Os perigos do voto facultativo

Antonio Henrique Medici

Neste pais, o voto facultativo só interessa a quem compra voto ou confia em voto de cabresto, sendo o cabresto a ignorância da população. Estes acham uma excelente ideia o voto facultativo.

Senão vejamos: do total de eleitores, suponha que nossos heróis tenham comprado 10%. Se os insatisfeitos com a política, no mínimo 50%, não comparecerem, votarem nulo ou em branco, teremos que os votos comprados passaram a representar 20% dos votos válidos, um excelente negócio, com sobrevalorização do voto comprado na véspera em 100%. Isto sem levar em consideração o perigo que são os indecisos, pois podem pender para qualquer lado.

De certa forma o voto obrigatório ainda é uma forma de compelir as pessoas de bem, aquelas que não vendem seus votos, que não tem nenhum interesse fisiológico no resultado da eleição, a participar. Certamente de forma independente. Se bem que a multa é tão irrisória, que só os analfabetos ou simplórios se assustam com ela.

O que deveria ser proibido é o voto dos tutelados pelo Estado, a exemplo dos conscritos. Desta forma impediríamos aqueles que recebem bolsa subsistência de votar, posto que são diretamente mantidos pelo governo de plantão. Seus votos são comprados com nosso dinheiro.

Esta medida traria dois benefícios: os bolsistas não votariam; e o governo não iria incrementar os programas de bolsas, visto que o dinheiro seria gasto de forma inútil.

Melhor gastar com ONG´s e empreiteiras, que devolvem parte do dinheiro em espécie.

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