Para o Helio Fernandes, com muito carinho

José Carlos Werneck 
 
Tenho absoluta certeza que todos os amigos e admiradores, que participaram da cerimônia de despedida do jornalista Rodolfo Fernandes, estiveram ali movidos pelos mais sinceros sentimentos de amizade, solidariedade, admiração e respeito.I sto tudo era visto na fisionomia e depoimentos de todos os presentes.

Foi uma homenagem sincera e bonita a um jovem brilhante, que honrou sua profissão e, apesar de sua breve passagem por este planeta, realizou-se plenamente na atividade escolhida.

Rodolfo Fernandes  não passou pela Vida. Viveu a Vida. E isso é fundamental!

Quanto às personalidades que se abstiveram de cumprimentar o pai de Rodolfo, o brilhante jornalista Helio Fernandes, tenho a mais absoluta convicção de que assim procederam única e exclusivamente para não causar quaisquer constrangimentos para ambas as partes, já que Helio sempre pautou sua trajetória de vida colocando suas opiniões acima de  amizades, simpatias, parentescos e laços pessoais.

Faz parte do seu gênio. É parte integrante do seu DNA. Helio é um apaixonado pelo que faz e, por conseguinte, polêmico. Como Carlos Lacerda, seu amigo e outro gênio do jornalismo brasileiro, perde o amigo, mas não abre mão da Verdade. 

Mas também, tenho a certeza que todos aqueles que deixaram de cumprimentar o Helio, gostariam imensamente de fazê-lo e este, jamais deixaria de responder o afeto e o carinho de todos. Afinal como ele sempre afirma, em seus artigos, não guarda ódios pessoais. Suas divergências são sempre no campo das idéias.

Ademais, como homem de fé que sou, sempre costumo dizer que a morte paradoxalmente não separa os seres humanos; ao contrário, os aproxima.

Os membros da família Marinho, que ali comparecerem, deram a seu funcionário todo o apoio e o carinho durante sua doença. Aliás, essa característica herdaram de seu pai, o jornalista Roberto Marinho, para quem trabalhei na sucursal de “O Globo”, em Brasília, nos anos 60 e sou testemunha disso.

O próprio Helio, tempos atrás, contou-me como os dirigentes de “O Globo” foram corretíssimos com o jornalista Márcio Moreira Alves, que também trabalhava no jornal,durante sua longa doença.

Mas o que interessa agora é que todos os amigos da família de Rodolfo se unam numa corrente de orações desejando que seu espírito descanse em Paz eem Bom Lugar. Sepossível sorrindo e dando uma revisada nos textos dos que ainda aqui permanecem.

Helio e família, sei que nesta hora quaisquer palavras soam vazias, mas uma coisa é certa: Rodolfo Fernandes só lhes deu motivos de orgulho.

A perda de um ente querido sempre traz um vazio imenso, mas a certeza de que ele viveu plenamente e fazendo o que amava preenche, muito esta lacuna!

 

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