, assim como na paz e na estabilidade regional”, afirmou aps encontro com o ministro japons Koichiro Gemba.

Os americanos podem se preocupar vontade, fazer jogo de cena e tudo o mais. Os Estados Unidos alardeiam que a morte do ditador-lder ocorreu em um momento-chave no qual Washington e Pyongyang negociavam a proviso de ajuda humanitria ao regime comunista e tentavam retomar as conversas de seis lados sobre o programa nuclear norte-coreano.

Kim Jong-Il morreu, o pas iniciou um perodo de luto at o dia 28, quando acontecer o funeral, e s est faltando algum ter a idia macabra de mumific-lo tipo Lenin, para ser eternamente reverenciado. O filho balofo, que uma espcie de Baby Doc oriental, vai suced-lo, sob os auspcios de Beijing. Quem manda na Coreia do Norte a China. O resto paisagem, como dizia Erico Verssimo.

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