Ex-governador Schwarznegger e o filho com a empregada

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Helio Fernandes

Depois de 10 anos, contou o “caso” à mulher, que se separou, revoltada. Nada a ver com Marx e FHC, que também tiveram filhos com empregadas. E nada a ver entre Marx e FHC, qualquer que seja o ângulo da análise.

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DROGAS NOS EUA

É o maior mercado consumidor do mundo. Ronald Reagan (antes da Era do Trilhão) gastou 250 BILHÕES para diminuir a compra e venda dessas drogas. Não adiantou nada, localizou, concentrou, o preço aumentou. Países da América Central vivem dessa exportação para os americanos.

Serra desiste da prefeitura: presidente ou governador?

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Helio Fernandes

Abandonou a ideia inicial de voltar à prefeitura, para garantir pelo menos a máquina. Por que desistiu? Elementar. Candidato a prefeito, ficou apenas 15 meses, deixou 33 para o então desconhecido Kassab.

Agora, se convenceu: não pode repetir a farsa, a fraude, a falsificação. Isso seria denunciado logo, não teria voto. Tentará a presidência (com 72 anos), aceitará ser governador, como “compensação”.

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KASSAB SE ESCONDEU

Estava a “mil por hora”, parecia o político mais cobiçado, o mais procurado, o mais fascinante e fascinando muita gente. Comprometidos, quase todos, com sua nova-velha legenda.

Fez uma campanha excelente com os amestrados, não saía das Primeiras. Inesperadamente sumiu do noticiário, o “efeito” Lula atingiu-o de forma inclemente e cruel. O que é o efeito Lula em São Paulo? A candidatura do ministro Fernando Haddad.

Não por causa dele e sim pelo ex-presidente. Lula já disse: “Vou lançar o Ministro da Educação. Como jamais disputou eleição, a vitória será atribuída ao meu apoio”. E acrescenta rindo muito: “Ninguém duvida disso”. Muito menos Kassab.

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SÉRGIO GUERRA PRESIDINDO

O partido “passa recibo” na falta de importância. Seu presidente era esse que está no título, exercia o mandato de senador. “Viu” que não se elegeria, preferiu ser deputado, pelo menos isso. Mas presidente do partido? E por imposição de Serra? Esse é o verdadeiro quadro-radiografia do PSDB, que não é oposição nem governo.

Eduardo Paes e cabralzinho, unidos contra Cesar Maia

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Helio Fernandes

Estão convencidos: o ex-prefeito tentará voltar ao cargo no ano que vem. Se tivesse se elegido senador, estaria longe, em Brasília. Nenhum disparate na constatação. Maia só consegue enganar o cidadão do Rio, antigo Distrito Federal e Estado da Guanabara.
Em 1998 perdeu para governador, apesar do fato: quem estava no cargo não tentou a reeeleição. Em 2010, liquidado para senador, perdeu para quem: Lindberg e Crivella, que vexame. A saída é voltar a ser municipal.

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PAGAMENTO ANTECIPADO
A Volkswagen, que recebeu antes de entregar os carros, faz circular: “Vamos devolver à Câmara do Rio os mais de 2 milhões”. Ora, evidente que tem que devolver, o dinheiro não é dela. Só que alguns vereadores continuam sonhando com o carro de 70 mil.

Ronaldinho Gaúcho na seleção?

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Helio Fernandes

Sábado foi sua primeira grande exibição no Flamengo. Correu o campo todo, deu passe, fez gol de fora da área, apareceu mesmo. Só que isso não anula ou invalida a afirmação de Zagalo (campeão mundial como jogador e treinador) num debate: “Ronaldinho na seleção, nenhuma chance”. Certíssimo, 34 anos, em que seleção?
 
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GRAND SLAM, CHATÍSSIMO

Os primeiros jogos, todos em três sets, sem interesse, longos, cansativos, nenhuma emoção. Deviam ser jogados com vitória exigida com 2 sets de vantagem.

As quartas, semifinais e finais, em 5 sets, vantagem de 3. Nas iniciais, às vezes mais de 2 horas, ganhando sempre o favorito.

A hora do enfrentamento

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Carlos Chagas

Esta semana será decisiva para a base parlamentar do  governo, até para o próprio governo. Não haverá  salvação, caso mantida a estratégia suicida da semana passada, na Câmara, de suspender as reuniões das Comissões Técnicas visando  evitar que elas votem a convocação do ministro Antônio Palocci  para explicar o aumento de seu patrimônio. Porque não dá mais ficar  empurrar indefinidamente com  a barriga um problema a ser enfrentado.

Já foi um vexame assistir líderes governistas acertando com assessores palacianos o cancelamento das atividades em todas as comissões. Nitidamente manobra desesperada, daquelas em que os  defensores de uma fortaleza sacrificam a própria vida e terminam  não impedindo a invasão dos adversários.

Se é para Palocci acabar convocado, precisando depor, que assim aconteça. Sempre existirá a hipótese de o governo ganhar no voto, como ganhou no plenário, quando a maioria rejeitou a hipótese. O que parece inadmissível é paralisar os trabalhos das estruturas tidas como a alma da Câmara, suas comissões técnicas. Chegou a hora do enfrentamento, jamais do recuo permanente.  

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REFORÇO NECESSÁRIO

O ex-presidente Lula chega a Brasília para reforçar a decisão da presidente Dilma de blindar Antônio Palocci, se possível superando o episódio das consultorias. O que o antecessor não conseguiu em 2006, na crise do caseiro, a sucessora poderá conseguir. Claro que tudo depende do aparecimento ou não de fatos novos relacionados à fortuna do chefe da Casa Civil.

Durante oito anos de governo, o Lula sempre foi infenso a entrevistas coletivas, preferindo as conversas  na esquina com jornalistas que o seguiam. De uma forma ou de outra, se não conseguir escapar, há uma pergunta imprescindível: o que o ex-presidente foi fazer em meteórica visita ao Panamá, semana passada? Viajou mesmo às expensas de uma grande empreiteira nacional, encarregada de obras  naquele  país? Ganhou cachê? Qual o objetivo de ambos, a empreiteira e ele?

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RELATÓRIO SECRETO OU ABERTO?

O ministro Antônio Palocci terá passado o final de semana trabalhando no relatório solicitado pelo Procurador Geral da República a respeito de suas atividades empresariais. O prazo para a apresentação do documento é de quinze dias, mas o chefe da Casa Civil  pretendia antecipar logo a obrigação. A pergunta que se faz é se Palocci incluirá a relação dos clientes a quem prestou consultoria e o montante recebido por cada uma. Mais ainda, se ele ou o procurador Roberto Gurgel divulgarão o conteúdo.

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A HORA DO ESPANTO

Pouca gente acredita que o Supremo Tribunal Federal possa julgar este ano o processo contra os 39  mensaleiros,  desde 2006 tramitando na corte. O relator Joaquim Barbosa tem dúvidas sobre se são necessárias informações adicionais dos Tribunais de Justiça de alguns estados para que se chegue ao capítulo  das considerações  finais da   Procuradoria Geral da República e de cada um dos réus. A  sucessão de recursos e protelações conseguidas pelos advogados da quadrilha surpreende até os mais experientes observadores dos trabalhos do Poder Judiciário.

Obama só foi atacado pelos radicais do Oriente Médio

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Pedro do Coutto

O pronunciamento do presidente Barack Obama, de fato histórico – como destacou Fernando Eichenberg, correspondente de O Globo em Washington, na edição de sexta-feira -, somente recebeu reação adversa dos radicais israelenses e palestinos que desejam manter eternamente o conflito armado no Oriente Médio. Começou em 1948 e não foi resolvido até hoje. O ódio que alimenta a indústria mundial de armas atravessa as décadas sem solução efetiva.

O presidente dos Estados Unidos, dando sequência a seus antecessores na Casa Branca, fez da forma mais concreta possível seu lance de dados no quadro internacional. Partiu em mais uma tentativa de paz. Escolheu o rumo certo e, por isso mesmo, desagradou aos radicais de ambos os lados. Estes querem manter o conflito na Cisjordânia e pelo controle de Jerusalém. A atual capital de Israel, que, exatamente a partir da Guerra de 67, substituiu Telaviv nessa condição. Destina-se a ser o principal ponto da divergência.

Uma questão muito difícil. Para projetar sua dimensão, temos que voltar ao passado, aliás como propõe Obama em relação às fronteiras existente antes da Guerra dos Seis Dias. Estamos em Junho de 67. Inconformado com a existência do Estado de Israel, promulgada pela ONU em 47, sob a presidência do embaixador brasileiro Osvaldo Aranha, o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, foi à televisão no Cairo e anunciou a invasão para o dia seguinte. Dirigiu um apelo ameaçador aos jornalistas: saiam de Telaviv, por que amanhã estaremos aí para cortar a cabeça dos judeus. E vai ser difícil saber quem é jornalista e quem não é.

Ao assistir ao programa, em Israel, a primeira ministra Golda Meir ordenou o ataque imediato comandado pelo general Moshe Dayan. A derrota do Egito e dos aliados Síria e Jordânia foi total. Golda ocupou o Sinai, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, a cidade de Jerusalém. Passou a ser a capital do Estado judeu. Nasser morreu em 70, três anos depois portanto. Ainda jovem, vítima de infarto. Foi sucedido por Anuar Sadat. Em 73, Sadat atacou de surpresa e conseguiu retomar espaços ocupados de seu país. Na guerra de 67, o Egito perdera trinta por cento de seu território. A partir de 74, houve uma série de tentativas de acordo patrocinadas pelos presidentes Jimmy Carter, Ronald Reagan, Bill Clinton. Sadat aceitou a reaproximação e desceu em Israel. Pouco depois foi assassinado numa parada militar. Já o  primeiro-ministro israelense, Itzak Rabin, dispôs-se a um entendimento pela paz. Foi assassinado por um judeu radical.

Não vale a pena recuar mais no tempo e relembrar mais as guerras de 48, a invasão do Suez em 56 por forças israelenses, inglesas e francesas, que causou a queda do primeiro ministro inglês Anthony Eden. Agora, com Barack Obama abrem-se as cortinas para, mais uma vez, montar um novo cenário. O que acontece? Logo, no primeiro momento, se opõem o chefe do governo israelense, Netanyahu, e o grupo Hamas, que, até um mês atrás atacava, inclusive com armas, o governo da Autoridade Nacional Palestina, chefiado por Mahamoud Abas.

Ser atacado pelos radicais, que, no fundo, são os mensageiros da intolerância, das armas e da morte, constitui, se não uma prova, pelo menos a forte impressão de que Barack Obama está certo. Na colocação, sem dúvida. Na execução vamos ver.

Ponto mais difícil não é a desocupação da Cisjordânia apenas. Pois pode ser objeto de acordo, dependendo das bases. É Jerusalém, por sua importância histórica e emblemática. Ela estava até 67 sob domínio árabe, que decidia sobre a passagem dos judeus ao Muro das Lamentações. Hoje é exatamente o contrário. O domínio militar pertence a Israel. A devolução da cidade de mais de três mil anos de existência é a razão mais complexa, a síntese, agora, de uma guerra sangrenta que dura há 63 anos. Obama jogou uma grande cartada com implicação direta nas eleições americanas de 2012. Arriscou-se no caminho das urnas.

Só um milagre pode solucionar a lentidão da Justiça do Trabalho

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Roberto Monteiro Pinho

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou na quarta-feira (18) o relatório favorável, ao Projeto de Lei da Câmara nº 26/2011, de autoria do Tribunal Superior do Trabalho, confirmando a criação de 76 cargos em comissão e 1.275 funções comissionadas no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP). Enquanto número de encalhe de ações vai aumentando sinuosamente, os integrantes da especializada produzem verdadeiros embustes, tendo como substância, exatamente seu maior mal, – a morosidade. Como se fosse um negócio, a JT vai sendo explorada e usada da pior forma que uma empresa privada poderia ser administrada, o sinal dessa anomalia congênita é a contratação de mais serventuários, criação de cargos e gratificações, que estão sendo pagos com o dinheiro público.

Da mesma forma que um negócio rentável e promissor, havendo demanda, cresce a contratação de mão-de-obra, mas a mercadoria adquirida pelo consumidor precisa ser entregue, e isso infelizmente a Justiça do Trabalho não consegue operar, conforme comprovam os números divulgados pelo CNJ no mês de março, onde 48% de suas ações estão sem solução.  

Para os integrantes da especializada, todos os caminhos levam a este precipício de loteamento e concessão de gratificações e criação de cargos. Na avaliação do presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 12ª Região (Amatra12), juiz Irno Resener, (…) os resultados verificados na Semana Nacional da Conciliação poderiam ser ainda melhores se houvesse mais juízes e mais varas. O dirigente classista justifica:

Nos últimos anos, a competência da Justiça do Trabalho foi ampliada, com atribuição para julgamento de ações anteriormente apreciadas pela Justiça Comum, como as que envolvem indenizações por acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, e execução das contribuições previdenciárias incidentes sobre créditos apurados em ações trabalhistas”.

Ainda assim admite que a Justiça do Trabalho restringia-se a questões decorrentes do descumprimento da legislação que regula as relações entre empregado e empregador. A justificativa do juiz demonstra a visão míope da verdadeira situação que corrói a estrutura da JT.  

Concordo que, “No caso da Justiça do Trabalho, todos os processos passam necessariamente pela sala de audiências, ocasião em que sempre é estimulada a conciliação”, no entanto o problema é enfrentado por ele, (…) propondo a instalação de novas varas e criação de mais cargos de magistrados em primeira e segunda instância, avalia, a tendência natural será o crescimento do índice da solução de conflitos e a garantia da razoável duração do processo.

O problema é que em 2006 (um ano após o CNJ entrar em funcionamento) o orçamento da Justiça do Trabalho foi de R$ 7,3 bilhões, cerca de R$ 1,3 bilhão a mais em comparação ao ano anterior, enquanto o gasto só com o Tribunal Superior do Trabalho foi de R$ 422 milhões. A folha de pagamento pesou mais no orçamento da Justiça do Trabalho. Em 2006, 93,65% dos gastos foram destinadas ao pagamento dos funcionários. No ano anterior, o número foi de 90,50%, mas nos anos seguintes a 2006, até 2009 o percentual voltou ao patamar de 93%. Decididamente estamos à espera de um milagre, eis que esses números se multiplicam velozmente, e a última estatística que está sendo elaborada pelo CNJ, é desastrosa.

Decididamente é preciso uma mudança de mentalidade do operador do Direito. O juiz tem de compenetrar-se de que seu trabalho não é o exercício de uma função meramente burocrática, mas de uma importante e insubstituível atividade social, necessária ao equilíbrio e mediação dos valores em litígio, não material, mas preponderante para a manutenção das relações trabalho/desenvolvimento. Muito mais importante do que a formalidade do processo é a solução do problema, como reclama a sociedade moderna, que, na época da globalização, não pode conviver com conflitos demorados e com discussões formais e inúteis.

Este modelão débil que a JT demonstra para a sociedade está ao nível de pratica do dumping social, eis que atinge toda sociedade, diretamente o trabalhador envolvido e com reflexo além de sua fronteira. O juiz moderno precisa ter consciência de que o próprio tempo é um fator econômico da sociedade em desenvolvimento e que o atraso de uma controvérsia traz um grande prejuízo a todos: ao Estado, porque tem de financiar esta imensa burocracia do Judiciário; às partes, porque não têm resposta a seus problemas; e a sociedade, que acaba descrente das instituições.

Vettel não foi pole, ganhou mais uma

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Helio Fernandes

O alemão mostrou que não precisa SAIR na frente, para CHEGAR na frente. Alonso fez uma largada sensacional, depois terminou uma volta atrás. Massa nem terminou, antes de desistir não saiu de oitavo.

Foi a prova com duas constatações. Há muito tempo não havia tanta alternativa. Vários corredores, todos guardando o lugar para Vettel. E Galvão exagerou (ainda pode mais?) em tanta bobagem numa corrida apenas. Barcelona já era, dificilimo ganhar de Vettel. E Massa ainda mais dicil de renovar o contrato.

Mais uma denúncia de corrupção contra o atual governador de Brasília, Agnelo Queiroz. E esta acusação é antiga, do tempo em que ele era ministro do Esporte, no primeiro governo Lula.

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Carlos Newton

Está virando rotina no Ministério do Esporte. Além do atual ministro, Orlando Silva, estar envolvido em irregularidades que beneficiaram correligionários de seu partido, o PCdoB, agora seu antecessor Agnelo Queiroz, que trocou o PCdoB pelo PT e foi eleito governador do Distrito Federal, está sendo acusado pelo Ministério Público Federal de cometer improbidade administrativa em 2004, quanto era ministro, ao pagar pelo aluguel da Vila do Pan quase R$ 10 milhões acima do valor de mercado .

Segundo o procurador da República Édson Abdon Filho, a Caixa Econômica Federal avaliou em R$ 15,4 milhões em 2004 o valor de mercado pelo aluguel dos imóveis pelo prazo de dez meses. Mas, o Ministério do Esporte autorizou o pagamento de R$ 25 milhões à construtora Agenco, responsável pela Vila, onde se hospedaram os atletas que participaram dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio.

Além de Queiroz, também respondem à ação o então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Eduardo Mattoso, o vice-presidente do Comitê Organizador do Pan, André Gustavo Richer, o ex-secretário de Esporte de Alto Rendimento, André Almeida Cunha Arantes, e a construtora Agenco.

“Como ministro do Esporte, Agnelo Queiroz tinha o dever de fiscalizar os gastos com as obras. No entanto, mesmo dispondo de uma avaliação oficial que indica um preço justo muito menor, não questionou a construtora”, afirma o procurador responsável pela ação civil, acrescentando: “O então presidente da Caixa também ignorou a avaliação, feita pela própria instituição que ele presidia, e transferiu o dinheiro, por meio do banco”, diz.

A ação foi distribuída na semana passada para a 21ª Vara Federal do Rio. Os acusados serão notificados para apresentar defesa prévia, e só então o juiz vai decidir se instaura ou não o processo.

Detalhe: quando foi feita a denúncia, o governador do DF estava em viagem pela Europa “para avaliar a estrutura para a Copa-2014”, vejam só que coincidência. Certamente, está se preparando para repetir a dose na próxima oportunidade.

Esta é a terceira grave acusação contra Agnelo Queiroz, que já enfrentava a denúncia de que jamais poderia ter comprado uma casa no Lago, com seu salário de servidor público. Depois, apareceu um empresário que confessou repassar dinheiro para o Caixa 2 da campanha eleitoral do então candidato petista. E agora, o caso da Vila do Pan. É muito coincidência, não acham?

O Brasileirão ficou mesmo com a TV Globo, foi a decisão dos clubes. A RedeTV! luta pelo sublicenciamento, objetivo desde o início. A Band renovará com a TV Globo.

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Helio Fernandes

Há meses escrevi sobre o assunto e de forma conclusiva: “Pode até haver confusão, mas no final os 20 clubes continuarão com a Organização Globo”. Analisei o óbvio, mostrei até a enorme diferença entre a Organização (64 por cento da audiência em canal aberto), TV Record (17 por cento), Band (6 por cento), SBT (5 por cento e nem estava interessada), RedeTV! (1 e meio por cento). E sem organização, sem recursos, sem equipe para uma possível transmissão.

Muitos estabanados comentaristas, aqui mesmo no blog, não tiveram dúvidas: “O senhor, logo o senhor, defendendo a Organização Globo?”. Insensatos, querem apenas se exibir, usando o “trampolim para o holofote”. Não apoiei ninguém, analisei, não dava nem para errar.

São muitos os tipos de negociação, o total, por enquanto, é de 1 bilhão e 500 milhões. (Em três anos, o que 500 milhões anualmente). Parece muito, mas dividido por 20 clubes, não é tão fascinante quanto apregoam.

São seis tipos de órgãos de comunicação, mas os mais badalados são a TV aberta e a TV por assinatura. Os outros são incluídos no bloco (como quer a TV Globo) ou cada um dos seis setores negociados separadamente (orientação da TV Record).

A RedeTV! não existe, sua audiência na TV aberta não chega a 2 por cento.  Na TV paga, a RedeTV! nao tem nem canal. Comonão poderá negociar com as 4 maiores (DirecTV, Sky, TVA, Net) tem que procurar se entender com as outras 20 que peram por satélite, cabo, UHF. Qualquer coisa que transmita som e imagem, mesmo que seja pata pouquissimas pessoas.

A defesa ou justificativa da RedeTV! é a seguinte: “Como existem 110 milhões de telespectadores (número apresentado por este repórter), aceitando que tenha apenas 2 por cento desse total, seriam 2 milhões e 200 mil de audiência”.

E completam, explicando: “Isso representa mais de 7 vezes a tiragem confessada pela Folha. E 8 vezes a do Globo”, mas que é um pouco mais baixa do que a do jornal de São Paulo, que só se interessa por SP.

Acontece que a luta não é entre televisões e jornais, e sim disputa de televisões contra televisões. E aí é impossível comparar 64 por cento, com 17, 6, 5 ou 2 por cento.

E nem mesmo a TV Record, que há anos tenta entrar no setor esportivo e com dinheiro jorrado pelas “catedrais” evangélicas. Fácil de concluir: não aceitará sublicenciamento, pois seu objetivo é ultrapassar a própria Globo. Mais do que natural e compreensível.

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PS – Apesar de toda essa vantagem, a Organização ainda teve a ajuda do corruptíssimo Ricardo Teixeira. Lógico, o presidente da CBF recebe o seu em espécie, a Globo dá total cobertura a ele. “Esconde” as acusaçõs diárias. Dava apoio total, quando ia ao Planalto conversar com Lula.

PS2 – Dados dos pesquisadores. Jogo Corintians-Palmeiras: Globo 33 pontos, Band (sublicenciada) 8 pontos. Excelente negócio para os dois lados.

PS3 – O novo contrato, que começa em 2012, ótimo para os clubes, alguns receberão quase o dobro do que recebiam. O Flamengo (que negociou pessimamente) acabou faturando o que nem imaginava.

PS4 – Outra vantagem para todos: o “Clube dos Treze”, burrice geral, “espécie em extinção”, vai desaparecer mesmo.

Clubes de futebol do Brasil. Cada vez mais endividados, enquanto os dirigentes e seus parceiros, os “empresários” dos jogadores, ficam cada vez mais ricos (com as raras e honrosas exceções, é claro).

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Carlos Newton

Sempre atento, em cima do lance, o comentarista Mário Assis envia aos arquivos implacáveis da Tribuna da Imprensa o mais recente levantamento da BDO RCS Auditores Independentes, sobre as receitas e as dívidas dos principais clubes de futebol do Brasil. Os números falam por sim, nem é preciso fazer comentários.

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1. RANKING DAS RECEITAS.

1º) – Corinthians – R$ 212 milhões \ 2º) – Internacional – R$ 200 milhões \ 3º) – São Paulo – R$ 195 milhões \ 4º) – Palmeiras – R$ 148 milhões \ 5º) – Flamengo – R$ 128 milhões \ 6º) – Santos – R$ 116 milhões \ 7º) – Grêmio – R$ 113 milhões \ 8º) – Cruzeiro – R$ 101 milhões \ 9º) – Atlético-MG – R$ 93 milhões \ 10º) – Vasco – R$ 83 milhões \ 11º) – Fluminense – R$ 76 milhões \ 12º) – Atlético-PR – R$ 67 milhões / 13º) – Botafogo – R$ 52 milhões \ 14º) – Vitória – R$ 42 milhões \ 15º) -Avaí – R$ 31 milhões \ 16º) – Coritiba – R$ 30,6 milhões \ 17º) – Goiás – R$ 30,3 milhões \ 18º) – Portuguesa – R$ 24 milhões \ 19º) – Guarani – R$ 22 milhões \ 20º)- Bahia – R$ 20 milhões.

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2. RANKING DAS DÍVIDAS.

1º) – Atlético-MG – R$ 527 milhões \ 2º) – Botafogo – R$ 378 milhões \ 3º) – Vasco – R$ 373 milhões \ 4º) – Fluminense – R$ 368 milhões \ 5º) – Flamengo – R$ 342 milhões \ 6º) – Santos – R$ 211 milhões \ 7º) – Palmeiras – R$ 169 milhões \  8º) – Grêmio – R$ 162 milhões \ 9º) – Internacional – R$ 148 milhões \ 10º) – Portuguesa – R$ 135 milhões \ 11º) – Guarani – R$ 123 milhões \ 12º) – Corinthians – R$ 122 milhões \ 13º) – Cruzeiro – R$ 111 milhões \ 14º) – São Paulo – R$ 94 milhões \ 15º) – Ponte Preta – R$ 92 milhões \ 16º) – Coritiba – R$ 63 milhões \ 17º) – Goiás – R$ 61 milhões \ 18º) – Bahia – R$ 36 milhões \ 19º) – Paraná – R$ 34 milhões \ 20º) – Avaí R$ – 33 milhões.

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3. RELAÇÃO DÍVIDA / RECEITA.

1º) Botafogo: 7,26 vezes; 2º) Atlético MG: 5,66 vezes; 3º) Fluminense: 4,84 vezes; 4º) Vasco: 4,49 vezes; 5º) Flamengo: 2,67 vezes; 6º) Santos: 1,81 vezes; 7º) Corinthians: 1,73 vezes; 8º) Grêmio: 1,43 vezes; 9º) Internacional: 1,35 vezes; 10º) Palmeiras: 1,14 vezes; 11º) Cruzeiro: 1,10 vezes; 12º) São Paulo: 0,48 vezes.

Acordo Israel-Palestina e a possibilidade de uma paz definitiva.

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Helio Fernandes

A proposta do presidente Obama para um acordo no Oriente Médio, é magnífica. Mas é mais do que evidente que Israel não aceitará, de MODO ALGUM. Israel abriria “mão” dos territórios obtidos em 1967, na famosa “guerra dos 6 dias”.

PS – Os EUA sempre apoiaram Israel, financiaram a apoiaram a construção da bomba atômica. O erro vem desde 1948, quando foi criado o Estado de Israel. Por que não criaram também o Estado do Palestina?

PS3 – Israel e Palestina e seus povos, já não aguentam mais a guerra. Acredito que, com algumas concessões de Israel (obrigatórias) estaremos perto da PAZ DEFINITIVA.

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BANCO CENTRAL DOS EUA

Sexta-feira se reuniu. Manteve os juros no patamar em que estavam. Qual é esse patamar? ZERO ou ZERO, VINTE E CINCO POR CENTO. No Brasil os juros continuam os mais altos do mundo, incluindo o Paquistão (antes e depois de Bin Laden).

Planos de saúde: mais uma vitória contra os clientes

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Helio Fernandes

A Justiça, surpreendente e inesperadamente, decidiu: “Os médicos, além do que recebem dos Planos, podem cobrar um adicional do doente”. Isso é um absurdo total e completo. O presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina) afirmou na televisão, que nada será alterado.

Textual: “Os médicos não cobrarão adicionais para os clientes. Isso é proibido pelo Conselho de Ética”. Acrescentou: “Como os médicos recebem pagamentos irrisórios, vão tentar reajuste com os Planos”. Pagando mal aos médicos, o Plano obriga direta e indiretamente que eles cobrem ADICIONAIS aos clientes. Veremos até onde vai a importância do Código de Ética do CFM.

Caso Strauss-Kahn: notícia, apenas notícia

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Helio Fernandes

O diretor-geral do FMI foi atingido fundamente. Eu já disse tudo que devia dizer, principalmente a respeito da rapidez da Justiça dos EUA. E a dificuldade que ele terá para se reabilitar, na França e no resto do mundo.

Só que exageraram visivelmente ao “distribuir” imediatamente a foto dele, algemado. Outro exagero: 1 milhão pela fiança, nenhum absurdo. Mas 5 milhões de garantia? Por quê? Explicaram: “Para ele não fugir”.

Ora, sem passaporte, sem dinheiro “movimentável”, como poderia fugir. Está preso em casa, com todo e qualquer passo, colocando o sinal de alarme, eletronicamente.

Até agora não permitiram qualquer foto da camareira, que por sinal, é belíssima. Num linguajar popular: “Que mulherão”. Acredito que é camareira por distração.

Três pontos a favor de Strauss-Khan. 1 – É socialista. 2 – Atende muito melhor as necessidades dos países pobres do que das potências. 3 – A solidariedade da mulher e da filha, não pode ser subavaliada.

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PS – Já sei que surgirão muitos comentaristas, aqui mesmo deste blog, dizendo: “O Helio está defendendo um estuprador”.

Eduardo Campos é mais importante do que Michel Temer.

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Helio Fernandes

É um dos personagens mais importantes, agora e em 2014. Governador de Pernambuco, reeleito com diferença enorme, é agora um dos mais fortes candidatos a vice-presidente da República em 2014.

Não importa, com Dilma ou Lula, é mais importante do que Michel Temer. Este não representa nada, não tem voto algum. Desde a Primeira República (ou “República Velha”), o vive sempre era do Norte/Nordeste.

Com Prudente de Moraes veio um vice da Bahia, depois outro de Pernambuco. E finalmente com Afonso Pena, um vice do Estado do Rio, Nilo Peçanha. Agora pode ser Eduardo Campos, novamente de Pernambuco.

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HADDAD, MINISTRO OU CANDIDATO?

É o candidato de Lula, nem liga para Dona Suplicy ou Mercadante. Já disse aqui, e os informes ou informações, cada vez mais positivos. O ex-presidente quer ganhar com o ministro que jamais disputou eleição, confirma: “Vou elegê-lo, a vitória será minha”. Sobre isso não há dúvida.

De Lula a Dilma: “Aguente firme”

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Carlos Chagas

Pode ser amanhã à noite, pode ser durante a terça-feira, mas parece certo que o ex-presidente Lula se reunirá com a presidente Dilma Rousseff. Ele é    esperado em Brasília para conversar com senadores do PT sobre a reforma política,  mas o diálogo com a sucessora suplanta de muito o motivo formal de mais uma passagem pela capital.

Falarão, com certeza, da crise envolvendo Antônio Palocci, além do mais porque a nomeação do chefe da Casa Civil deveu-se a conselho do Lula. Mas falarão o quê? De jeito nenhum sobre a hipótese de Palocci afastar-se ou ser afastado. Quando da crise do caseiro o então presidente tentou segurar o ministro da Fazenda, só aceitando sua demissão pela evidência  de que a lei  havia sido  infringida.  No caso, a lei do sigilo fiscal do Francenildo, ainda que tivessem ido para o pelourinho apenas o presidente da Caixa Econômica Federal e alguns auxiliares.

A concepção de Dilma Rousseff no atual episódio é a mesma que o Lula tentou manter no anterior: segurar Palocci. Ficou impossível naqueles idos. Agora, tudo indica que será diferente. A lei não foi atropelada pelo faturamento da empresa de consultoria, conforme palavras do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

Mesmo assim, a situação é tensa. Dilma não possui o respaldo de popularidade que Lula esbanjava para sair incólume de qualquer crise.   Sendo Palocci tão necessário agora, na Casa Civil, quanto era na Fazenda, antes, tudo dependerá do ministro. De sua capacidade de absorver as investidas da imprensa e da oposição. Isso, é claro, se não surgirem capítulos  novos nessa incômoda  novela. Do que se tem certeza é de que o ex-presidente Lula dará à presidente Dilma um conselho óbvio: “Aguente firme”.

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A USP SEM ARRANHÕES

Comentário malicioso do ex-ministro Delfim Netto a respeito de terem pertencido à PUC do Rio os economistas que depois de deixarem o governo Fernando Henrique tornarem-se banqueiros de sucesso: isso não aconteceu com nenhum professor da USP…  As duas escolas econômicas bateram de frente, no passado, mas, pelo jeito, cicatrizes ficaram. Mas é verdade não haver banqueiros entre os luminares da universidade paulista que trabalharam para diversos governos.

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CADA VEZ MAIS PERTO

No caso, José Serra parece cada vez mais perto de candidatar-se a prefeito de São Paulo.  Derrotado na tentativa de afastar Sérgio Guerra da presidência do PSDB, na convenção da próxima sexta-feira, o candidato presidencial derrotado ano passado precisa de um mandato. Nenhum melhor do que voltar a governar a maior cidade do país. Se aceitar, levará grandes chances  de bater Marta Suplicy, Aloísio Mercadante, Fernando Haddad, Gabriel Chalita, Guilherme Afif e outros. Só teria mesmo que ficar de olho no Tiririca.

O que seria uma solução, ganhar a prefeitura paulistana, poderá  transformar-se num problema, para Serra, se ele insistir em disputar a presidência da República, em 2014. Precisaria renunciar em meio ao mandato de prefeito. No passado chegou a passar documento em cartório, jurando que completaria o período. Precisou voltar atrás. Agora aconteceria o mesmo? Geraldo Alckmin e Aécio Neves torcem para que não.

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A VITÓRIA DA FOGUEIRA

Terça-feira a Câmara deve votar em   definitivo o Código Florestal. As previsões são de que vencerão os ruralistas, ou seja, será aprovado o projeto que facilita aos proprietários de terra continuarem desmatando a Amazônia, sem maiores preocupações em pagar multas. Os ambientalistas prometem manter a resistência, mas não devem contar muito com o governo. Dentro do pragmatismo reinante no palácio do Planalto, melhor perder para os ruralistas numa questão específica mas continuar contando com eles no plano geral.

Fernando Haddad, ministro da deseducação brasileira

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Pedro do Coutto

Não há a menor possibilidade de explicar, em termos lógicos, a omissão do ministro Fernando Haddad quanto à edição, por uma ONG chamada Ação Educativa, Editora Global, de um livro (que deveria ser didático) contendo erros crassos de concordância, impropriedades, absurdos de linguagem, exemplos contrários a todos os princípios básicos de uma tarefa extraordinária chamada Educação. Aprovando semelhante ato catastrófico, o ministro Fernando Haddad, que por sua vontade a presidente Dilma Roussef não o teria mantido no MEC, transformou-se, isso sim, no titular da deseducação brasileira. Inconcebível o que aconteceu.

A obra, plena de erros, já foi distribuída a 485 mil jovens do ensino fundamental e médio do país. Haddad nada diz, nem ao menos determina o recolhimento da cartilha que promove, não a cultura popular, como defendeu a autora da tempestade, professora Heloisa Ramos, mas simplesmente a ignorância.

Excelente, sem dúvida, a reportagem de O Globo de terça-feira 17 sobre o tema, assinada por Adauri Antunes Barbosa e Demétrio Weber. No contexto da matéria, ótima a entrevista do presidente da ABL, Marcos Vilaça, à repórter Dandara Tinoco. Impossível mesclar-se a linguagem oral, real porém errada, ao texto escrito, cujo objetivo, como seu nome indica, é ser didático.

Acentua bem Elena, minha mulher, que concordar com tal prática retira do MEC a faculdade de reprovar alunos por erros de português em sua rede de ensino no país. Pois como não aceitar um texto com digamos, a expressão nós vai, se a bússola do Ministério da Educação aponta nesta mesma direção? Será uma contradição absoluta: a de incentivar o erro e sua aceitação como algo normal, e rejeitá-lo numa prova.

O exemplo é extremamente negativo ao país. É um crime político o  de estimular o desconhecimento e o mergulho da juventude no universo verbal usado nas portas dos botequins. Isso, no fundo, significa incentivar o analfabetismo, ao invés de combatê-lo. O analfabetismo, não se iludam os leitores, permanece muito alto em nosso país.

Não são apenas os 12% a que se refere o IBGE em seu último censo. O índice é muito maior. O Mobral foi um mito dos governos militares cujo ciclo se encerrou em março de 85. Na realidade, ele nunca existiu. Só se tornou aparentemente visível pelo fato de ter sido presidido por Mario Henrique Simonsen, até o momento em que nomeado ministro da Fazenda pelo general Ernesto Geisel.

A alfabetização – como definia meu amigo Antonio Houaiss – não é apenas saber assinar o nome e ler a sua própria assinatura e a assinatura dos outros. Não. É saber escrever um simples bilhete e compreender o que está escrito em outro texto curto, digamos apenas um recado. Houaiss nunca apoiou escrever-se uma concordância errada. Não considerava propriamente um desacerto, isso sim, trocar-se o pronome oblíquo lhe em vez de lo. Também não o uso da crase. E citava um exemplo, muito comum nos vidros de bares: bebida só à dinheiro. Não se craseia antes de palavra masculina. Porém, no caso, qualquer pessoa entende o que a frase quer dizer.

Ao me referir ao Mobral que desapareceu no tempo (cheguei a trabalhar lá), me inspirei em título do filme O Homem Que Nunca Existiu. Era uma trama de espionagem na Inglaterra durante a segunda guerra. O espião nazista foi identificado. Mas não poderia ser preso, pois no caso tal fato exporia para o inimigo a rede de contraespionagem. Então para a Scotland Yard, tornou-se o homem que nunca existiu.

O ministro Fernando Haddad parece não existir à frente do MEC.

Vettel: o mais rápido em todo fim de semana, desta vez perdeu a pole

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Helio Fernandes

Impressionante: o alemão ia conseguindo a “pole” pela quarta vez seguida. Seu companheiro de equipe, Webber, chegou a fazer melhor tempo, foi ultrapassado, na seleção dos dez primeiros.

Massa e Alonso ficaram alternando um na frente do outro. O brasileiro chegou a ficar em quarto e Alonso em quinto. Final: Alonso em sétimo, Massa em décimo, no limite. E Schumacher em quinto, surpresa.

A disputa, sensacional, entre os 10 classificados. Inesperadamente Webber garantiu a “pole” (a primeira da temporada, com 1.20981. E Vettel em 1.21181, diferença de “estourar” os cronômetros. Alonso em quarto, Massa em sétimo, os dois melhoraram.

Vejamos se Vettel chega na frente amanhã.

Dirceu assusta, domina, controla o PT. Estão convencidos que o ex-chefe da Casa Civil é o autor das revelações sobre o atual e poderoso ocupante do cargo.

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Helio Fernandes

Não há qualquer dúvida: o partido do governo vive em função não de Lula e Dilma, e sim de José Dirceu. Este resolveu abrir o jogo e utilizar todo o Poder que acumulou. Várias fontes confirmaram que o “vazamento” das informações sobre o aumento do patrimônio de Palocci, surgiu dos subterrâneos de José Dirceu. 

Diante dessa quase certeza, a interrogação ou o que se chamou a partir do inquérito falsificado sobre a morte do Presidente Kennedy: “A pergunta que não quer calar”.

Sobre a questão Palocci, como a destruição já foi feita, e confirmada esta revelação exclusiva, o que pretendem saber: Dirceu irá parar por aí? Ou continuará com as divulgações? É evidente (e isso já analisei exaustivamente) que, seja quem for o informante, Palocci nao pode ter ganho apenas 8 milhões e “investido” esses 8 milhões na compra de 2 imóveis.

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PS – É claro, lógico e evidente que Dirceu tem objetivos claros, depois que se convenceu de que será ABSOLVIDO pelo Supremo. Dessa forma quer manter seu espaço no partido.

PS2 – A primeira jogada foi a USURPAÇÃO, vá lá, o domínio do PT, que começou com a substituição do presidente José Eduardo Dutra. Dirceu queria ser o presidente ele mesmo, tinha número para isso.

PS3 – Foram tantos os apelos, que “deixou o espaço vazio”, colocando Rui Falcão no lugar. Acreditavam que Dirceu estava “saciado”. Nossa Senhora, que analistas desarvorados. Dona Dilma não sabe o que fazer.

PS4 – Só ela?