Os sindicatos seriam solução?


Carlos Chagas

Já  que as manifestações de protesto continuam nas principais capitais  com a participação de baderneiros, a pergunta que se faz é onde vão dar as coisas, continuando como vão. A longo prazo, nas eleições do ano que vem, capazes de surpreender meio mundo, desde a renovação no Congresso e nas Assembléias, provavelmente superior a 50%, até a dificuldade de se reelegerem os governadores com esse direito e, principalmente, à sucessão presidencial. A previsão de um garantido segundo mandato para Dilma no primeiro turno  foi para o espaço. Talvez para o Lula, também, se vier a substituir a presidente.

Os nomes de oposição até agora conhecidos  entusiasmam pouca gente,  de Aécio a Marina e a Eduardo Campos, uma evidência de que alternativas acontecerão, a começar pelo ministro Joaquim Barbosa,  mas, sem dúvidas, alguém ainda não lembrado. Estivesse ainda entre nós e o Dr. Enéas estaria no páreo. Não chega a ser um sacrilégio imaginar o Tiririca.

Um fenômeno parece estar se  cristalizando: a rejeição popular a essa esfrangalhada ortodoxia política nacional. Abre-se a oportunidade para surpresas e para inusitados,  agora que a voz do povo confunde todo mundo.

A curto prazo, acontecerá o quê, diante das manifestações que não refluíram, como prediziam os sociólogos e os palpiteiros?

É certo que com todos os seus excessos, as forças policiais precisarão agir com mais rigor.   Não dá para aceitar depredações e invasões toda noite que saírem manifestantes às ruas. Se ainda não se conscientizou, o cidadão comum que fica paralisado no trânsito ou intimidado na porta de casa logo começará a reagir.  Afinal, paga impostos para quê?

Da mesma forma, arregimenta-se o empresariado, exigindo ação efetiva das autoridades, em especial as frouxas.  A começar pelos bancos, cujas agências vem sendo dilapidadas, pois já organizam sua defesa. Logo truculentos policiais militares em suas noites de folga estarão postados diante das vitrinas para reagir de forma violenta. Tudo ficará pior, pois recrudescerão os manifestantes. Tomara que não aconteça, mas a ordem pública ficará em cheque.

Adiantará pouco os governos federal e estaduais apelarem para as forças armadas, já que os soldados estão preparados para a guerra, não para escaramuças urbanas.

Sinistrose à parte, vivemos um daqueles períodos onde  tudo pode acontecer.  Há quem imagine estar a solução nos sindicatos. São organizados, não tem participado das passeatas e  dispõem de força necessária para exigir ordem e paz.  Que tal o Lula e o PT se engajarem nessa luta singular,até para assegurarem suas conquistas, aproveitando para ampliá-las?

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8 thoughts on “Os sindicatos seriam solução?

  1. Realmente os sindicatos têm se mantido equidistantes dos movimentos de contestação. Claro, não querem perder as beneces das cotas do Imposto Sindical, que lhes cabe por lei e do qujal nem precisam prestar contas.

  2. No meu email anterior, há um “barbarismo” . Benesses foi grafado com “c”… Em todo caso,Sou Aurélio, porém não sou filólogo….

  3. A raiz da baderna

    Pelo que fazem os vândalos com suas sistemáticas destruições de propriedades privadas e públicas, monumentos históricos e obras de arte, junto com saqueadores de lojas, fica muito complicado acreditar em suas cobranças de mais honestidade e rigor no trato do dinheiro público. Dá sim, para acreditar que estão nas ruas por conta de estranhas insatisfações dos coordenadores dessa movimentação toda. Quem sabe, resolveram deixar essa turma de fora da velha conhecida e criminosa, pilhagem pública e privada. Por enquanto, tudo muito esquisito e obscuro. Ainda por ser esclarecido.

  4. “Há quem imagine estar a solução nos sindicatos” – o único problema é: Os sindicatos representam quem? Certamente não são os trabalhadores brasileiros, porque os sindicatos são mantidos pelo governo, às custas da famigerada contribuição sindical. que é extorquida de todos os trabalhadores independentemente deles serem ou não filiados a algum sindicato. Servem apenas para manter suas estruturas de poder, e nunca terão coragem de se arriscarem a abrir mão de seu financiamento.
    Enquanto não acabarmos com a contribuição sindical obrigatória, que foi instituída originalmente cvomo uma maneira de ajudar financeiramente a organização dos primeiros sindicatos, e depois teve sua utilização totalmente desvirtuada, e tivermos os sindicatos efetivamente sustentados pelos trabalhadores que a eles se queiram filiar, não poderemos falar de sindicatos de verdade no Brasil.

  5. Chagas,
    Essa proposta de colocar poder na mão de sindicato, é terrível!
    Nos sindicatos se veem o perpetuar dos dirigentes e, se atualmente, estão fora das manifestações é porque perderam a mensagem, a legitimidade, vivem e estão embaixo do guarda chuva das benesses do governo.
    Agora, dar mais poder pra esta gente sem compromisso a não ser com o seu privilégio, é montar o cadinho pra formação das SA, num primeiro momento e das SS, num segundo.
    É só acompanhar a luta pelo poder nos sindicatos que se constata o perigo de dar mais poder a este pessoal! É a guerra!
    SDS
    Vitor.

  6. Parece que há algo estranho no reino das banânias! Nem toda a Imprensa e nem um jornalista dá qualquer notícia sobre um tal de “Foro de S.Paulo” que estaria sendo realizado em algum lugar, por aí! Será o que estou pensando? E o Chaguinha que dá pitaco em tudo? Onde se meteu com aqueles zoinhos quase fechando? Abre o olho, mano! A coisa tá ficando feia!
    Hehehehehehehe!

  7. Vocês começaram esta brincadeira e estavam muito contentes.
    Agora a coisa está ficando séria e vocês não sabem
    o que fazer.
    Quem pariu Mateus que o embale.
    Eu ‘tou fora!
    Jésus da Silva

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