Os protestos não param e hoje a grande manifestação será diante do Mineirão

Na última segunda-feira, 20 mil pessoas ocuparam as ruas de Belo Horizonte rumo ao estádio do Mineir Na segunda-feira foi assim…
Joana Suarez (O Tempo)

Há duas semanas, se alguém falasse que 100 mil pessoas iriam sair pelas ruas da capital mineira para protestar, seria difícil acreditar. Agora, no sétimo dia de manifestações, pode-se dizer que “O Gigante Acordou! – Belo Horizonte”. Foi com esse nome que uma página do Facebook conseguiu a confirmação de 122.476 internautas – até as 20h30 de ontem – para participar da mobilização que tomou conta da população brasileira.

“Pelo nosso direito de reivindicar que tudo melhore, que tudo mude”, dizia o trecho do texto na internet para chamar o povo à manifestação.

A principal concentração será a partir das 10h, na praça Sete, no centro da capital. De lá, o grupo segue em direção à avenida Antônio Carlos até o estádio do Mineirão, na região da Pampulha, onde estará ocorrendo o jogo entre Japão e México, pela Copa das Confederações.

Foram vendidos cerca de 50 mil ingressos para a partida, mas a expectativa é que no estádio tenha menos gente que do lado de fora. Hoje, os manifestantes querem mostrar diversas bandeiras: redução das passagens de ônibus, queda dos índices de criminalidade, melhorias na saúde, investimentos na educação, fim da corrupção, solução para os baixos salários etc.

Iniciantes. As mais de 120 mil pessoas confirmadas representam 5% da população belo-horizontina. Muitos que não puderam ir aos protestos durante a semana vão estrear hoje sua vontade de reivindicar, seja pelo o que for. É o caso das arquitetas Carolina Sacco e Ana Cecília Moreno, que vinham acompanhando o movimento pelo Facebook. “Não tivemos como largar o trabalho para ir antes, mas vontade não faltou. Acho que (o protesto) ainda precisa ter um objetivo definido para não perder a força, mas essa união das pessoas já é superválida”, fala Ana Cecília.

Outros que já vêm participando dos últimos protestos foram além. Um grupo de designers vai estar hoje na praça da Liberdade a partir das 10h para “silkar” e estampar camisas para as manifestações. Já foram doadas 200 camisas para o ‘Movimento 20 cents’. “Estamos nos oferecendo para criar estampas com os dizeres dos protestos.

Queremos que seja um trabalho educativo, contra a violência e a depredação”, afirma uma das organizadoras do evento.

Nova Lima. Por volta do 12h, manifestantes prometem fechar a BR-040, na altura do bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. Reivindicando a redução no preço da passagem de ônibus e melhorias na infraestrutura do bairro, o grupo deve se concentrar em frente ao posto Chefão, na altura do km 552.

Na Pampulha. Trabalhadores da rede estadual de educação e servidores estaduais da saúde também têm um protesto marcada para este sábado (22). A concentração dos manifestantes está prevista para começar às 11h, na porta da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha. Segundo nota publicada no site do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), após a concentração, os manifestantes devem se juntar a outros protestos que acontecem na capital.

Segurança. Nas manifestações dos últimos dias e, principalmente, nas redes sociais, muitos falavam em romper os limites de segurança da Fifa no entorno do Mineirão e “testar” o trabalho de segurança da polícia, já que no protesto da última segunda-feira, que reuniu 20 mil pessoas, houve confrontos. O jornal O Tempo fez uma cartilha  orientando os manifestantes para que ocorra um evento pacífico.

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