Para aposentados e pensionistas do Judiciário do RJ, prejudicados por Cabral, só resta a esperança da Justiça fazer Justiça

Paulo Peres

Na última quinta-feira, cerca de 150 serventuários do Tribunal de Justiça do  Rio de Janeiro realizaram um ato em frente ao Fórum Central, cujo objetivo foi, mais uma vez, exigir das autoridades, mormente, do desgovernador Sérgio Cabral e do presidente do TJRJ, Desembargador Manoel Alberto, o pagamento imediato dos 24,6% (ganhos através de ação judicial de 1988, movida contra o então governador Moreira Franco).

Os servidores em atividade já recebem esses 24,6%, mas para os aposentados e pensionistas do Tribunal de Justiça, até o momento, tudo não passou de promessas. Durante o ato, os aposentados e pensionistas foram informados que o presidente do TJRJ agendará uma data para receber uma comissão para tratar do assunto, ou seja, nenhum aposentado ou pensionista tem certeza de quando irá receber este pagamento.

Diante dessa arbitraridade, resta-nos parar e refletir sobre o futuro do Poder Judiciário neste país, onde o descumprimento de uma ação ocorre contra aposentados e pensionistas do próprio Tribunal de Justiça.

“Foi um ato diferente de todos os que já fizemos, novas formas de reivindicação foram bem-vidas pelos nossos queridos e queridas colegas de cabeça branca, para mostrar a injustiça que está sendo cometida contra aqueles que dedicaram a sua vida à Casa da Justiça”, afimou Marta Barçante, Coordenadora de Administração e Finanças do Sind-Justiça/RJ.

***
JUÍZA PATRICIA ACIOLI FOI LEMBRADA

Ao final do ato, Amarildo Silva, coordenador geral do Sind-Justiça, lembrou da juíza Patrícia Acioli, afirmando que ” a magistrada foi serventuária e uma das principais ativistas do nosso movimento anterior à fundação do Sind-Justiça. Na greve dos 70,5%, hoje 24%, ela foi uma das principais ativistas do piquete. Foi num sítio da sua família, em Cachoeira de Macacu (Boca do Mato), que fizemos uma reunião embrionária da formação do Sind-Justiça. Portanto, para nós a saudade é muito maior”.

“Neste sentido”, prossegue Amarildo Silva, “estamos bastante chocados com a morte brutal da juíza Patrícia Acioli. A notícia teve repercussão internacional. Ela foi vítimada pela máfia das milicias, face mais perversa dessa barbárie gerada por esse sistema capitalista selvagem. Foi vítima também da omissão da administração do tribunal, em algumas gestões, que ignorou o pedido de proteção feito pela juíza. Não podemos deixar que essa crueldade fique no esquecimento! Não à impunidade!”, conclamou, sob aplausos de todos os manifestantes.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *