Os radicais querem a cabeça do enriquecido e ilícito Serginho Cabralzinho Filhinho. Nada contra. Mas precisam EXIGIR a melhor ideia de tudo isso: fim da reeleição e reunificação de todos os mandatos em 5 anos. Basta uma PEC, imediata. No início de 2014, Eduardo Campos no auge.

Helio Fernandes

Agora que aparentemente esmoreceu o movimento das ruas, as conversas e os encontros entre políticos devem aumentar substancialmente. Dona Dilma não fez nada, não deixou de aparecer na televisão, por isso foi quem sofreu maior desgaste, praticamente irrecuperável. Seu futuro no PT (interno) era quase tão grande negativamente quanto o desprestígio (externo).

Tida como obstinada, decidiu contra tudo e contra todos, não demitir um só dos ministros, nem fundir um só dos ministérios. Conselho de Mercadante, porta-voz, mas sem ser porta-votos. Tentou jogar a culpa de tudo no Legislativo, este se salvou, ela naufragou.

ABRIL-MAIO, O MÊS
DE EDUARDO CAMPOS

Durante todo esse movimento do povo nas ruas e depois a substituição pelos radicais, se manteve num silêncio irrepreensível. Uma ou outra conversa com Lula (e logicamente contra Dona Dilma), e fim da caminhada. Mas no início de 2014, obrigatoriamente debaixo dos holofotes.

Ele mesmo anunciou publicamente que em março-abril nascerá seu último filho, sensação-satisfação. Mas na mesma época, para se definir como presidenciável, a obrigatória suposição da desincompatibilização. Irrefutável: ele só deixará o governo pela tentativa de um cargo maior, o de presidente.

Alguns analistas amadores acreditam que pode disputar uma vaga no Senado. Tolice. Não precisa do Senado para nada, tudo o que fala sai na mídia amiga. E ficando no cargo, todas as chances de eleger o sucessor, que o vice do PDT ou o ministro que era aliado.

FIM DA REELEIÇÃO E
CINCO ANOS PARA TODOS

Excelente sugestão, que pode se transformar imediatamente em realidade. Basta uma PEC, que como exigência será aprovada, e haverá transformação completa na vida pública brasileira. Caras novas de 5 em 5 anos, pode até não ser a solução, mas pelo menos é uma tentativa sólida de mudança.

Os senadores com 5 anos, muito mais perto dos 6 da Constituição de Rui Barbosa do que os 8 de agora. E o fim da reeleição para todos os cargos, nada a ver com a reeleição comprada e paga por FHC. Durante 100 anos, de 1889 a 1989, nenhuma reeleição. Agora, o país daria um basta em tudo. Por que presidentes, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores deveriam ficar a vida inteira?

E outras modificações importantes seriam aprovadas na trajetória dessas. A começar pelo fim do voto OBRIGATÓRIO e do critério (?) proporcional.

O povo nas ruas começou com o aumento do preço dos ônibus, ganhou amplitude, expressão, repercussão. A partir das reivindicações coletivas e expressivas. A maior de todas, dirigida aos parlamentares: “Vocês não nos representam”. Atingiam alvos elevados. Pois se a gravidade da situação em um país tem como base a economia (e todas as suas ramificações), não há dúvida que a mudança ou transformações da sociedade tem que ser efetuada politicamente.

Atirando na falsidade e na falta de credibilidade da representatividade, o povo nas ruas demonstrava conhecimento do que acontecia. No primeiro mês (com a óbvia exclusão da violência, infiltrada ou não), nenhuma restrição às reivindicações Mas dispersaram demasiadamente o que pretendiam, obtinham poucos resultados.

Vitória mesmo, a derrubada da PEC 37, facílima. E mais nada. Foram enganados na transformação da “corrupção em crime hediondo”, que ninguém sabe o que significa. Depois veio a masturbação-legislativa-pirotécnica do fim dos suplentes em dois capítulos vergonhosos.

E o jeitinho do jatinho, comandado por Renan e Henrique Eduardo Alves? Dona Dilma pode impedir que eles voem, basta uma ordem ao ministro da defesa. Emparedada, Dona Dilma não faz nada, é a gerentona-faxineira, sem futuro e sem horizonte.

O “PASSE LIVRE” DÁ A IMPRESSÃO
DE TER DESISTIDO, FICARAM  OS RADICAIS

Os que estão falando que “a missão foi cumprida” não sabem se falam mesmo por eles. Pelo menos desapareceram. Em toda a semana passada, o povo nas ruas não foi visto. Os “pelegos”, convocados e favorecidos oficialmente, ameaçaram e intimidaram, mas não passaram de um fracasso retumbante.

A quinta-feira passada, com as ruas praticamente vazias, mostrava a impopularidade do governo e a incapacidade de mobilização. Agora, dizem: “Voltaremos, e com uma greve geral, vamos paralisar o país”. Ninguém acredita, o teste da semana passada foi desanimador.

O OBJETIVO AGORA É
SERGINHO CABRALZINHO FILHINHO

Os radicais visam pessoas e não conquistas coletivas, que possam transformar a comunidade. Mudando o sistema político-partidário-eleitoral, querem que implantem um sistema que possa privilegiar a Saúde, Educação, Transportes, juros, inflação, câmbio, investimento, criando uma comunidade realmente progressista e em desenvolvimento.

E que possa impedir a participação na vida pública de gente que nunca trabalho na vida, enriquecer, se abastardou, como o governador do Rio.

SUA ILEGÍTIMA VIDA PÚBLICA,
ALVO MENOR, MAS VISÍVEL COMO
SINÔNIMO DE CORRUPÇÃO ABERTA

Duas vezes derrotado para prefeito do Rio, deve ter sobrado muitos recursos dessas campanhas. Aí, eleito deputado estadual, dominou essa Alerj, em sociedade com o ínclito Jorge Picciani, acusado e denunciado pela “exploração de trabalho escravo”. O processo não andou, era tudo no Rio (ou Estado do Rio), onde mandavam de verdade.

Já estava rico quando se candidatou a senador. Mansão na Praia de Mangaratiba (com o iate obrigatório de quem tem mansão como aquela), apartamento no caríssimo Leblon, todos os privilégios e mordomias ostensivas, próprias de quem nasce pobre e pretende se elevar não apenas financeiramente, mas também de forma ilegítima.

AS VIAGENS A PARIS E OS
HELICÓPTEROS PARA FUGIR DAS RUAS

Governador, envolvido em escândalos e mais escândalos com empreiteiras, teve que se movimentar para encerrar uma CPI que viria derrubá-lo. (Salvou-se, mas salvou também os governadores de Brasília e Goias).

Estava tudo quase acertado para ser embaixador na França (para ele é apenas Paris), ficaria lá 2 anos, voltaria no fim de 2016 ou no início de 2017, continuaria a carreira. Agora, perdeu tudo. Pezão não se elege, o futuro governador será Garotinho ou Lindbergh. Cabral foi atingido na testa por uma frota de helicópteros, se “defendeu” com “acusações” como esta: “Todos fazem o mesmo que eu fiz”.

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PS – Mercadante não é “o articulador do caos”, como está sendo chamado. Bem ao contrário, articulou e produziu o caos. De forma “irrevogável”, como disse uma vez ao presidente Lula, que logo o revogou.

PS2 – Ninguém acumula tantos desafetos quanto o deputado Eduardo Cunha. Mas desde que é líder do PMDB e ataca diariamente o governo, não diminuiu os desafetos. Mas ganhou “seguidores” que vibram com seu comportamento estabanado.

PS3 – A estação do Engenho de Dentro, no Rio, foi eletrificada em 1937, quando o ministro da Viação e Transportes era o coronel Alencastro Guimarães.

PS4 – Objeto de reportagem, ontem, tinha o maior vão coberto da América Latina, sem uma estaca, sem qualquer apoio. Eu nasci no Meyer, jogava “pelada” ali perto, logo que saía da escola primária. Hoje, só decadência. Mas o Meyer não parou de crescer, reconhecido como a capital do subúrbio da Central.

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17 thoughts on “Os radicais querem a cabeça do enriquecido e ilícito Serginho Cabralzinho Filhinho. Nada contra. Mas precisam EXIGIR a melhor ideia de tudo isso: fim da reeleição e reunificação de todos os mandatos em 5 anos. Basta uma PEC, imediata. No início de 2014, Eduardo Campos no auge.

  1. O “entulho autoritário” somente mudou de nome e de agentes.
    .
    Menos “o que fazer” e bem mais “o como fazer” é que vinha indignando e explodiu em tanta e incontrolável violência.

    “O que fazer” sobra, esbanja. Cada cabeça uma sentença. Para se ter vontade basta o fluir da necessidade: ou se corre para o banheiro, para o mato ou suficiente pensar. Ideologia (lógica de uma ideia) sempre se tem uma para viver. Muitos ainda não se deram conta, todavia, que a racionalização e intelectualização é a marca registrada dos dias correntes, do tal progresso. Acreditam que o mundo iniciou hoje cedo, no café da manhã e depende da caneta, das palavras e não dos fatos.
    .
    “O como fazer” é que é o nó górdio, o busílis da perigosa conjuntura política. Não se está referindo à ética tão erroneamente aclamada. A ética não é um padrão único e universal de conduta; é o processo em si, de escolha que balança entre o bem e o mal; entre os pratos de difícil equilíbrio da balança weberiana da responsabilidade e o da convicção. O animal que puxa a pachorrenta carroça da moral
    Falta civismo aos governantes; senso de proporção e sentimento de responsabilidade; são movidos por paixões pessoais.

    Medidas Provisórias – MP e Emendas Constitucionais – EC são instrumentos esdrúxulos ao sistema político pelo autoritarismo que encerram; corrompem, maculam e depõem contra o Estado de Direito; produzem uma Constituição Judas, Cigana, Prostituta e Bombril; não se coadunam com o pensar nacional eivado da liberdade encravada em cada alma. Rousseau, Jean-Jacques bem espelha o espírito brasileiro:

    “Um pouco de agitação confere ânimo às almas e o que faz verdadeiramente prosperar a espécie é menos a paz que a liberdade”; sabe, também, e na mesma linha de pensamento que

    “Pode-se adquirir a liberdade, mas nunca recuperá-la”.
    .
    A Questão Social, Saúde (art. 196 da CF: direito de TODOS e DEVER do Estado) tanto quanto da Segurança e Educação está em que os governos de um Estado que se diz, pactua e escreve como de Direito, se convençam que uma Constituição não é uma agenda política, um repositório de vontades e intenções. Se constitui e é, diferentemente, um dever que visa assegurar nos exatos termos de seu esquecido juramento preambular “,sob a proteção de Deus,”:

    “o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores soberanos de uma sociedade fraterna,…”

  2. Helio,
    prezado, honrado, reserva moral, histórico e admirável jornalista, arrisco e ouso – embora lamentando – uma reflexão: ninguém muda nada contra seus próprios interesses, salvo por prudência.

    “…e por fim a conclusão de que o interesse pode ser a força motriz em todas as lutas políticas – tudo isso, claro, não é invenção de Marx, aliás nem de Harrington (“Domínio é propriedade , de bens móveis ou imóveis”) ou de Rohan (“Os reis comandam o povo e o interesse comanda os reis”). Se quisermos imputar a um único autor a chamada visão materialista da história , teremos de retroceder até Aristóteles, que foi o primeiro a afirmar que o interesse, aquilo que é útil, para uma pessoa , um grupo ou um povo, é e deve ser a norma suprema a reger os assuntos políticos – ARENDT”.

  3. Caro Helio, nossos agradecimentos a DEUS, por tua longa vida e saúde mental e sentimental fraterna, que nos dá alento através da “CANETA QUE AMA E CONSTROI”,para manter a Esperança, em um BRASIL JUSTO PARA SEU POVO, e não da “caneta governamental” que mantém o POVO NA MISÉRIA, que mente de maneira hipócrita, a um POVO PACIFICO, crente no “SENHOR DO UNIVERSO.

  4. Jornalista, acredite, sòmente o fim do voto obrigatório, que ofende a liberdade e se bem analisado deve até ser inconstitucional, resolveria toda essa papagaiada política em que estamos mergulhados.

  5. INVESTIMENTO INCERTO (Folha de São Paulo)

    Antes de se decidirem por um investimento, empresários elaboram uma lista com as vantagens e desvantagens relativas à empreitada e tentam, com isso, aquilatar suas perspectivas de lucro.

    No caso do Brasil, decerto contam como aspectos negativos a tributação complexa e pesada, as dificuldades para contratar e demitir, a infraestrutura deficiente e a confusão regulatória, entre outros.

    Não por acaso a economia brasileira tem se mantido em colocações decepcionantes nos rankings internacionais de competitividade. Na última lista do Banco Mundial sobre facilidade para fazer negócios, por exemplo, o Brasil ocupava a 130ª posição entre 185 países.

    Os problemas de sempre não impediram que o Brasil se tornasse um dos principais destinos de investimentos estrangeiros diretos. A tendência foi sustentada pela estabilidade econômica construída desde os anos 1990, pela consolidação da democracia e por um mercado consumidor que incorporou dezenas de milhões de brasileiros.

    Em suas planilhas, empresários continuaram a descontar das projeções de ganhos problemas como as infindáveis horas gastas com formulários, a mordida dos impostos e as perdas provocadas pelas más condições das estradas.

    O prato dos atrativos, ainda assim, tem pesado mais na balança –pelo menos até agora.

    Voltou a pairar sobre o ambiente de negócios brasileiro a ameaça de retrocesso na estabilidade econômica –consequência da perda de rigor no combate à inflação e da maior instabilidade das regras.

    A percepção de menor previsibilidade é evidente na comparação internacional. No ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, no quesito inflação, o Brasil caiu da 42ª posição (entre 132 países) em 2009-2010 para a 97ª (de 144) em 2012-2013.

    Pesquisa recente com pequenos e médios empresários feita pelo Insper e pelo Santander revelou que, para quase 4 entre 10 entrevistados, o principal efeito da inflação é a paralisação de novos investimentos. Em segundo lugar, aparece o repasse para os preços.

    Entre micro e pequenos empresários paulistas, segundo enquete do Sebrae-SP, a fatia dos que esperam piora da economia no próximo semestre mais do que dobrou de maio a junho –de 10% para 23%.

    Para se expandir, a economia depende de investimentos –um truísmo que o governo parece ignorar. O preço da incerteza tem sido perspectivas cada vez menores de crescimento.

  6. Perfeito,como sempre,fim da reeleição para todos os cargos,mandatos de 5 anos e fim,acabou,já serviram a Pátria,voltem às funções laborativas anteriores,fim da aristocracia monárquica/republicana.Quem tem o que?a contestar.Estou com o Ilustre Jornalista(obrigado pela sua permanência conosco,leitores da “Velha Tribuna”).Saúde e Paz.

  7. Dilma e Lula deram uma banana para o Sergio Cabral e entregaram ele as onças. Quem tem c.. tem medo de mostrar a cara, principalmente se a Cara estiver respingada pela mer.. atirada no ventilador.
    Quando das tragedias que assolaram Petrópolis, Teresópolis e toda a região Serrana do Rio Lula e Dilma deram as mãos ao Serginho Cabral, filhinho querido do PT e fizeram diversas promessas que se evaporaram pelo tempo. Essa quadrilha já devia estar atras das grades a muito tempo pelo crime de omissão e desvio de verba publica. Cadeia neles!!!

  8. O governador aéreo encomendou um código de ética só para deixar claro que não respeita sequer as leis que inventa

    AUGUSTO NUNES (VEJA)

    “Quero assumir o compromisso de rever minha conduta”, prometeu renegerar-se o governador Sérgio Cabral ao emergir do silêncio de sete dias imposto pelo acidente que escancarou as relações mais que perigosas mantidas com empresários que prosperam no Rio de Janeiro. Além de sete mortes, a queda do helicóptero no sul da Bahia provocou escoriações generalizadas na imagem do governador que voa em jatos da frota de Eike Batista e festeja em resorts de cinema o aniversário do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, que administra 99 em cada 100 canteiros de obras públicas plantados no Rio.

    O parágrafo acima abriu o post agora republicado na seção Vale Reprise (que precedeu a divulgação das farras parisienses da Turma do Guardanapo). A releitura do texto grita que Cabral é irrecuperável. “Vamos construir um código juntos, vamos estabelecer os limites”, fez de conta há dois anos. “Tem um código nacional, se não me engano, feito no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002. E deve haver estados em que há. Adoro Direito comparado. Vamos ver o que há em outros lugares do Brasil e no mundo”.

    A edição ampliada do Código de Conduta e Ética ocupou um bom espaço da edição de 14 de maio de 2012 do Diário Oficial do Estado. Segundo o artigo 17, “o agente público não poderá valer-se do cargo ou da função para auferir benefícios ou tratamento diferenciado, para si ou para outrem, em repartição pública ou entidade particular, nem utilizar em proveito próprio ou de terceiros os meios técnicos e recursos financeiros que lhe tenham sido postos à disposição em razão do cargo”.

    Há dias, VEJA revelou ao Brasil que o mais caro helicóptero da frota a serviço do governo fluminense é o brinquedo preferido de Cabral, da primeira-dama Adriana, dos dois filhos e do cachorro Juquinha, que dispõem de duas babás em tempo integral. “Já aconteceu de tudo nessas aeronaves”, contou a VEJA um funcionário da administração estadual. “Uma vez, a babá veio de Mangaratiba para pegar uma roupa que dona Adriana tinha esquecido. Na outra, uma empregada veio fazer compras no mercado”.

    A revelação de tais caprichos magoou o viajante incontrolável, que se considera “perseguido”. Quem o persegue é o código de ética que encomendou, conferiu, rubricou e assinou. Cariocas inconformados com o show de cinismo têm um motivo a mais para acampar diante do apartamento no Leblon: agora se sabe que Sérgio Cabral fez questão de baixar normas novas só para deixar claro que não respeita sequer as proibições que inventa.

    Não há salvação para esse tipo fora-da-lei.

  9. Como pensam as elites mundiais.

    Como sabemos o império Romano se manteve no poder por muito tempo com a política do pão e circo.

    Têm-se tentado aplicar esse mesmo princípio em nossa realidade atual.

    Porém os tempos mudaram devido aos avanços da tecnologia e da ciência.

    As necessidades do povo se tornaram mais amplas e vivemos uma nova “política de dominação” que se manifesta de forma cada vez mais clara.

    Para se manter no velho jogo do poder é preciso hoje ampliar as antigas concepções. Pão e Circo já não bastam. O povo necessita de novos elementos:
    -Pão (alimento)
    -Status (o velho circo, com uma nova roupagem)
    -Saúde (que significa ter um mínimo acesso as benécies da ciência)
    -Moradia (um lugar para repousar, enquanto se espera a morte).

    Esses elementos foram analisados minuciosamente pelas classes dominantes, que buscam nos dar esse “pacote básico” para que não enxerguemos a realidade.

    Educação e cultura não são necessários, pois podem nos levar a questionar a base de todo esse sistema. Esse é o motivo pelo qual os sistemas educacionais estão cada vez mais sucateados.

    Para levar a cabo essa contínua dominação, é necessário que se dê ao povo:
    1° – Pão. Ou seja, na produção de alimentos. Vejam bem, ignora-se a qualidade destes (transgênicos, agrotóxicos, hormônios, etc…), mas desde que sejam produzidos em grande escala para serem empurrados goela abaixo na população(ração?).

    2° – Status. Eis o elemento mais complexo, visto de baixo, mas extremamente simples e inteligente se visto de cima. Consumo! Tudo se resume a isto. Como incitar o consumo das massas para manter o sistema funcionando? Incute-se o seguinte pensamento no povo:
    “Meu objetivo de vida é ter mais do que você! Se não tenho, vivo de minhas fantasias de grandeza, julgando que provavelmente você é pior do que eu em algum aspecto”. Esse pensamento reside nas mais profundas intenções do “homem moderno”. Para isso, ele precisa ter pelo menos um elemento que o diferencie dos outros. Esse elemento o fará diferente, um ser melhor, que possa ser aceito e admirado pelos outros. Hoje temos todas as várias tralhas tecnológicas, o acúmulo de bens, poder, e tudo o que esteja ligado a nossa essência egoísta para servir a esse propósito.

    3° – Saúde. Hoje também traduzida como qualidade de vida, pelos mais abastados. Enfim, para não se revoltar, os pobres precisam ter acesso ao mínimo de saúde pública (o que está difícil no Brasil). Para os que tem alguma condição, essa saúde também toma o aspecto da qualidade de vida. O culto ao corpo tão vigente nos dias de hoje que gera ainda mais consumo.

    4° – Moradia. Um lugar para ficar. Não importando se pagamos um absurdo de juros, nem se pagamos o que o imóvel realmente vale… Esqueçam! A reforma agrária jamais será realizada no Brasil. Sorte de quem teve ancestrais mais “gananciosos”, esses podem usufruir hoje de grandes propriedades improdutivas que impõe um mísero destino a grande parte do povo.

    Que cada um analise a si mesmo… Se tivermos todos esses itens, ainda teremos motivos para nos revoltar?

    Para a grande maioria, a resposta é não!

    Somos assim! Toda a nossa aspiração de vida pode se resumir a estes 4 pontos.
    Porém com essa postura, por ignorância, aceitamos intrinsecamente conviver com a desigualdade no mundo.

    Aceitamos que jamais poderemos realizar determinados sonhos que outros podem, muitas vezes devido a corrupção de que foram capazes.

    Aceitamos ser servos de um sistema que nos escraviza em determinado modo de vida, onde não recebemos todo o retorno pelo nosso trabalho. Chegamos ao ponto de nem mesmo perceber como isso é absurdo!

    Fazendo uma atualização do discurso da servidão voluntária (Ethienne de La Boétie), aceitamos que poucos tenham tudo e que uma maioria não tenha nada, desde que não nos faltem esses 4 pontos básicos.

    A classe dominante sabe que apenas a classe mediana pode fazer alguma diferença para mudar, e foca seus esforços no obumbramento dessa classe.
    A classe mais baixa é vista exclusivamente como “gado”, escravos ou massas de manobra.

    Porém, o mundo não é tão “perfeito” assim.

    A complexidade de todo o sistema faz com que manter esse esquema esteja cada vez mais difícil… E todos estão percebendo isso.

    Mais uma vez surge o clamor por renovação…

    Vem ai uma nova revolução…

  10. Tem que mudar também o ano das eleições. Eleições p/ executivo diverso do ano das eleições p/ Legislativo a fim de desemaranhar/desentrelaçar os espúrios acordos.

  11. Não sei porque até hoje este governador nunca foi investigado, um enriquecimento surpreendente em tão pouco tempo, só trabalhou como deputado estadual, passando rápido como senador e chegou ao segundo mandato de governador, é impressionante o patrimônio acumulado em pouco tempo e os deputados da Alej calados, MP nada procura apurar e ai vai.
    As vezes penso que todos tem medo do governador, fiquei pasmo desde a farra dos guardanapos, as mulheres exibindo sapatos caríssimos comprados sabe lá como e nada foi apurado, que país é este?

  12. Alguém conhece Eduardo Campos? Sei apenas que é neto do Arraes.

    Quando o falecido Sérgio Motta declarou que o PSDB ficaria 20 anos no poder e aí começou um dos maiores estelionátos eleitorais da história do Brasil que foi a emenda da reeleição, não contava que o PSDB perderia o rumo após 12 anos de PT, quiçá 16 …

    Acredito que agora seja tarde para reverter este quadro.

    A democracia no Brasil precisava de mais tempo para amadurecer e instituir a reeleição.

    Nos EUA, se o cara candidata a presidente e perde, passa a bola para outro (costume de um país democrático) e no caso de Obama, reeleito para o segundo mandato, com exceção de Roosevelt, nunca mais exercerá o cargo. Lula jamais teria vez nos EUA.

    Talvez daqui a 200 anos, a gente chega lá. Por enquanto, com Renan Calheiros, presidente do Congresso, sem chance. Duvido de qualquer evolução.

  13. A receita só pega no pé de assalariado. Por que não fazem uma auditoria na evolução patrimonial x rendimentos do governador do Rio de Janeiro e demais políticos brasileiros? Parece ser fácil. Como explicar mansões, apartamentos em bairro chique, hospedagem em hotel de luxo em Paris com salário de funcionário público? Com a palavra o Ministério Público, a Receita Estadual e Federal, o Tribunal de Contas.

  14. Só o fato de Sergio Cabral Filho não permitir que o Rio Previdência cumpra a lei e pague o retroativo quinquenal de uma nonagenária que ganhava erroneamente MEIO SALÁRIO MÍNIMO MENSAL, já demonstra o tremendo mau caráter que é na realidade.

  15. O Engenho de Dentro está entregue à própria sorte. As promessas de reformulação do bairro para o PAN, ficaram só nas promessas. Só o Engenhão saiu, o entorno foi solenemente esquecido. A rodoviária não saiu do papel, assim como o viaduto do Engenho de Dentro e a duplicação do viaduto do Méier. Destruíram a escadaria quase centenária da estação p/ fazer no lugar um verdadeiro curral, já que a rampa foi feita somente de um lado da estação! Na semana de inauguração do estádio, o muro caiu! Hoje o “João Havelange” está interditado porque simplesmente a estrutura de sustentação do teto está para cair! Não duvido nada, o Maracanã em pouco tempo terá os mesmos problemas, afinal, é reformando que se faz caixa-dois.

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