O corrupto da CBF

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Ricardo Teixeira foi manchete negativa por causa de uma dívida com o INSS, de um restaurante de sua propriedade. (Na época). De quanto é a dívida? 57 mil reais, vejam só, para quem ficou bilionários (só isso?) sem trabalhar.

Só se interessa em aparecer, mesmo através de sonegação, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito. Em 2001 foi depor numa CPI, impressionante a subserviência com que respondia aos parlamentares. “Vou mandar os documentos, Excelência”, “está coberto de razão, Excelência”, “esqueci completamente, Excelência”.

Apesar de responder a 7 acusações de crimes financeiros, diz “que se livrou de todas”. Acredito mesmo, mas ele não pronuncia a palavra A-B-S-O-L-V-I-D-O.

Meirelles, Mantega e Palocci, o que farão em 2011?

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Nenhuma dúvida, todos falam sobre Meirelles e Mantega. (Poderiam colocar também , na incógnita, Antonio Palocci, que foi todo-poderoso no primeiro mandato de Lula).

Meirelles tem lugar garantido em qualquer banco estrangeiro ou no Consenso de Washington. Só que Mantega e Palocci não tem o mesmo prestígio. Como está saindo do Ministério da Fazenda, Mantega pode ser executivo do Bradesco ou Itaú. E Palocci?

O silêncio de Itamar

Tem causado preocupação o fato de não aparecer. É intimíssimo de Aécio, se dá muito bem com Helio Costa, desde os tempos em que foi senador pelo MDB e reeleito pelo PMDB, e ótimo relacionamento com Fernando Pimentel, que vai disputar com ele uma cadeira no Senado.

Já foi mais favorito do que é agora, mas querem sabem em qual palanque disputará. Não diz nem perguntam. Mas é um ponto- chave da sucessão em Minas. Para governador e presidente.

Arruda conversa muito

O ex-governador mergulhou nas conversas da sucessão. Não sai de casa, mas muita gente vai vê-lo, acreditando que ainda controla os votos do Plano-Piloto. De qualquer maneira, não nasceu capim na sua porta.

Dunga de calculadora em punho

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Quando acabou o jogo contra a Coréia do Norte, com o gol inesperado e a diferença de apenas 1 gol, perguntaram ao treinador: “Esse gol contra prejudica o saldo do Brasil?”. Imediatamente, a resposta: “Não estou interessado em saldo de gols”.

Ontem, hoje e entrando em campo amanhã, Dunga não pensa (?) em outra coisa, a não ser no número de gols. Se ganhar, tudo resolvido, falta apenas saber quem será o adversário nas oitavas. Se não ganhar, aí, o que ninguém esperava, vai depender de Portugal, apesar dos nossos colonizadores estarem muito mal.

Quase todas as chaves podem decidir no saldo de gols

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Quem não obtiver duas vitórias (como a Argentina), sofrerá de calculadora na mão. A Alemanha estreou com um 4 a 0, colocada no apogeu. Esqueceram que jogou contra a Austrália. Hoje, enfrentando a modéstia Sérvia, perdeu de 1 a 0, e jogou um pênalti em cima do goleiro. Violentíssimos, tiveram um jogador expulso, quase dois.

Depois, vencendo os EUA por 2 a 0, a Eslovênia, praticamente classificada, permitiu o empate, e só não perdeu porque o juiz anulou um gol mais do que legitimo. Agora, na chave, três países de calculadora na mão. (O que acontecerá com o Brasil, se não ganhar no domingo. Se ganhar, lá vamos para as oitavas, e seja o que Dunga quiser).

A Inglaterra não
conseguiu vencer

Empatou penosamente com os EUA, hoje outra atuação medíocre, e novo empate com a Argélia. Mas não está liquidada aritmeticamente, embora não agrade aos compatriotas. De qualquer maneira, se vencer a Eslovênia, estará classificada. Será em primeiro ou segundo? Nem pensam nisso.

Sonho da Costa do Marfim:
empatar com Brasil, domingo

É o que eles farão, fechados, para não levar gol, sabem que não farão. Se conseguirem isso, ficam com 2 pontos. No último jogo, se vencerem a fraquíssima Coréia do Norte, estarão nas oitavas.

Futebol com cara de NBA

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Todos querem a posse, trocam passes curtos, a bola vai e volta para os mesmos dois jogadores, por 3 ou 4 vezes. Não dão passes longos, para não perderem a bola. Esse é o futebol de “REBOTE”, como no basquete.

Só que na NBA, são 30 segundos apenas, na Copa podem desnortear o adversário. Futebol na África do Sul? Muito pouco e até desfigurado.

Favorecimento da Justiça brasileira à TV Globo deverá ser denunciado à ONU, OEA e até ao Tribunal Internacional Penal de Haia

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Caminha para seus capítulos finais a mais espantosa novela da vida jurídica nacional: o caso da usurpação da antiga TV Paulista por Roberto Marinho, durante a ditadura militar, quando ele se sentia à vontade para fazer o que bem quisesse, acima da lei e da ordem.

Ao que parece, está em boas mãos o recurso especial interposto pelos herdeiros dos antigos acionistas da TV Paulista (hoje TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da rede) contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que julgou prescrita a ação, favorecendo no caso a família Marinho.

Trata-se de uma Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, e o relator do processo é o ministro João Otávio de Noronha, mineiro, nascido em Três Corações e que está no Superior Tribunal de Justiça desde dezembro de 2002. A partir de abril passado, ele preside a Quarta Turma do STJ, encarregada do julgamento.

De acordo com o  Anuário da Justiça editado pelo Consultor Jurídico, o ministro João Otávio de Noronha não fez carreira na magistratura e nem no Ministério Público. Foi nomeado ministro do STJ pelo quinto constitucional. Sua atividade profissional desenvolveu-se, em especial, no Banco do Brasil, onde ingressou em 1975. Por 17 anos foi advogado dessa instituição financeira, tendo inclusive exercido o cargo de diretor jurídico de 2001 a 2002, pouco antes de ser nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça.

Nenhum outro jornal, revista, site ou blog, faz acompanhamento desse importantíssimo julgamento no STJ, que parece correr sob “SEGREDO DE JUSTIÇA”, mas na verdade o que existe é “SEGREDO DE IMPRENSA”. Como se trata de um processo do interesse fundamental da família, no qual o patriarca Roberto Marinho surge praticando falsificação de documentos e uma série de outros crimes, o interesse da máfia da imprensa é soterrar, sepultar e emparedar esse julgamento.

Nos dois primeiros julgamentos, na Justiça do Rio de Janeiro, os resultados foram favoráveis à família Marinho, mediante fraude, leniência e favorecimento, exclusivamente isso. Na forma da lei, com base no que está nos autos, as sentenças teriam sido amplamente desfavoráveis à TV Globo.

Para proteger os interesses do mais poderoso grupo de comunicação do Hemisfério Sul, a “solução jurídica” encontrada por seus defensores, a família ZVEITER, foi julgar o processo como se fosse uma AÇÃO ANULATÓRIA, para então declará-lo “PRESCRITO” por TRANSCURSO DE PRAZO.

Foi um monumental erro jurídico, porque um dos fundamentos mais importantes no processo é justamente a forma da ação. Assim, ação anulatória é uma coisa, ação declaratória de inexistência de ato jurídico é outra completamente diferente, com uma peculiaridade essencial: a primeira prescreve, a segunda, não.

No processo contra a TV Globo, em nenhum momento se fala em AÇÃO ANULATÓRIA. O que existe é, única e exclusivamente, uma AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO. Assim, como pôde a juíza (não citarei o nome dela por piedade) julgar uma ação declaratória como se fosse ação anulatória. A magistrada (?) agiu como um feirante que confunde abacaxi e abacate, porque ambos são frutas. Ha!Ha!Ha!

O pior é que, no julgamento em segunda instância, os ilustres desembargadores (também por piedade, não citarei os nomes) confirmaram a sentença grotescamente equivocada, erro que nem mesmo o mais iniciante acadêmico de Direito ousaria cometer.

Parodiando Rui Barbosa, até mesmo as paredes do STJ sabem que uma ação declaratória não se confunde com ação anulatória, sendo pacífica a jurisprudência daquela Corte de que a ação declaratória é mesmo imprescritível.

A “Tribuna da Imprensa” é o único jornal brasileiro que desde 2000 vem acompanhando a luta dos herdeiros da família Ortiz Monteiro (os antigos acionistas da TV Paulista) na Justiça, onde buscam declaração sobre a inexistência de venda da TV Paulista por parte de seus parentes para o jornalista Roberto Marinho, entre 1964 e 1975.

No processo, o Espólio de Roberto Marinho e a TV Globo sustentam que, de fato, nada compraram da família Ortiz Monteiro, antiga controladora daquele canal, já que teriam adquirido 52 %  do seu capital acionário de Victor Costa Júnior. Mas acontece que , segundo o Ministério das Comunicações, esse cidadão nunca teve ação alguma da TV Paulista e muito menos foi seu acionista controlador.

Parece um caso nada complexo, já que os próprios donos da TV Globo de São Paulo, defendidos pelo escritório dos ZVEITER, admitem que nada compraram de Oswaldo J. Ortiz Monteiro e de outros acionistas, que formavam o grupo majoritário.

Quanto ao restante das ações, 48%, pertencentes  a acionistas minoritários,  pouco há a fazer, vez que o empresário Roberto Marinho delas se apossou em 1976, alegando que os seus titulares, 625 acionistas, não foram localizados e nem se interessaram em buscar seus direitos. Por conta disso, fez um depósito simbólico de Cr$14.285,00 (quatorze mil, duzentos e oitenta e cinco cruzeiros) no Banco Nacional. Já imaginaram quanto não valeriam hoje esses 48% do antigo capital da Rádio Televisão Paulista S/A, hoje, TV Globo de São Paulo?

Estou sabendo que essa atípica e insustentável apropriação será denunciada na ONU, na OEA e, se cabível, até no Tribunal Penal Internacional, já que no Brasil qualquer ato ilícito societário não denunciado em tempo, é considerado prescrito, GERANDO, por decorrência,  direito líquido e certo ao autor da ilicitude  ou da infração societária.

Como já  escrevi, a  família Marinho controla a TV Globo de São Paulo, mas administrativa (perante o governo federal) e juridicamente não conseguiu ainda legitimar essa posse, pois, apesar das vicissitudes e das inacreditáveis “aberturas” legais, continua sem justificativa e explicação razoável a anacrônica transferência da concessão e do controle acionário daquele canal para eles, por meio de SIMPLES PORTARIAS, NÃO ACOMPANHADAS DE DOCUMENTAÇÃO VÁLIDA E CONVINCENTE.

***

PS – Os responsáveis pela TV Globo alegam que PERDERAM os documentos originais da compra e venda das ações e que, na pior das hipóteses, seriam os donos legais da emissora por conta do tempo transcorrido e do próprio usucapião. USUCAPIÃO EM TRANSFERÊNCIA DE CONCESSÃO FEDERAL? Essa é nova.

PS2 – Para alguns procuradores da República, que investigaram essa questão, tudo não passou de uma farsa mal montada, com documentos falsificados e que não geram direito algum, pois o ato nulo não tem validade hoje e nunca.

PS3 – Aliás, na Procuradoria da República já existe um procedimento administrativo sobre esses fatos, e  providências legais poderão ser implementadas tão logo o ministro João Otávio de Noronha, presidente da 4ª. Turma do STJ, leve a julgamento o recurso especial interposto contra a família Marinho e a TV Globo, isto, independentemente do que venha a ser decidido.

PS4 – Com justa razão, o jurista Oscar Dias Correia, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, tinha pavor de advogar no Rio de Janeiro. Dizia ele: “Na Justiça do Rio, tudo é possível”. É justamente o que se comprova no caso desse processo contra a TV Globo.

Lula não tem gostado da seleção de Dunga

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Extrovertido, o presidente não esconde nada. Muitas vezes afirma, “Eu não sabia de nada”, principalmente em relação ao “mensalão” e afins. Mas em questão de futebol, dá sua opinião imediatamente.

Não vê os jogos com qualquer um, só aqueles que “seleciona”. Vejam só a audácia: cabralzinho sugeriu ver os jogos com o presidente, Lula recusou e fulminou: “Em matéria de futebol sou supersticioso, não troco de companhia”.

Falador, o presidente não usa o silêncio, principalmente quando se trata de sua paixão maior, o futebol. E não escondeu: não gostou da defesa, do meio de campo e do ataque. Já deixou escapar que “sente falta de alguém”. (No plural. Mas não diz de quem).

Kaká: “Me recupero lentamente,
mas consigo me recuperar”

Puxa, que satisfação com o que Kaká falou. Um ano perdido na Espanha, meses e meses desperdiçados na seleção, mas ele garante que vai ficar em forma. Uma satisfação: em 2014, na Copa em casa, já teremos Kaká jogando o máximo. Só precisaremos de mais 10 jogadores, o Kaká já estará em campo.

Até agora: Argentina classificada sem grandeza. Bafana Bafana, eliminado, tristeza

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A Argentina não jogou para ganhar de quase goleada. Um gol contra (a favor), outro sem querer. O da Coréia do Sul, legítimo e bonito, iam empatando, que infelicidade, perderam um gol feito. Maradona está vibrando mais do que devia, e o Messi, com todo carinho, bem longe do Messi do Barcelona.

Depois de amanhã, tem Brasil

Sem feriado nem nada, os banqueiros são tão sortudos que o jogo é domingo. Falam depreciativamente da Costa do Marfim, mas se a seleção de Dunga repetir a atuação da estréia, vem mais “sofrimento” por aí.

O “invicto” Parreira

A África toda vai indo mal, mas o que não se esperava era a eliminação prematura da dona da casa. As vuvuzelas silenciaram. Todos, lá e aqui, sentiram como eram importantes. Quem mandou contratar um treinador egoísta, que só pensa (?) nele?

Confusão à vista amanhã: Serra, Marina e Gabeira juntos

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O que acontecerá a partir de 10 da manhã desse sábado com os três candidatos reunidos? O PSDB realiza sua convenção estadual para homologar a aliança com Gabeira do PV. (Serão lançados também os candidatos a deputado federal e estadual).

Como é importante, Serra vai comparecer. E pelo mesmo motivo, Marina Silva, que é do PV. Gabeira está em situação dificílima. Candidato a governador, pretende manter apoio aos dois presidenciáveis, de partidos diferentes.

Não pode dar certo. Ele é do PV, e a candidata do partido é Dona Marina. O que fazer? Além do mais, existe o problema do Senado. A candidata de um grupo do PV é Aspásia Camargo. E é também de Dona Marina.

***

PS – Mas o candidato ao Senado, da coligação PSDB-DEM-PV-PPS, é o advogado Marcelo Cerqueira. Que até já se desincompatibilizou.

PS2 – Marcelo já foi duas vezes candidato a deputado federal, devia ter entrado na Justiça para garantir “seu direito líquido e certo”.

PS3 – Na primeira vez, teve 150 mil votos, não foi eleito, muitos com 20 ou 30 mil votos, se elegeram por causa do quorum eleitoral.

PS4 – Na segunda vez, teve mais de 100 mil votos, continuou não sendo eleito.

O Lula e as greves

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Carlos Chagas

Ponto para o Lula. Em Manaus, esta semana, definiu o que deve ser a greve: uma guerra, não um período de férias. Para ele, o objetivo das paralisações é botar medo no governo ou no patrão, quer dizer, conquistar as reivindicações através da mobilização. Lembrou que nos seus tempos de sindicalista, no ABC, costumava reunir cem mil operários na rua, em manifestações permanentes, comícios e passeatas.

As coisas estão diferentes, hoje, acrescentou,  porque os grevistas até  contratam pessoas para colar cartazes e levar faixas, exigindo o pagamento dos dias parados, uma aberração.

Poderia o Lula ter acrescentado que mesmo causando prejuízos para a população, greve não se faz contra o povo, especialmente as camadas menos favorecidas. Existem categorias impedidas até constitucionalmente  de paralisar serviços públicos, obrigadas a manter um percentual de trabalhadores em suas funções.

Tome-se os transportes coletivos, ônibus, metrô e trens. Quando param, sofre o cidadão que não tem carro. Ou o fornecimento de energia, atingindo hospitais. Para não falar na segurança pública, ou seja, nas greves de policiais. Podem  ter razão ao exigir melhores salários e condições de trabalho, mas  optaram por essas profissões sabendo das consequências da suspensão de  suas atividades.

Gansos e cavalos

Trezentos anos antes de Cristo, Roma começava a crescer, mas era ameaçada por montes de inimigos. Certa noite os celtas se preparavam para invadir a cidade, sem que ninguém  percebesse. Foi quando nos degraus  do Capitólio, centro maior da vida dos romanos,  gansos deram o alarme, numa gritaria inusitada. Os soldados acordaram, o povo também, e os celtas foram rechaçados. Logo um  senador propôs transformar os gansos em Cônsules, idéia felizmente rejeitada pela razão.

Pouco menos de três séculos depois, Calígula era o imperador e, meio louco, meio malandro, pressionava e humilhava o Senado. Para mostrar onde estava o poder, nomeou seu cavalo Incitatus senador romano. Ninguém ousou protestar  e o bicho foi recebido no plenário…

Por que  lembramos esses dois episódios? Para que o eleitorado pense duas vezes antes de eleger  gansos e cavalos para o Congresso…

Operação Ulysses II

Por mais que exprima uma federação de divergências, o PMDB deverá manter maioria na Câmara e no Senado. Apesar  das dissidências que marcam o processo eleitoral em curso, separando algumas  seções estaduais da direção nacional, há  no partido quem imagine passar o apagador de divergências no  novo quadro a ser revelado pelas urnas. Independentemente de quem vier a ser eleito para o Planalto,  se Dilma ou Serra, e até mesmo pela presença do presidente Michel Temer na chapa oficial, um grupo de peemedebistas já pensa no dia seguinte. Por que não encontrar um denominador comum capaz de levar o PMDB a agir em uníssono? Mesmo sem superar embates ideológicos ou posições regionais, a hora seria de uma ação nacional comum, em especial no Congresso. Vale repetir, tanto faz qual será o novo presidente da República. Essa operação já tem até um nome: “Ulysses II”.

Fogo amigo

Antecipou-se a Comissão Mista das Atividades de Inteligência, ontem, no Congresso, convidando  o delegado Onésimo Souza para depor a respeito da denúncia de um  tal dossiê que assessores da campanha de Dilma Rousseff estariam preparando. O araponga declarou que em jantar com  o jornalista Lanzetta e outros supostos integrantes da campanha, um deles  mencionou a necessidade de investigarem gente do lado de  José Serra, a começar pelo próprio candidato. E também Eduardo Jorge Caldas e outros.   Sua maior revelação, porém, envolveu menção à hipótese de um futuro grupo de inteligência  levantar dados a respeito de Rui Falcão, precisamente o responsável pela Comunicação Social de Dilma Rousseff. Coisa que o depoente classificou de “fogo amigo”.   Como  não aceitou a proposta para comandar o setor, ficou tudo no plano das conjecturas.

Defesas mais compactas, menos gols na Copa 2010

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Pedro do Coutto

Em excelente reportagem publicada no caderno de Esportes de O Globo edição 17 de junho, Miguel Caballero, apoiado por bela e objetiva ilustração gráfica, focalizou o fenômeno estatístico divulgado pela FIFA retratando a acentuada redução, este ano, da média de  gols na fase de classificação, comparada com as médias registradas através da história de dezoito Taças do Mundo.

Na décima nona, na África do Sul, a média está sendo de 1,56 por partida. Em 2006, na Alemanha, foi de 2,44. Qual a razão? Predominância da tática sobre a técnica? Crise no futebol arte? Nada disso. O futebol nunca foi tão valorizado como agora. Basta ver os contratos dos jogadores e técnicos no mercado europeu liderado pela Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha. Nunca um volume publicitário mundial em torno da disputa alcançou uma escala avassaladora como a de hoje.

A queda do índice médio de gols foi objeto também de, como sempre, ótimo artigo de Tostão na Folha de São Paulo, também do dia 17. Tostão que, a meu ver integraria a Seleção Brasileira de todos os tempos, sustenta que a explicação talvez se encontre na exagerada distância em campo entre a chegada de uma equipe ao ataque e seu sistema defensivo. Pode ser uma interpretação, mas não toda ela. É verdade que tal fato termina causando número acentuado de faltas, muitas violentas, na saída de bola dos times. Os adversários procuram ganhar tempo para recolocação, paralisando o desenvolvimento das partidas. Esta visão geral, como disse, é válida. Mas não esgota o tema, dos mais interessantes.

É que em minha opinião, antes as equipes atuavam com onze jogadores ocupando o espaço. Atualmente os onze ocupam na verdade nada menos do que quinze espaços. Surpresa? Talvez. Mas vamos desenvolver o raciocínio. No passado, os dois zagueiros laterais marcavam os pontas direita e esquerda e quase não avançavam. Hoje, os dois laterais correm o triplo do que em outras épocas e exercem missão dupla.São defensores e são pontas. Defendem e atacam. A figura do ponta clássico como Tesourinha, Julinho Botelho, o genial Garrincha e Jairzinho (os grandes que vi jogar de 41 a 2010), desapareceu na névoa do tempo. Citei os da direita. Poderia incluir os da esquerda como Pepe, Chico, Rodrigues e Vavá. Zagalo já era, ao mesmo tempo, ponta e armador que retornava para auxiliar a defesa. Foi ele, em 58, quem completou o primeiro quatro-três-três do futebol brasileiro.

Falei dos pontas. E o meio campo? Anteriormente pouco voltava para participar de ações defensivas. Hoje, recua maciçamente. Pelo menos dois de seus integrantes ocupam espaço tanto no ataque como na defesa. Com os laterais, atacando passaram a ter 13 jogadores. Com dois de meio campo que vão e voltam, completa-se a soma de 15 à qual eu cheguei observando os desempenhos das seleções nesta Copa.

O futebol emociona e apaixona. Porém o arrebatamento, a febre do gol, tem que considerar a nova solidez dos sistemas defensivos. No futebol brasileiro, uma herança deixada por Zezé Moreira. Nenhum time mágico que só atacava foi campeão do mundo até hoje. Se, no passado, em 50, por exemplo, nosso meio campo com Zizinho, Danilo, Jair da Rosa Pinto voltasse, teria caído para a esquerda e dado cobertura a Bigode que era seguidamente ultrapassado por Ghigia. No passado, havia mais espaço para atacar. Na época atual há menos. A explicação está nisso. Como diz o samba, não adianta chorar nem lamentar.

Pânico na TV, por causa da baixa audiência em todas as emissoras abertas, no período do horário eleitoral gratuito

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Nogueira Lopes

As emissoras de TV aberta estão preocupadíssimas com as próximas eleições. Motivo: na disputa das prefeituras, em 2008, o principal resultado do horário eleitoral gratuito no primeiro turno foi o recorde de audiência da TV por assinatura, que subiu 104% entre as 20h30 e as 21h30, comprovando o desinteresse do público em relação à política.

Agora, as chamadas TVs abertas estão novamente em pânico, porque o telespectador pode se acostumar com a TV por assinatura e deixar de assistir novelas, o que seria ótimo, aliás. O desinteresse pela política, porém, é lamentável e desanimador.

A propósito das eleições, é sempre bom lembrar o bruxo Karl Marx, que ensinava: “De nada valem as idéias sem homens que possam pô-las em prática”.

O Brasil ajuda a todos, mas quem nos ajuda?

O Brasil ajuda o Fundo Monetário Internacional. O Brasil ajuda o Haiti. O Brasil ajuda o Chile. O Brasil ajuda a Bolívia. O Brasil ajuda a Grécia. Mas ninguém ajuda o Brasil. Parece estranho, e na verdade é muito estranho mesmo. Essa mania de grandeza do companheiro Lula pode nos custar caro. Muito caro.

Cedae continua fazendo cobranças ilegais

Como diz o genial humorista Agildo Ribeiro, perguntar não ofende. Então, que fim levou o projeto conjunto, assinado pela bancada do DEM na Alerj, visando a pôr fim à ditadura da Cedae, que decidiu, por conta própria, vincular ilegalmente a conta de água ao imóvel e não ao usuário? A proposta obrigaria todas as concessionárias do Estado a incluir nas cobranças o CPF do morador ou CNPJ da empresa que ocupa o imóvel.

Se o projeto fosse aprovado, acabaria com os casos de proprietários de imóveis que injustamente herdam dívidas contraídas por locatários, o que não acontece, por exemplo, com a Light ou a CEG, cujas contas são vinculadas ao ocupante do imóvel, não ao proprietário.

Atendimento grátis para osteoporose no Rio

O país assiste, inerte, à desenfreada proliferação de ONGs, que em sua quase totalidade são organizações criadas exclusivamente para desviar dinheiro público, com participação direta das autoridades (muitas vezes, é a própria autoridade que cria a ONG, em nome de “laranjas).

Enquanto as falsas ONGs impunemente dilapidam os cofres públicos, as verdadeiras instituições beneficentes lutam para sobreviver. Uma delas é o CCBR – Brasil, um centro de pesquisa de osteoporose muito bem organizado e totalmente grátis. O tratamento é feito com calcitonina de salmão para a perda óssea nas mulheres a partir de 65 anos, através de exames, consultas e total acompanhamento médico periódico.

Fica em Botafogo, na Rua Mena Barreto, 33, telefones 2527-7979 e 2537-8221. O médico responsável é o Dr. Luis Augusto Tavares Russo, o tratamento dura 3 anos com tudo grátis, inclusive os remédios e o lanche servido às pacientes.

A França não está eliminada

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Apesar de não ter ganho nenhum jogo, pode se classificar facilmente. Na última rodada, “basta” vencer a África do Sul por 6 a 0 (ou mais), e Uruguai e México não empatarem. Se houver um vencedor, esse se classifica e a França também, pelo saldo de gols.

Os Bafana Bafana se salvam vencendo a França por 8 a 0, e torcendo para Uruguai e México não empatarem. Estes frustram os outros se empatarem. Irão junto para as oitavas.

Haja o que houver,
haverá Copa em SP

Como Ricardo Teixeira já ameaçou (?), pode não haver a Copa de 2014. Blatter (mais uma reeleição em 2011) também para intimidar, afirmou: “Pode não haver jogo em São Paulo”.

Nenhum dos dois aventureiros acertará.

Haverá Copa no Brasil e jogo em São Paulo, 100 por cento certo de acontecer. Pode não ser no Morumbi, talvez não seja mesmo. Mas barrar São Paulo? Ha!Ha!Ha!

Marina: Serra e Dilma estão verdes

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Continua sua campanha, e muita gente fala, dos dois lados: “Com Marina na vice, não precisaríamos nem do segundo turno”. Mas não fizeram nenhum movimento para atraí-la e colocá-la completando a chapa.

Dona Marina faz sua campanha, não se incomoda de ter sido desprezada. mas haja o que houver, haverá segundo turno, por causa de Dona Marina. Portanto, quem não quiser votar em Serra ou Dilma, vote em Marina, terão que recorrer a ela, que fará exigências construtivas. Pelo menos, isso.

Minas, Paraná e Rio Grande do Sul quebram acordo PMDB-PT

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Nesses três estados não há acordo PMDB-PT, por causa da prepotência do partido do governo. Em consequência, Aécio pode eleger seu candidato, derrotando a coligação PT-PMDB.

Requião e a mulher do ministro

No Paraná, quem tem votos é o ex-governador, que pretendia (e ainda pretende) disputar a Presidência. Só que o PMDB admite tudo, menos ter um presidenciável. E com isso ficou complicada também a sucessão estadual.

A mulher do ministro do Planejamento, ora candidata ao Senado, ora ao governo, cria um suspense tremendo. Até agora ninguém sabe nada, e o PSDB, com o ex-prefeito Beto Richa, já se julga governador.

No Rio Grande do Sul, o ex-prefeito José Fogaça, candidato do PMDB a governador, está com Serra e não abre.

Serra-Serra

O ex-governador de São Paulo, na iminência da segunda derrota e a segunda recusa de ir morar no Planalto-Alvorada, não consegue nem encontrar um vice. E amigos do candidato fazem consultas e perguntas.

Querem saber duas coisas. 1 – Até quando a legenda pode ficar apenas com o nome do cabeça de chave? 2 – E pode haver uma chapa só com o candidato a presidente? As respostas têm sido cautelosas, o que demonstra dúvida.

Argentina classificada, nenhum gol do Messi

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Pegou a chave mais fraca, como perder para a Nigéria, Coréia do Sul ou Grécia? Tem 6 pontos, pode (e deve) somar 9 contra a Grécia.

Mas ainda não entusiasmou, nem mesmo se a análise for feita individualmente sobre o Messi. Hoje, por exemplo, a Fifa escolheu como o melhor do jogo, Iguain, já com 3 gols, e que antes não era citada por ninguém.

A campanha presidencial, a disputa pelo pré-sal. Entrelaçadas, durante a Copa do Mundo, inteiramente imprevisíveis. E por quanto tempo, nos subterrâneos do Poder?

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Essa até agora monótona e insuportável Copa do Mundo, veio interromper duas batalhas, que têm tudo para se transformar em guerras. Com a agravante de quem ganhar a batalha presidencial levará grande vantagem na batalha do pré-sal.

Curiosamente, as duas são combatidas a longo prazo. Quem for eleito presidente agora (em outubro), tem, pelo menos teoricamente, a possibilidade de permanecer mais 4 anos no circuito Planalto-Alvorada.

No momento não existe ninguém, mas ninguém mesmo, (principalmente os candidatos), com capacidade de fazer análise conclusiva sobre o resultado da eleição. Em outras palavras mais diretas. Ganha Serra? Ganha Dilma?

Não me arrisco ao menor prognóstico, mesmo porque estou muito mais preocupado com o futuro do que com o presente. Duas nulidades completas, o que podemos ou poderemos esperar de Serra presidente ou de Dona Dilma, idem, idem?

Como não têm projeto de governo, plano a executar, compromisso a cumprir, qualquer um treme ao saber o resultado e conhecer o senhor dos anéis, perdão, quem vai executar (que palavra) o que todos teremos que cumprir. Tragédia, só em admitir.

Não consigo nem descobrir quantos desses votos que as pesquisas dão para Dona Dilma , são dela ou vieram da riqueza eleitoral do próprio Lula? É a NÃO CHAPA, Dilma e Temer nunca disputaram eleição. Ele ficou como primeiro suplente de uma chapa numerosa, para deputado, assumiu porque um amigo foi cassado. Que vice.

Dona Dilma conseguiu um vice sem votos, sem prestígio, sem povo. Serra nem isso. Seu sonho de consumo seria Orestes Quércia, (“disque Quércia para a corrupção”) mas não pode, por ser também de São Paulo. Depois de não conseguir a chapa-pura partidária, Serra não quer se arriscar na chapa-pura geográfica.

Não acreditem se alguém disser que ele ganhará ou ela. A disputa vai para o segundo turno. Quem tiver o apoio declarado da “verde” Marina, levará vantagem. Mas como ela justificará a preferência, por Serra ou Dilma?

O incalculável
e distante pré-sal

Existe uma visível incapacidade de analisar a questão do pré-sal. Isso, se dermos crédito a analistas. Mas como estamos em plena campanha eleitoral, confundem os royalties que já existem (e que estão mantidos e nem ameaçados) com os royalties do pré-sal, que só estarão em causa, dentro de 10 ou 20 anos, e Deus que ajude a todos.

Má fé generalizada, vá lá, alguns não têm má fé e sim incapacidade de se desprender de seus interesses eleitoreiros, como é o caso de cabralzinho. Nem o Estado do Rio, Espírito Santo, Sergipe e outros estados e municípios, perderão um real que seja do que já recebem muito justamente.

A descoberta e a exploração do petróleo nesses municípios (os estados são citados como conseqüência) revolucionaram tudo, modificaram essas cidades, transformaram as populações. Os royalties ajudaram a governar essas modificações, ninguém violentará esses direitos adquiridos e contratados.

***

PS – Os royalties do pré-sal, sobre o qual estão legislando agora, pertencem claramente à União, estão no mar territorial da União. (Chamado de 300 milhas, quando foi incorporado).

PS2 – Cabralzinho, “constitucionalista” emérito, retumba que o que estão fazendo é ilegal. ESTÃO ROUBANDO (que verbo) OS DIREITOS DO ESTADO DO RIO E DO ESPÍRITO SANTO. (Esquece os outros estados e municípios).

PS3 – Seria rigorosamente INCONSTITUCIONAL, se quebrassem os direitos adquiridos, e acabassem os royalties do petróleo. Mas os do pré-sal estão sendo DIVIDIDOS agora, e nem se sabe quando isso acontecerá.

PS4 – Como a propriedade é da União, nada mais justo que todos os municípios sejam beneficiados, proporcionalmente. Quem já recebe royalties do petróleo, receberá sua parte, MAIOR, junto com todos os outros.

PS5 – Pretender ganhar eleição prejudicando e usurpando todo o resto do país, é que não pode acontecer. A questão é tão clara, que não há discordância, a não ser interesseira e “cabralística”.

Filho de FHC no Senado

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Essa que o TCU está examinando, é verdadeira. O ex-presidente tem um filho morando há 16 anos na Espanha, para que FHC pudesse ser presidente tranqüilo. (Créditos para a TV Globo).

FHC tem outro filho, do relacionamento com uma doméstica, fato que só este repórter noticiou na época. (Dona Ruth desconfiou, demitiu-a). Hoje, mãe e o filho trabalham no Senado, ela como copeira do gabinete de um parlamentar e ele como empregado subalterno na gráfica, ambos com salários miseráveis.

Filho com uma empregada doméstica, foi a forma triunfal que FHC encontrou para se comparar com Marx. Só que a filha de Marx foi cuidadosamente criada e educada por Engels, grande amigo de Marx. Que amigo faria isso por FHC?

Em ano eleitoral, Lula adora aposentados

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Nenhuma dúvida a respeito do aumento de 7,7% para os aposentados. O projeto original era de 7 por cento cravado, aumentaram esses irrisórios 0,7%. Disseram; “Lula vai vetar.

Os que conhecem o calendário e não se enganam com o presidente, deram gargalhadas. “Se estivéssemos no início do governo, e não no fim, Lula vetaria. Mas agora, querendo dar início a um novo ciclo, com ele duplamente, primeiro até 2014, depois no infinito?

Os aposentados se satisfazem com muito pouco, foi o que receberam. (Banqueiros e seguradoras recebem generosamente muito mais. Lula não hesita um segundo.)

Se arrependimento matasse

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Carlos Chagas

Se arrependimento matasse, número cada vez maior de companheiros já estaria no céu. No PT, aumentam a perplexidade e a indignação com o PMDB, ou melhor, com a direção nacional do partido, cujo chefe, Michel Temer,  é o recém-formalizado candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Porque a promessa era de que em troca da incômoda presença de Temer na candidatura petista,  o PMDB inteiro se integraria na campanha, garantia não apenas de mais tempo na televisão para a candidata, mas de votos em profusão.

O quadro que se apresenta é bem diferente. As seções estaduais do PMDB no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Acre estão fechadas com José Serra, além de seus candidatos a governador baterem de frente com os candidatos do PT. Ponha-se em dúvida, também, o diretório do Paraná.

Se era para isso, raciocinam companheiros de peso, melhor teria sido encontrar outro candidato a vice para Dilma, quem sabe até formando uma chapa pura, quer dizer, com alguém do PT.   Afinal, jamais constituiu segredo que o presidente Lula não morria nem morre de amores por Michel Temer.  Se ele não consegue levar o PMDB inteiro para a candidatura governista, já começa a campanha devendo…

Os mesmos de sempre

Já era esperada a blitz da grande imprensa contra a decisão do presidente Lula de não vetar lei que concedeu 7,7% de reajuste para os aposentados com mais de um salário mínimo. Os editoriais, comentários e simples reportagens refletem o sentimento das elites econômicas, infensas a quaisquer benefícios para os menos favorecidos.

Exultaram, essas elites, cada vez que o governo do sociólogo suprimiu direitos sociais. Sustentaram, até, a revogação integral  das leis trabalhistas, deixando  a  relação entre capital e trabalho entregue ao  mercado.

O pretexto é o mesmo de sempre: a Previdência Social vai falir, não suporta encargos capazes de promover justiça aos que vivem de salários e aposentadorias. Sendo assim, vibram tacape e borduna no lombo do Lula, mesmo sabendo que o presidente da República fez o dever de casa pela metade, ou seja, vetou a extinção do famigerado fator previdenciário, outra criação de Fernando Henrique Cardoso.

Constrangida, a equipe econômica curvou-se à decisão do primeiro-companheiro, mas em seguida o ministro Guido Mantega abriu o saco de maldades: vai tirar a  diferença dos gastos com o reajuste cortando no orçamento. Vejam bem, não vai cortar nos juros nem na remuneração do capital especulativo. Muito menos no déficit interno que já ultrapassou um trilhão de reais. Atingirá verbas destinadas à saúde, à educação, á segurança e à infra-estrutura. Bem como, está ameaçando, as emendas individuais dos parlamentares, coisa que será preciso ver para crer.

Com todo o respeito

Dizia  a sabedoria popular, décadas atrás, que cada  macaco deveria ficar em seu galho. Mesmo reconhecendo a precisão do ensinamento, vai um pedido de licença aos competentes jornalistas esportivos para uma incursão em sua seara. Não dá mais para agüentar o polêmico Galvão Bueno narrando os jogos da copa do mundo e derramando-se em comentários que nada tem a ver com as partidas. Muito menos suas  patrióticas e ufanistas tiradas, em especial quando limita e humilha os verdadeiros comentaristas postados a seu lado. Suas indagações constituem verdadeiros discursos, mas quando Falcão,  Casagrande ou Arnaldo César Coelho começam a explicar o necessário, são grosseiramente  cortados pelo personagem referido. Convenhamos, não foram essas as lições de grandes narradores do passado, como Ary Barroso, Oduvaldo Cozzi, Waldir Amaral e tantos outros. “Cala a boca, Galvão!” pode ser um grito  nacional de indignação.

Em busca do tempo perdido

As centenas de inserções de José Serra apresentadas na telinhas podem ter como objetivo recuperar o  tempo perdido nas últimas semanas, quando o candidato tucano perdeu terreno para Dilma Russeff. Mas, convenhamos, essa exposição explícita e exagerada acaba  produzindo  efeito contrário. O homem fala de tudo sem falar de nada, isto é, pela exigüidade do tempo em cada aparição, nada consegue acrescentar além de que o país necessita  de mais hospitais, médicos,  escolas e estradas.  Disso a população já sabe. Seria preciso que Serra informasse como.  A soma de pequenas mensagens não forma uma grande mensagem.