A falta de convicção de FHC e de Lula, contradição do PSDB, PMDB, PT-PT

É evidente que em muitos casos ou problemas, a coerencia consiste em mudar e não em ficar. Algumas posições terão que ser mesmo inflexiveis. Mas quando as questões são diferentes, ninguem fere a etica revendo o que pensava ou acreditava. É até demonstração de grandeza, generrosidade e desprendimento fazer a revisão da reflexão.

Mas votar de forma diferente, só porque antes estava no Poder ou na oposição, e depois estava na oposição ou no Poder, é a maior prova de carreirismo, oportunismo, leviandade, irresponsabilidade, indignidade. Vejamos o que vem acontecendo no Brasil há 15 anos, de 1994 a 2009.

1) O mandato presidencial era de 5 anos, sem reeleição, proibida pela Constituição, desde a primeira, em 1891. Candidatos a presidente, Lula e FHC. Tido e havido como invencivel ou favorito Lula sofreu todas as manobras. Como resistiu a todas, o adversario, FHC, comandou um movimento para reduzir o mandato presidencial, a ‘justificativa”, perfida, mas poderosa: “Com mandato de 4 anos, Lula governará apenas 2 anos, não poderá mudar muita coisa. O primeiro ano é de adaptação, o ultimo de retirada”. FHC venceu, surpreendendo ele mesmo, teve que ficar com os 4 anos, não se conformou.

2) Desde o inicio pensou (?) na reeleição, só esperou Sergio Motta dar o sinal verde (do caixa 2) para começar as compras e as “indenizações” pelos votos. Só que em vez de pagamentos mensais, (“mensalão”) FHC-Sergio Motta pagavam à vista. Alguns votos valiam até 500 mil reais, pela repercussão que tinham nos bastidores.

3) A Constituição foi fraudada, violentada, rasgada em praça publica. (O Congresso, mesmo na chamada Praça dos Três Poderes, tem alguma coisa a ver com o povo?)

4) FHC está sempre envolvido com mandatos. Em 1994, REDUZIU o de Lula, que considerava certo. No Poder, AUMENTOU o seu, de 4 para 8 anos. Sempre com apoio do inclito e inatacavel (não confundir com inacatavel) PSDB. Agora, diz ter REPUGNANCIA, (palavra da preferencia do proprio FHC, não pode nem esconder) dos que fazem tudo pelo Poder.

5) Independente da aprovação ou desaprovação do Congresso, do cidadão-contribuinte-eleitor, ou de qualquer reforma constitucional, a comparação não pode ser legal, tem de ser geometrica, geografica, aritmetica, matematica, “leonardodavincianamente” proporcional e isenta. Assim: FHC, eleito para 4 anos, ficou no Planalto-Alvorada por 8 anos.

6) Querendo ou não querendo, Lula, que foi eleito por 8 anos, se ficar 12, estará ocupando o Planalto-Alvorada pelo mesmo tempo proporcional. (Tudo na vida é proporcionale não relativo como acreditava Einstein aos 26 anos).

7) Aceitar a proporcionalidade é um ato de vontade unilateral, quando favorece o cidadão.

8) Da mesma forma que não existe mais a vontade individual, superada pela coletividade, quando se trata de renuncia.

9) Portanto, os partidos que defendem a famigerada LISTA FECHADA DE VOTO, e que já defenderam mandatos mais curtos para adversarios e mais longos para eles, não têm idoneidade ou credibilidade para nada.

PS – O mesmo acontece com as MEDIDAS PROVISORIAS. FHC dizia desde o primeiro mandato: “Sem medida provisoria não há GOVERNABILIDADE”. E a oposição relinchava, o que fazer?

PS2 – Hoje, a antiga oposição, agora no Poder, enche a pauta com as mesmas medidas provisorias. Os que estiveram no Poder por 8 anos, tambem relincham, mas abrem o jogo: “Se não formos atendidos, vamos OBSTRUIR e não votaremos as medidas provisorias”.

PS3 – (Voltamos ao inicio e continuaremos, os itens de incoerencia aumentam com o aumento da falta de responsabilidade autoestima).

O fato novo e o fato consumado

Carlos Chagas

A premissa é de que o presidente Lula não quer o terceiro mandato, como repetiu uma vez mais, ao iniciar viagem da China para a Turquia. Como a política permanece dinâmica, é bom tentar perceber nas entrelinhas significados alternativos à negativa.

Declarou o presidente que o terceiro mandato não existe, na Constituição, e que não discute a hipótese. Disse também que Dilma Rousseff está bem, não sofre mais da doença que a acometeu e teria alta quarta-feira.

O diabo é que a Constituição pode ser mudada, aquilo que pretendem montes de companheiros e agregados, na determinação de não entregar o poder aos tucanos e na presunção de que José Serra se elegerá, a não ser que dispute a presidência com o próprio Lula. Ou seja, o terceiro mandato não existe mas poderá existir.

Acresce que a saúde da chefe da Casa Civil ainda significa uma incógnita. Na hora em que o presidente anunciava a projeção otimista a respeito do estado da candidata, ela se encontrava internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sem ordem de alta para o dia seguinte, como ele supunha, dada a recomendação médica para cancelar todos os compromissos até o final da semana e permanecer no hospital sob observação.

Sendo assim, e sem duvidar um só instante da disposição do Lula de não permanecer no governo por mais um período, vale lembrar aquela máxima que o saudoso deputado José Bonifácio espalhava pelos corredores da Câmara: “em política, todos os compromissos e determinações devem ser cumpridos, menos quando surgem o fato novo e o fato consumado”.

Vamos continuar fazendo votos para que se cumpra a vontade do presidente e seja afastada a sombra do terceiro mandato ou de sucedâneos, como a prorrogação. Afinal, essas e outras mudanças configurariam um golpe de estado, um retrocesso no processo democrático. Mas que andam na pauta, isso andam…

Veneno na coincidência de mandatos

Como a demonstrar que a ebulição permanece nos partidos da base do governo, importa referir nova fórmula em circulação no Congresso, referente ao próximo período presidencial. No PMDB, tem gente falando em coincidência de mandatos, ou seja, volta a tese de que em vez de eleições de dois em dois anos, deveríamos realizar todo o processo eleitoral apenas de quatro em quatro, num único dia, quando o eleitor votaria para presidente da República, governador, prefeito, senador, deputado federal, deputado estadual e vereador.

Para permitir essa simplificação sem prejuízo para ninguém, a coincidência deveria realizar-se apenas ao término dos mandatos dos prefeitos e vereadores eleitos em 2008, ou seja, a 31 de dezembro de 2012. A solução, assim, seria a prorrogação até o primeiro dia de 2013, dos mandatos do presidente da República, dos governadores, dos senadores, dos deputados federais e dos deputados estaduais, que terminam em 2011.

Um casuísmo dos olímpicos, uma fórmula capaz de despertar a fúria de todos os instintos democráticos nacionais, mas oportuníssimo para todo mundo. Até para os tucanos. Porque se as eleições fossem adiadas, todos os governadores permaneceriam onde estão, de José Serra, em São Paulo, a Aécio Neves, em Minas. No Congresso, seria uma festa: mais dois anos de mordomias para deputados e senadores, valendo o mesmo para as Assembléias Legislativas.

Quem garante que não surgirá, em tempo útil, proposta de emenda constitucional a respeito? E quem pensa que a opinião publicada seguirá no rumo da opinião pública, revoltada, deve lembrar-se do que aconteceu no meio do primeiro mandato de Fernando Henrique, quando ele deu o golpe e obteve do Congresso a prerrogativa de disputar o segundo mandato no exercício do primeiro. A mídia inteira aplaudiu, ficando para outro dia discutir os motivos…

Traição nacional

Desabafou o senador Cristóvan Buarque com toda ênfase: o governo cometeu crime de traição nacional ao mandar retirar dez assinaturas do pedido de constituição de uma CPI destinada a investigar as causas da falência do ensino no Brasil. O noticiário referente à CPI da Petrobrás ofuscou a manobra palaciana para evitar devassa maior e mais profunda.

Para o representante do Distrito Federal, trata-se de uma tragédia. O futuro do país encontra-se em perigo, com o naufrágio da educação de qualidade. Perdemos nosso futuro se não reagirmos, seguindo o exemplo de outras nações e priorizando a maior riqueza brasileira, o cérebro de suas crianças e seus jovens.

Foram contundentes as palavras de Cristóvan, inclusive sobre o nosso atraso tecnológico, resultado da falta de um ensino de qualidade. Lembrou que para conseguirmos importar um chip, exportamos 40 toneladas de minério de ferro. Culminou acusando o governo de haver praticado o maior dos crimes, a incineração do cérebro de nossas crianças, quando permite retirá-las da escola para deixá-las no trabalho infame.

“Candidato, nós temos”

Contesta o presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade, comentário desta coluna onde acentuamos não dispor o partido de um candidato à presidência da República. Esse candidato existe, tem nome e residência fixa: é o governador Roberto Requião, do Paraná, em condições de empolgar o país e atropelar quantos já se dispõem a concorrer. O problema seria convencer Requião da importância da disputa, mas um esforço começou a ser desenvolvido.

Por cima da carne seca

Carlos Chagas

De caso pensado, o PMDB continua na contramão do governo. Mesmo preocupado em por enquanto não bater de frente com o palácio do Planalto, o maior partido nacional coleciona episódios de desentendimento, da eleição de José Sarney para presidente do Senado, contra o candidato do PT, até o apoio velado à CPI da Petrobrás. Entre esses dois episódios, registra-se uma série de pequenas desavenças, mesmo sem a intenção do rompimento imediato. São avisos, prenúncios do inevitável.

No caso, o inevitável será o desembarque do PMDB da candidatura Dilma Rousseff, caso, é claro, ela se mantenha. Por enquanto, para os peemedebistas, é bom conservar os seis ministérios, as dezenas de diretorias de empresas estatais e as centenas de cargos de escalões inferiores. O divórcio, porém, parece óbvio, apesar dos esforços que o presidente Lula fez e mais fará para manter a aliança. Porque poucos duvidam, tanto da derrota da chefe da Casa Civil, vale repetir, se ela puder seguir em frente como candidata, quanto da saída do PMDB da base oficial.

A razão é simples: o partido quer ficar onde sempre esteve, ou seja, no poder. De preferência sem os ônus, quer dizer, não apresentando candidato próprio à sucessão do ano que vem. Até porque, esse candidato não existe.

A corrente flui para José Serra, ainda que exista uma hipótese maior para tudo continuar como está, ou até ficar melhor, sem os entreveros atuais: o terceiro mandato. Caso o presidente Lula venha a ceder e aceitar concorrer a mais um período administrativo, tudo indica que será eleito. Assim, contará com o PMDB, podendo até emplacar o candidato a vice. Sabem os cardeais da legenda que serão peça-chave na armação desse golpe, porque sem os votos de suas bancadas na Câmara e no Senado nenhuma emenda constitucional será aprovada. É o que se chama, em linguagem nordestina, ficar por cima da carne seca.

Maldade

Só pode ser maldade o que o governo e os áulicos do presidente Lula, sem esquecer o próprio, andam fazendo com a ministra Dilma Rousseff. Porque uma vez caracterizada sua doença, mesmo dentro de um excepcional tratamento, a chefe da Casa Civil deveria ter sido poupada. Pelo menos nos quatro meses em que se vem submetendo à quimioterapia. É maldade ficar repetindo que ela está muito bem e que pode levar vida normal. Pior ainda, deixá-la entregue a seus afazeres de primeira-ministra e de candidata presidencial. A madrugada de terça-feira demonstrou que mesmo sem se entregar, ela precisaria estar cercada dos cuidados que a situação exige. O choque de saber que precisou embarcar num jatinho em Brasília e internar-se num hospital em São Paulo terá sido tão grande quanto o do anúncio de que tinha câncer.

Crueldade tem sido a programação que Dilma, muitas vezes, acaba não podendo cumprir, obrigada a cancelar, só nos últimos dias, sua presença no Fórum Nacional de João Paulo dos Reis Veloso, no Fórum da revista “Exame”, numa reunião plenária do PT, no Congresso de Radiodifusão e numa ida ao Ceará para explicar o PAC.

Muito melhor teria sido, para ela, licenciar-se de atividades administrativas e políticas, recolhendo-se até, esperam todos, reaparecer completamente curada e pronta para retomar a trajetória de candidata. A atual estratégia do governo só faz prejudicá-la e, ao contrário do que pretendem, enfraquece suas possibilidades.

Todos de braços cruzados

Duas semanas já se passaram desde que o Supremo Tribunal Federal considerou caduca a Lei de Imprensa, deixando perigoso vazio em termos de garantias variadas no comportamento da mídia. Nem adianta repetir que a decisão das mais alta corte nacional de justiça exprimiu mero jogo de cena, porque os artigos ditatoriais da referida lei já haviam sido revogados pelo Bom Direito, desde a promulgação na nova Constituição em 1988.

O problema é que foi tudo pelo ralo, inclusive os artigos que asseguravam o direito de resposta, a segurança da retratação como fator de paralisação de ações penais, a garantia de reparação para quem fosse ofendido em sua honra através dos meios de comunicação, a punição para quem criasse alarma no sistema bancário, a preservação de segredos de estado e tantas outras posturas essenciais ao bem-estar social.

Esperava-se, inclusive alguns ministros do Supremo, que a revogação pura e simples da Lei de Imprensa levaria imediatamente o Congresso a debater e aprovar em tempo recorde um novo conjunto legal moderno e adaptado ao século XXI. Pois até agora, nada. Nem na Câmara, nem no Senado, nem nos partidos políticos ou sequer na sociedade civil surgiram sinais de preocupação diante do vazio. É como se tudo fosse permitido, numa sociedade sem condicionamentos. A imprensa marrom deve estar em festa.

Falta a negativa principal

Apressou-se o PSDB em esclarecer que a CPI da Petrobrás jamais ousará prejudicar a empresa, que os trabalhos se desenvolverão investigando possíveis irregularidades praticadas ao longo dos anos, mas, de forma alguma, capazes de denegrir sua imagem ou atrapalhar suas atividades no país ou no mundo.

Ótimo, dos tucanos não se esperava outra coisa, ainda que, por cautela, o governo pretenda selecionar oito senadores de sua estrita confiança, entre os onze titulares da CPI.

Só que tem um problema: o PSDB foi acusado pelas lideranças oficiais de estar tramando a privatização da Petrobrás, se José Serra chegar ao poder. Sobre essa hipótese, nenhuma palavra, nenhuma negativa. Será que as oposições pretendem mesmo entregar ao mercado um dos maiores patrimônios nacionais? Seria bom que se pronunciassem o mais rápido possível.

O pensador

A Sadia-Perdigão, com dívidas de mais de 8 bilhões de reais, está querendo emprestimo (maior) do BNDES. O presidente desse banco, Luciano Coutinho, disse na televisão: “Vou pensar”. Então vai demorar muito.

Protesto animal

O Zoo de Londres expõe “o animal mais destrutivo do mundo”, assim com aspas. Tirando as aspas, fica apenas o homem. A informação é da AP (Associated Press). O que ela não deu: PSDB-PMDB estão se sentindo atingidos e podem entrar na justiça. Não se sabe se em Londres ou Brasília.

Atualização da jogatina

Depois de descer a 49 mil e 800 pontos (meio-dia), chegando a cair mais de 2,70%, os espertos começaram a comprar. Às 13 horas subiu um pouco, voltou a passar os 50 mil (50.065). Mas as compras eram cautelosas, em 1 hora e 10 minutos o volume de 2 bilhões passou a 2 bilhões e 400 milhões, “perfumaria” (Mario Simonsen).

De 14 a 15 horas, houve instabilidade, mas sempre com queda forte. Às 15h22m caíam 3 por cento, mais rumores do que negócios. Falavam em Nova Iorque, com todos os indices em queda, e parecia irreversivel (pelo menos hoje, quinta-feira) que Obama destinaria mais (muito) dinheiro a instituições financeiras.

Às 16h20m, a queda da Bovespa diminuia um pouco, vinha para 49 mil e 900 pontos. Mas o volume era mínimo, 3 bilhões e 800 milhões. Lamento a situação dos amestrados, que na segunda-feira, com alta de 5% e volume de 7 bilhões de reais, eram obrigados a falar ou escrever: “ESTÁ CHEGANDO A RECUPERAÇÃO”. (Nem quero dar a “risada grafica”, como definiu o Jaguar).

Inquérito contra Edir Macedo vai completar nove anos

Para apurar suposto crime de falsidade ideológica, a Polícia Federal instaurou inquérito criminal contra o diretor-presidente da Rede Record de Televisão e Bispo-chefe da Igreja Universal, Edir Macedo, em agosto de 2000 e até hoje não conseguiu concluí-lo.

Segundo o site do TRF/3ª Região, o referido processo está vinculado à 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Para agilizar o trabalho de investigação, o juiz da vara solicitou o desmembramento do procedimento ao Superior Tribunal de Justiça e foi atendido. Como leigo, pergunto se o mencionado inquérito não deveria ser arquivado, já que o crime de falsidade ideológica em documento particular prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos? Segundo o Código Penal, extingue-se a punibilidade em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro.

Em síntese, Edir Macedo é acusado de ter usado pastores e bispos, sem capital e patrimônio próprio, na aquisição de emissoras de rádio e televisão em diversos Estados da Federação, os quais ficaram conhecidos como “laranjas” do bispo. Agora, se o documento utilizado para as transações supostamente fictícias for considerado público, a prescrição só ocorrerá em agosto de 2012. De qualquer forma, é muito tempo para o desfecho de um inquérito policial que envolve uma só pessoa.

Façam seus comentários, manifestem suas opiniões. É uma questão importantíssima, que precisa ser referendada (ou até reprovada) pela opinião pública. Será que a duração de 9 anos para concluir um inquérito tem a ver com o prestígio do “Bispo”, que se julga mais importante do que Deus. Compareçam, digam o que acharem importante e até indispensável.

Dunga mostra independência

O técnico Dunga mostrou personalidade e independência não só na convocação, mas também na entrevista. Mais de uma hora de perguntas, a maior parte desnecessárias, exibicionismo puro e repetido. Mas criticou, merecidamente, a incoerência e a contradição da própria imprensa.

Quanto a Ronaldo, ficou claro o que venho dizendo: “Ele é lembrado pelos gols que faz e pelos que deixa de fazer. Fora isso não tem feito nada. mesmo nos jogos em que fez gol, não se destacou. Nos outros, então, desaparecido.

Convocação

Às 3 horas e 8 minutos, saiu a lista dos jogadores que disputarão as proximas eliminatorias e a Copa das Confederações. Muitos falavam que “Dunga preservaria jogadores dos clubes que estão disputando a Copa Brasil”.

Alguns argumentavam: com isso, o treinador “justificava” a não convocação de Ronaldo. Dunga mostrou personalidade, em varios sentidos. Chamou Ramires, Nilmaradona e André Santos que estavam merecendo. Podia ter levado Chicão quem vem jogando muito bem, vai jogar a Copa de 2010.

Textual, inedito e entre aspas

Kenneth Maxwell condenando irregularidades da vida publica da Inglaterra (Grã-Bretanha): “A crise no Parlamento britanico continua. O publico se enraivece cada vez mais”. Conhecemos muito bem o assunto. Só que lá, a revolta teve resultados, provocada pelos protestos de leitores (Dos jornais impressos).

Celina Alonso de Salles Oliveira, diretora do Museu Paulista, sobre o leilão de obras de arte que pertenciam ao “banqueiro”Edemar Ferreira: “Não me parece condizente que acervos publicos fiquem em mãos de particulares. Eles nos ajudam a compreender a história do Brasil”.

De um engenheiro reconhecido como dos maiores especialistas em petroleo: “A CPI da Petrobras é inutil e desnecessaria, não vai esclarecer nada. Deveriam chamar o presidente Gabrielli, o todo-poderoso senhor de todas as verbas, Santa Rosa, e outros “mestres” da produção e fazer uma sabatina”.

Como quer manter o sigilo, pergunto a razão da sabatina. Resposta: “É para ver o que esses personagens sabem sobre o pré-sal e como explorar uma area como essa, não sabem nada”.

Futebol: quarta sem lei

Ontem, quarta-feira, 23:44, quase entrando na quinta (hoje), o Flamengo perdeu a oportunidade de continuar o sonho de ganahar a a Copa Brasil. (E uma vaga para a Libertadores). Juan começou atrasand a vida do Flamengo numa recuada de bola indefensavel. O Flamengo conseguiu empatar, faltando 3 minutos para o fim, ainda na quarta, depois perdeu o jogo.

Hoje, ressaca na Gavea, reuniões duras entre presidente em exercicio (de corpo presente), o presidente licenciado (no telefone), Kleber Leite (furiosos) e o treinador Cuca (distante) inteiramente esquecido. Vem tumulto e grande.

O Fluminense podia ter levado uma goleada das grandes, Mano Menezes, treinador solidario com os colegas em dificuldades, “administrou” (mal) salvou Parreira, mas diminuiu seu prestigio.

Fazendo 2 gols imediatamente, obrigava o Fluminense a fazer 4 para continuar na esperança de disputar. Não fez nada nesse primeiro tempo. No segundo, o Fluminense viu o caminho livre e desimpedido e fez 2 gols antes dos 20 minutos. Nos 30 do segundo tempo, o Corintians não chutou a gol como tambem não chegou perto da area do Fluminense.

Genialdo Mano Menezes: tirou Ronaldo quando faltava 1 minuto para acabar o jogo. Poderia tirar no minuto inicial, rigorsamente igual.

Boatos, sussurros em vez de informação

É o forte de Brasilia, “plantar” noticias como plantam no agronegocio. Os “amestrados” espalham três coisas, sem conformação.

1) Aloyzio Mercadante e Artur Virgilio estariam em guerra aberta.

2) Dona Dilma teria subido bastante em pesquisas intiernas. Como não confirmam o fato, o Planalto-Alvorada identifica esses rumores em criculos da oposição.

3) Nova briga “inventada” pelos incansaveis amestrados: Jucá e Renan Calheiros não estariam frequentando os mesmos lugares, com medo de atritos. Ha! Ha! Ha! Os dois não brigam, so que pertencendo ao PMDB, defendem interesses diversos e diferentes.

Apogeu do racismo

Parabens ao deputado Carlos Santana. Presidente da Comissão da Camara, ARQUIVOU INDEFINIDAMENTE projeto que criava cotas de tudo para negros, um absurdo total. Era o maior MOVIMENTO RACISTA, explicito e implicito. Até negros lucidos criticavam e combatiam o projeto. (Exclusiva)

Terceiro mandato, um voo muito difícil

Na página que ocupa no Globo e na Folha de São Paulo, edições de quarta-feira, o brilhante Élio Gásperi focalizou a hipótese da busca de um terceiro mandato (seguido) para o presidente Lula, caso a candidatura da Ministra Dilma Roussef não se viabilize como o governo projetou. O caminho é muito difícil, um vôo nessa direção mais ainda. Em primeiro lugar três quintos do Senado e da Câmara teriam que, em dois turnos cada uma das casas, aprovar modificação tão substancial na emenda 16 de junho de 97, que permitiu, em 98, a reeleição de Fernando Henrique. Uma proposta já foi preparada pelo deputado Jackson Barreto. Mas da iniciativa à concretização vai um espaço muito grande. Os imprevistos estão sempre na estrada.

A doença que atingiu a chefe da Casa Civil é um exemplo. Mas existem muitos outros. Alguém poderia prever o desfecho de Vargas? A renúncia de Jânio, que abriu uma crise institucional não totalmente superada até hoje? A deposição de João Goulart? As deposições, de fato, de Castelo Branco e Costa e Silva com a divisão do poder pelo sistema militar paralelo? O fato de Carlos Lacerda, principal líder do movimento de 64, terminar cassado por ele? Mas esta é outra questão. O fato essencial é que uma emenda direcionada para convocar um plebiscito (art. 14 da Constituição) para referendar uma nova candidatura de Lula se depara naturalmente com obstáculos enormes. A modificação, a meu ver, é inviável.

Em primeiro lugar, teria que ser apresentada ainda no primeiro semestre do ano. Mas tal iniciativa seria horrível. Coincidiria com o início do tratamento da ministra Dilma. A repercussão seria ou será péssima. Ficaria claro quer a preocupação do PT de manter-se no poder não tem limites. Nem mesmo a doença de sua candidata, inclusive já lançada pelo presidente da República seria considerada. Em segundo lugar, a precipitação sinalizaria para o vazio do quadro de alternativas do Partido dos Trabalhadores. Em termos eleitorais, seria péssimo. Um tema a ser explorado pela oposição.

Porém a trilha de dificuldades não termina aí. Aprovar emenda constitucional em ambiente controverso é praticamente impossível. Por qual motivo a totalidade do PMDB deveria votar favoravelmente a um terceiro mandato? Não é provável. A capacidade de negociação que se abre para a legenda entre o Planalto e o governador José Serra passaria a ser extremamente reduzida. A aprovação da emenda Jackson Barreto, ou de qualquer outro deputado ou senador, já significaria automaticamente uma adesão prévia irreversível ao atual ocupante do poder. E, além do mais, é preciso ouvi-lo. Ele não pode, eticamente, aprovar a iniciativa, mesmo pelo silêncio, pois isso representaria o abandono de Dilma Roussef, o que, imediatamente, contribuiria para abalar sua permanência, não apenas no quadro sucessório, mas na própria Casa Civil. Significaria o esvaziamento de quem ocupou um espaço sensível e fundamental do executivo no episódio que culminou com a demissão do ministro José Dirceu.

Mas existe ainda outro aspecto. A tentativa de um terceiro mandato só pode contribuir – e muito – para levar a um acordo pleno entre os governadores José Serra e Aécio Neves. Aécio luta pela indicação através do PSDB, seu partido. Com a instituição de um terceiro mandato, não teria qualquer sentido deixar de se unir a Serra. O governo, assim, estaria criando mais um adversário e fortalecendo a chapa SP-MG, exatamente a que mais preocupa o Planalto.

"Cassinização"

Depois da euforia momentanea dos amestrados, na segunda-feira, quando a Bovespa chegou a 52 mil pontos, a reversão dolorosa (para eles) e a não-explicação.

Depois de terça e quarta mediocres, hoje, forte, menos 1,45%, em 50.165 pontos. Às 11 horas, acentuou a baixa para 1,92 em 50 mil e 212 pontos, E às 11:40 vinha abaixo de 50 mil (49 mil e 900), menos 2,48%.

Ao meio-dia em ponto, o indice caía exatamente 2,50% ficando em 49 mil e 800 pontos. O volume negociad era então de quase 2 bilhões.

Desinformação

Manchete equivocadissima da Folha, e que merece um “erramos” que eles mesmos criaram: “Fluxo de dolares cresce para o país e derruba cotação” (Do dolar). Não é nada disso. Simples jogatina internacional. Comparam 10 dias ‘bons”, com SALDO NEGATIVO de 1 ano, e tiram conclusões. Ha! Ha! Ha! (Exclusiva)

Golpe e contragolpe

Adonias Mangueira Fernandes, de São Paulo, faz comentarios interessantíssimos e que deveriam gerar debate importante e inadiavel a respeito de ditaduras, BRANDAS (Folha) ou IMPIEDOSAS (Mauricio Azedo, presidente da ABI).

A seguir a integra do comentario do cidadão-contribuinte-eleitor e os comentarios do reporter:

Os reais ditadores

Interessante esse pessoalzinho que hoje nos governa(?). Dizem que lutaram contra os militares, em nome de Democracia (mas todos sabemos que queriam apenas instaurar uma outra ditadura, só que de esquerda…). E por conta dessa “luta”, recebem hoje polpudas e milionárias indenizações e aposentadorias pagas pelo seu, pelo meu, pelo nosso rico dinheirinho….Pois agora, esses “defensores” da Democracia (há..há..há..), querem porque querem se manter eternamente no poder, e preparam um golpe de Estado, através do qual Lulla será reeleito mais uma vez, e daqui a pouco mais uma vez, e mais uma vez, e mais uma vez, de tal maneira que fique governando(?) o Brasil por mais tempo que Fidel governa Cuba….Será o sonhado “Reich de mil anos de Herr Lulla” dos petistas. E o gozado é que essa gente fica falando mal dos militares a toda hora, falam da ditadura, das torturas, etc..Mas se esquecem que nenhum presidente militar ficou mais que 5 anos no poder, enquanto FHC ficou 8 anos e Lulla sabe-se lá quanto tempo ficará… Quem são os reais ditadores, afinal?

Adonias Mangueira Fernandes, São Paulo (SP)
Sempre que se discute o que é golpe, revolução, ditadura, democracia, é impossivel deixar de citar o frasista Winston Churchill: “Democracia é o pior dos regimes, excetuados naturalmente todos os outros”. O mesmo pode ser dito de golpe ou revolução, de ditadura, branda ou cruel. Muitas Revoluções começam como golpes, nenhum golpe acaba como revolução. A Revolução Francesa (o inicio do marquetismo, o mais colossal da Historia) acabou como golpe, com “cabeças rolando”, e todos querendo o Poder.

Por outro lado, jamais existe um golpe só. É sempre um golpe e um contragolpe. Os que querem o Poder, de um lado, e os que precisam manter o Poder, por estarem ameaçados de perde-lo.

Quimioterapia

Alvaro Magalhaes de Souza, medico de Pernambuco, garante que o cancer de Dona Dilma impedirá sua candidatura. Considera que a explosão de dores de agora era a mais compreensivel e esperada. E o tempo mostrará isso.
Obrigado, doutor, todos estao convencidos disso. Mas como a questao envolve o maior cargo do país, Dona Dilma diz ao proprio hospital: “Estou otima”. E o presidente Lula, formado em medicina pela Universidade da Turquia, (onde estava) garante: “A Dilma está completamente curada, continua candidata”.