Para que Dilma vai montar um bunker de resistência no Alvorada?

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Dilma está cada vez mais sozinha e isolada no palácio

Ricardo Kotscho
Portal R7

Na minha infância, ouvia muito falar nesta palavra alemã “bunker”, como eram chamados os abrigos subterrâneos, onde minha mãe se refugiava com a família, durante os bombardeios na Segunda Guerra Mundial. Eram lembranças muito tristes, que me marcaram para o resto da vida.

Setenta e um anos após o final da última grande guerra, esta palavra volta ao noticiário, agora no Brasil. Já certa da derrota na batalha do impeachment, Dilma começou a preparar o desembarque do Planalto e a montar um “bunker da resistência” no Alvorada, segundo relato dos repórteres Marina Dias e Valdo Cruz, na Folha desta terça-feira.

Pergunto: vai resistir para quê, resistir contra quem, quais são os seus planos?

Até onde sei, nenhuma força inimiga está preparando um bombardeio sobre o Palácio do Planalto. A guerra política é travada no parlamento e nos tribunais, com acusação e defesa citando a Constituição Federal. Não há no horizonte, até onde minha vista alcança, aviões militares, canhões ou navios de guerra.

PLANOS AMBICIOSOS

São ambiciosos os planos de Dilma para o período em que ficará afastada do poder central. Em nada lembram a retirada discreta de Fernando Collor, quando caiu em 1992, esperando em silêncio e resignação, isolado na Casa da Dinda, pelo julgamento final. A quase ex-presidente quer montar uma estrutura de 15 assessores, mais seguranças, carros oficiais e um avião da FAB, além de manter todas as mordomias do Palácio da Alvorada.

Ao contrário de Collor, que deixou o Planalto pela porta dos fundos acompanhado apenas pela mulher, Dilma está pensando num final grandioso para a despedida, programada para o próximo dia 12, segundo o cronograma do Senado. Quer descer a rampa solenemente ao lado do que restou do ministério de seu desastrado governo que quebrou o País.

CAIR ATIRANDO…

Em seus atos de desespero nos últimos dias, a ainda presidente deixou claro que pretende cair atirando, para infernizar a vida do seu sucessor constitucional (e, por tabela, a de todos nós, que pagamos a conta), como fez no 1º de Maio, ao anunciar um “pacote de bondades” que aumenta as despesas e diminui a arrecadação, no apagar das luzes, deixando um rombo perto de R$ 100 bilhões nas contas públicas.

Mesmo que o possível governo Michel Temer fracasse em sua tentativa de ressuscitar a economia brasileira, é consenso no meio político, até no PT, que não há a menor chance de Dilma voltar ao cargo no final dos 180 dias de afastamento. Então, eu só gostaria de entender: para quê tudo isso? Para continuar repetindo ao Brasil e ao mundo que ela está sendo vítima de um “golpe”, colocando em risco a estabilidade institucional?

Jânio e Jango também ficaram esperando que as multidões saíssem às ruas para pedir a volta deles. Morreram esperando.

Vida que segue.

10 thoughts on “Para que Dilma vai montar um bunker de resistência no Alvorada?

  1. Eu me perguntei se era o mesmo Kotscho.
    Ouvi na TV que Vicentinho está contra a Dilma.
    Todos podem festejar à vontade. É um direito de quem festeja.. Eu sinto uma enorme frustração por ter acreditado tanto no PT do Lula; Achava até (lá atrás) que o Dirceu sucederia Lula no Planalto.
    Acabou. Fim. The End.

    • Partilho sua decepção, dona “Que Coisa”. Acreditei em Lula e no PT, cheguei a me filiar ao partido, mas depois me arrependi profundamente, ainda no final da década de 80, quando fui fazer cobertura da Constituinte e conheci Lula pessoalmente. Fui eu quem apresentou Lula a Delfim Netto, no dia da abertura dos trabalhos da Constituinte, em 1987. Mas isso é outra história.

      Saúde e Paz.

      CN

  2. Até tu, Newton? Que coisa.
    O tal “mancebo” foi o verdadeiro MERCADOR DE
    ILUSÕES.
    Pois eu também, la atrás, cai no golpe.
    Deveríamos era fundar a ASSOCIAÇÃO DOS
    PASSADOS PRA TRÁS, pelo lula.

  3. Salve a seleção

    O fotógrafo de Lula é pago pela CBF.

    Lula sempre encontra alguém que pague suas contas. Em geral, trata-se de algum empreiteiro. No caso de seu fotógrafo oficial, Ricardo Stuckert, ele recebe 35 mil reais mensais da CBF.

    A Folha de S. Paulo diz:

    “Apesar de a CBF, que fica no Rio, bancar a maior parte dos seus rendimentos, o fotógrafo trabalha quase exclusivamente para o Instituto Lula, localizado em São Paulo.

    Nos últimos meses, ele viajou o país com o ex-presidente na campanha contra o impeachment.”

    Site; O antagonista

    • Já tinha visto a matéria, amigo Adriano Magalhães, daqui a pouco vamos publicá-la. Fiquei triste, o fotógrafo de Lula é filho de um amigo meu e do Carlos Chagas. Está tirando mais de 45 mil por mês, contando com o que ganha no Instituto Lula, mora em São Paulo e a CBF é no Rio. E recebe como empresa, paga menos Imposto de Renda, é deplorável.

      Abs.

      CN

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