Os três porquinhos

João Batista de Oliveira Filho

Essa discussão deveria ser encarada de forma menos passional. Não se trata de um Fla x Flu. Infelizmente, algumas pessoas, comentaristas e/ou articulistas, só veem as coisas em preto e branco. Ou seja: é como se o Brasil TODO!!!, nesse momento, estivesse dividido entre aqueles que apoiam o juiz Gilmar Mendes ou o ex(?)presidente Lula.

Das três pessoas que participaram da reunião mais comentada do ano – Gilmar, Jobim e Lula -, apenas os dois primeiros se expressaram ao vivo e em cores sobre o teor da reunião. Em cada vez que se pronunciaram contaram versões diferentes.

Gilmar, Jobim e Lula estão enganando a todos nós. Não se trata mais de saber quem está mentindo ou falando a verdade. Tanto Gilmar Mendes quanto Nelson Jobim MENTIRAM nas suas declarações. Se contradisseram – por livre e espontânea vontade! Lula MENTE quando diz que nunca pressionou o Congresso ou o Judiciário (ou que nunca tinha ouvido falar no mensalão).

Os três envolvidos são cobras criadas. Sucuris que matam por acocho, sufocando suas vítimas ou surucucus do brejo, que matam com um veneno potentíssimo! Por sufocamento ou envenenamento, tais cobras criadas – Gilmar, Jobim e Lula – metaforicamente (?) podem matar suas vítimas… ou pelo menos deixá-las seriamente lesionadas. As vítimas, nesse caso, homens e mulheres de Pindorama, que estão tolhidos de informações que não sejam tendenciosas, manipuladoras.

Desses três porquinhos, quem mentiu menos sobre a fatídica reunião, até agora, foi Lula. Não por ser melhor intencionado que os outros, mas sim, porque se recolheu, ficou na moita, só espiando e oiçando o que os outros dois diziam.

Se me referi aos protagonistas dessa pantomima como “Os Três Porquinhos” da história infantil, faltei mencionar o Lobo Mau. Está implícito. Não há UM lobo. São TRÊS. Porcos e Lobos simultaneamente. E aí os leitores escolhem: se porcos vestidos de lobos ou se lobos em pele de porcos.

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