Os preciosos desperdícios do poeta Manoel de Barros

O advogado e poeta matogrossense Manoel Wenceslau Leite de Barros afirma ser “O Apanhador de Desperdícios”, que através das palavras compõe seus silêncios.
O APANHADOR DE DESPERDÍCIOS
Manoel de Barros
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
  (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)
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8 thoughts on “Os preciosos desperdícios do poeta Manoel de Barros

  1. A PRÓPRIA MÍDIA É BAJULADORA DOS GRINGOS
    Conhecidos sempre me taxam de americanizado. Que eu só gosto do que é americano. E claro deve ter os que acham que sou puxa saco dos americanos.
    Pudera, como não elogiar os EUA depois que ler este tipo de notícia?
    “Após cumprir pena de três meses por sonegação de impostos, Lauryn Hill sai da prisão.
    A cantora Lauryn Hill, 38, deixou a prisão. De acordo com informações do site ‘TMZ’, ela foi libertada após ficar reclusa por três meses na prisão de segurança mínima de Danbury, Connecticut (EUA).
    A artista, vocalista do extinto grupo The Fugees, foi condenada por sonegação fiscal. Ela deixou de pagar impostos sobre um faturamento de US$ 1,8 milhão obtido entre 2005 e 2007, procedente sobretudo de direitos autorais por seus discos e filmes, e outros US$ 500 mil entre 2008 e 2009. Ao todo, portanto, o montante não declarado chegou a US$ 2,3 milhões.
    Lauryn Hill é ganhadora de cinco prêmios Grammy. Seu primeiro disco solo, “The Miss Education of Lauryn Hill” (1998), chegou a vender mais de 12 milhões de cópias.”

    Pois bem, lá não existe moleza para celebridades que cometem certos tipos de crimes. A ganhadora de 5 Grammy comeu o pão que o diabo amassou.
    Hum… e aqui? Já li (por exemplo, na revista Veja) denúncias de celebridades que burlam o imposto de renda e não vejo ninguém ser punido com cadeia. Será que chegam a pagar o que devem?
    E mais, muitas pessoas ricas, conhecidas e poderosas são presas nos EUA por direção perigosa. Aqui? Hum!
    Por lá, executivos, empresários, mafiosos poderosos, políticos (governador) etc. estão no xilindró por cometerem algum tipo de crime. Aqui? Deixa pra lá, vamos só nos lembrar daquele último voto dado por um juiz do supremo.
    Por incrível que possa parecer, ACM certa vez falou que a Impunidade no Brasil era a mãe da Corrupção.

  2. Mas, como sou João ninguém, João anônimo, João qualquer um, é feio eu elogiar gringo.
    Dizem que o Brasileiro tem que ter autoestima, ser patriota, criticam quem elogia a cultura estrangeira, acham que elogiar um ídolo estrangeiro é humilhação e bajulação.
    AGORA EU PERGUNTO: E porque a mídia brasileira sempre bajula celebridades internacionais, lhes engrandecendo-os e às vezes até se humilhando ao tentar entrevista-los em aeroportos e ninguém a chama de mídia bajuladora?
    Desde os anos 70 já percebi dezenas de vezes as bajulações aos estrangeiros.
    Citarei alguns episódios que ficaram na memória:
    Começando por um que aconteceu nos anos 70. Sarah Vaughan, cantora americana de jazz chega ao Brasil.
    Olha, quando esta mulher chega ao aeroporto os repórteres e fotógrafos de plantão investiram contra a mulher. Aqui pra nós, achei ela tão fria e com respostas curtas fazia de tudo para chegar ao carro que a esperava. Ela entrou no carro e bateu a porta com força como se estivesse com raiva e vontade de ficar livre dos “impertinentes”. Lembro-me que uma repórter tentou lembrar a ela sobre a amizade dela com o Milton Nascimento. Nem lembro mais se ela perdeu tempo em falar do cantor brasileiro.
    Também nos anos 70 a revista Contigo deu esta manchete na sua capa: Ney Latorraca passa a noite com Raquel Welch. Quando abre as páginas da revista simplesmente lá diz que o Nei jantou no mesmo restaurante onde estava a atriz.
    Quando o Frank Sinatra veio cantar pela primeira vez no Brasil a revista Contigo colocou em capa o seguinte: Tom Jobim revela vida íntima do Frank Sinatra.
    Em 1984 o Mick Jagger veio ao Brasil e num salão do hotel o mesmo chegou para a entrevista coletiva.
    Rapaz! O qué, qué isso!!! O cara ficou no canto da parede em pé parecendo um deus e a sua frente uns quinze fotógrafos disparando seus mais de cinquenta flashes.
    Eu nunca esqueci esta cena. Lembro-me que o roqueiro ficava fechando os olhos de tanto flash. Parece que os jornalistas nunca tinham entrevistado alguém de tamanha importância, era o próprio deus em carne e osso.
    Na época a Glória Maria entrevistou o mesmo Mick Jagger e se derreteu toda. Ficou tão emocionada que confessou que tinha concretizado um sonho, o sonho de algum dia entrevistá-lo. Ao ser beijada e beijar o roqueiro quase desmaia de emoção.
    E numa revista musical do Brasil se lê em sua capa com letras bem grande o seguinte: Mick Jagger desconhece a música brasileira (devo dizer que tenho esta revista).
    Tem um jornalista que entrevistava personalidades nacionais e internacionais (acho que é Roberto Dávila). Ele falou que tem muitos artistas brasileiros que lhe pediam para serem entrevistados, talvez até de graça. Já o Alain Delon foi convidado, só que o mesmo pediu 200 mil dólares de cachê e o jornalista não aceitou. Viu como o artista estrangeiro faz a diferença?
    1988, Olimpíadas de Seul. O velocista Ben Johnson no auge da carreira e favorito para a prova dos 100 metros rasos.
    Lá em Seul, nossa rede de TV (a Bandeirantes) entrevista o Ben Johnson e o mesmo ao final da entrevista diz: Helô Bresil! Pronto, à noite no jornal da Band a primeira notícia sobre olimpíadas que esta rede de TV deu foi dizendo que o Ben Johnson tinha mandado um alô para o Brasil.
    Como nos sentimos honrados com um simples alô de um atleta estrangeiro. Viram? Pessoas formadoras de opinião colocando o pessoal lá de fora num pedestal. E aí? Que dizem? Quando sou eu um Zé povo que comento sobre o prestígio dos estrangeiros me criticam.

  3. Já notaram que quando o Frank Sinatra, Liza Minelli, Julio Iglesias, Pavarotti e outras celebridades estrangeiras vinham ao Brasil o Roberto Carlos, Pelé e outros tiram fotos ao lado do cara e se sentem emocionados e felizes?
    Viram o Alexandre Pires chorando no ombro do Bush? Ele achou que estava diante de um deus.
    Até o Lula no 1º encontro com o Bush sentiu-se nervoso. Eu percebi e também um colega de trabalho comentou-me.
    Já perceberam que até um Grammy dedicado a música latina quando ganho por um brasileiro a mídia faz a festa como se tivesse uma grande importância. Reparem que os brazucas não concorrem com os americanos, eles lá separam e nos põe como latino. E dizem que música é universal.
    E tem mais, como a entrega do prêmio Grammy é televisionada reparem que na entrega do prêmio para o latino (os brasileiros) o cara não é chamado ao palco.
    Lembro-me quando o Milton Nascimento ganhou o prêmio. Fique assistindo e nada do Grammy Latino. Já quase no final foi que o cara da TV Globo falou que o Milton tinha ganhado.
    Que cômico, num dos anos da década de 90, no mês da entrega do Grammy a TV Globo começou desta maneira a anunciar a entrega do prêmio: – Vem aí a festa pela entrega de mais um Grammy, Elton John, Milton Nascimento, Eric Clapton, Dory Caymmi… nesta próxima segunda você vai torcer por nossos ídolos.
    Deu pra entender? Ao anunciar os concorrentes ao premio máximo da música internacional as chamadas da TV misturava os astros estrangeiros com os astros brasileiros dando a entender que os tupiniquins iam disputar pau a pau com os músicos estrangeiros.
    O Santana é mexicano, ganhou o Grammy, mas foi concorrendo com os americanos. Já nossos músicos…
    Vejam o tratamento dado aos Gringos: O Carnaval do rio traz muitas celebridades do exterior a custo zero para eles. As cervejarias e operadoras telefônicas pagam a conta. Houve até um problema com o Schwarzenegger, pois o mesmo não queria vestir a camisa da cervejaria que estava lhe patrocinando. Porque as caras não vêm por espontânea vontade e pagam a conta do seu bolso?
    Porque quando o Ivã Lins conheceu a Liza Minelli a mídia brasileira dá um destaque enorme e insistindo: – O Ivã tem prestígio no exterior basta dizer que a Liza foi ao seu show…
    Ora, alguém importante da America tem que dar o aval para o músico brasileiro ser conhecido lá fora?
    Notaram que quando o Tom Jobim morreu a TV Globo teve que repetir 300 vezes que o Tom cantou com o Frank Sinatra?
    Então se o Tom Jobim não conhecesse o Sinatra não era ninguém na America?

  4. O problema deste blog é que a maioria aqui é nacional-socialista e, no lugar dos judeus, de que também não gostam, colocaram os americanos.

    Poucos aqui se atém a fatos. À verdade.
    Por essa e outras a ira desses sectários é visível contra alguém que aqui apresenta fatos que contrariam suas convicções obscuras.

  5. Manoel de Barros é um cracaço das palavras. É um cara que leva uma vida simples bem perto da natureza, nos limites de Campo Grande-MS. Já está por aí nos seus 97 anos e deveria receber as homenagens devidas enquanto ainda caminha sobre este chão nosso de cada dia. Ler seus poemas é como beber das águas puras das nascentes.

  6. Gostaria de saber o que tem a ver com a poesia do Grande Manoel de Barros os comentários de Mauro Julio Vieira e João de uma região atrasada. Não ser not mole!

  7. E vc carmen lins, porque, então,não colocou alguma coisa relativa a Manoel de Barros, em vez de fazer esse papelzinho ridículo de “puliça” do blog?

    Cada um aqui.
    Já não basta os nacionais-socialistas.
    Agora mais essa.

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