Palocci, o “curinga” assustado

Fui o primeiro a revelar: depois do julgamento do Supremo, o ex-Ministro da Fazenda seria nomeado Ministro da Coordenação, no lugar de José Múcio. Este vai para o TCU, (Tribunal de Contas da União) está querendo pressa.

A derrota irreversível

Registrei para que não houvesse dúvida: serão menos de 7 meses (Palocci como outros, escolhidos ou mesmo sem serem candidatos têm que sair em 31 de Março), tempo importante para a viabilidade de Palocci, e mais facilidade para transitar na Câmara e Senado. E até no Planalto-Alvorada.

A nomeação que não vai existir

A derrota de Palocci foi tão destruidora que arrasou com os “planos-planaltinos”. Os votos dos Ministros Carmem Lúcia, Ayres Brito, Marco Aurélio e Celso de Mello derrubaram Palocci, podem remetê-lo para Ribeirão Preto.

A estréia do Procurador Geral

Osvaldo Gurgel que fazia sua primeira atuação no cargo, marcou-a de forma indelével. Não há ponto do relatório, que possa ser chamado de insustentável. Tudo é minuciosamente detalhado, provado, comprovado, examinado, sustentado e apresentado.

A desistência de Lula

O presidente não tem ninguém para colocar no cargo de José Múcio, mas se assusta só com o vendaval de acusações que desabará sobre o ex e novamente (se tivesse ganho bem no Supremo) Ministro.

Para Palocci: “São Paulo nunca mais”

Nem Ministro, nem governador e muito menos presidenciável. Vindo de Ribeirão Preto mais do que chamuscado e sim inteiramente queimado, Palocci saiu (foi saído) completamente desfigurado.

Para onde irá Palocci?

Comprometeu o PT, no maior estado eleitoral do país, e precisamente onde ele está mais estraçalhado. Perdeu a prefeitura, perdeu o governo, não tem sequer um nome que possa usar para reconquistar o Palácio dos Bandeirantes.

O PT pode não eleger nenhum dos 2 senadores

Uma vaga será de Orestes Quércia, do PMDB. Nem se diga que Serra estará reabilitando o “disque Quércia para a corrupção”, pois muito antes foi o próprio Lula que chamou o “dono” do PMDB ao Planalto-Alvorada.

Alckmin ficará com a outra senatoria

Não acredito que Serra  e Kassab (os dois têm de ser citados sempre juntos) aceitem Alckmin como governador. “Concederão” a ele a vaga do Senado, com prioridade para Quércia.

E o stalinista Alberto Goldman?

Íntimos dele afirmam que não pretende ficar sem nada. A garantia de Serra, “no meu governo você será Ministro”, só vale se o ainda governador ganhar. E se perder? Por isso, Goldman quer ser senador, Serra teria que eleger 3 candidatos (Quércia, Alckmin e Goldman) para duas vagas.

Goldman se quiser será governador 9 meses

Sobre isso, nenhuma dúvida. É vice, assumirá. No governo, é confiável? É impossível confiar em stalinistas, todos, sem exceção mudaram de posição depois do 22º Congresso do Partido na União Soviética, quando Krushov destruiu a imagem do próprio Stalin.

São Paulo: alavanca e ponto de apoio

Não estou gastando espaço demais com nomes do estado. Quase todos os candidatos são de lá ou terão que ter repercussão lá. Ciro Gomes não é candidato, mas para ganhar as luzes dos holofotes, mudou o domicílio para lá. Não ganhou nada mas ficou em evidência. (Contra).

Marta e Mercadante marginalizados

Ela que foi prefeita derrotada no cargo, gostando ou não gostando tem cacife eleitoral. Não dá para ganhar nem ir para o segundo turno. E quem sabe ir para o senado? Mercadante, desprezado quando teve 6 milhões de votos, terá que lutar para obter 20 por cento, e perder.

PSDB e DEM, dominam São Paulo

Lula não precisa de palanque em lugar nenhum. Mobiliza, movimenta e maneja os 80 por cento das pesquisas. Mas qualquer que seja o seu candidato (se falharem as três POSSIBILIDADES que tem para permanecer) não terá palanque em São Paulo. Nem palanque nem votos. E até nem candidaturas.

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