Pacheco ajuda Bolsonaro e adia instalação da CPI do MEC para depois das eleições  

 (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Pacheco usa o regimento para evitar uma CPI nas eleições

Cristiane Noberto
Correio Braziliense

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar o Ministério da Educação (MEC) será instalada no Senado Federal, mas só após o período eleitoral. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), confirmou, na manhã desta terça-feira (5/7), que o requerimento para abertura do colegiado será lido em plenário.

O parlamentar também afirmou que outras CPIS serão lidas e possivelmente instauradas. “O Senado, integralmente, reconhece a importância das CPIs para investigar ilícitos no MEC, desmatamento ilegal na Amazônia, crime organizado e narcotráfico. Os requerimentos serão lidos em plenário por dever constitucional e questões procedimentais serão decididas”, escreveu em seu perfil no Twitter.

REGRA ÚNICA – Ainda que haja uma pressão em torno da ordem de implementação das comissões, consultores legislativos do Senado explicam que a única regra impeditiva do regimento é de que o pedido para abertura de uma CPI não pode ultrapassar o período da legislatura que foi criada. A decisão da implementação cabe ao Presidente da Casa.

Apesar das 30 assinaturas conquistadas pelo líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para a abertura da CPI, a sinalização apontada por alguns senadores é de que não há apoio suficiente para que seja instalada a comissão em ano eleitoral.

Segundo Pacheco, “a ampla maioria dos líderes entende que a instalação de todas elas deve acontecer após o período eleitoral, permitindo-se a participação de todos os senadores e evitando-se a contaminação das investigações pelo processo eleitoral”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No entanto, Randolfe não se conforma e pretende acionar o Supremo Tribunal Federal, caso o requerimento não seja lido e o colegiado instalado. Sabe-se que o Supremo não pode se imiscuir em assuntos internos do Congresso, mas já o fez, no caso da CPI da Covid, esculhambando as relações institucionais entre Legislativo e Judiciário. Então, o impasse permanece. (C.N.)

4 thoughts on “Pacheco ajuda Bolsonaro e adia instalação da CPI do MEC para depois das eleições  

  1. Vai ser divertido e aguardarei tomando uma IPA , a reação do pessoal da AAB e da AAL , respectivamente Associação dos Amigos do Bolsonaro e Associação dos Amigos do Lula à respeito da instalação da CPI do MEC. Os primeiros defenestravam o Pacheco até hoje cedo e os segundos o apoiavam. Essa travada na CPI vai render reações hilárias. Aguardemos. Saúde!!!

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  2. Rodrigo Pacheco é coité em pele de lebre.
    Vaidoso, se faz de elegante e gosta de se fazer um Diplomata.
    Porém, é o líder da matilha que contribuí para burlar regras,modificar as leis e rasgar a Constituição, em detrimento aos bens da nação e da sociedade brasileira.
    Mais um Parlamentar para envergonhar Minas Gerais

    Que nós, mineiros, não esqueçamos dos atos não tão bem intencionados deste cidadão nas próximas eleições.

  3. A nova versão de Pilatos, covardemente, mais uma a vez, joga a responsabilidade nas mãos do STF.
    ARREGÃO!!!
    Por seguir os trâmites legais, o STF será obrigado a determinar a abertura da CPI, devido isso, recebera críticas da mídia mal intencionada e daqueles envolvidos na corrupção.

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