Para que o editor também possa vadiar, o Blog da Tribuna passa a circular com menos matérias aos domingos

Carlos Newton

De médico e louco, todos têm um pouco, segundo o ditado popular. Mas é preciso um grau de loucura bem elevado para tentar manter um blog da importância da Tribuna da Imprensa, sete dias por semana, 365 dias ao ano. Nem mesmo o Clark Kent, na redação do Planeta Diário, conseguiria.

Na verdade, ando meio desligado e  tenho cometido muitos erros. Na sexta-feira, por exemplo, troquei Lua por Lula no título da matéria sobre o asteroide, e por aí em diante.

Nosso mestre Helio Fernandes já havia me dito que “domingo deveria ser a folga da tropa”, mas seguimos adiante, sem interromper a circulação.

Nos últimos dias, fiquei pensando sobre isso e na quinta-feira mandei um fax ao Helio, perguntando se ele permitiria que eu descansasse aos domingos, e ele imediatamente me telefonou para autorizar.

E OS COLABORADORES?

Mas agora, ao escrever esse comunicado aos comentaristas, lembrei que não é possível parar totalmente o Blog, porque temos colaboradores fabulosos, como Carlos Chagas, Pedro do Coutto e Leonardo Boff, que são sempre publicados aos domingos e não podem deixar de ser lidos.

Então, vamos fazer o seguinte: manter a circulação da Tribuna aos domingos com menos matérias e artigos, mas com a possibilidade de “voltar em edição extraordinária”, como se dizia antigamente, sempre que houver um assunto realmente de grande importância.

Como essa pequena folga, poderei me organizar melhor, selecionar mais matérias dos comentaristas para publicação e resolver esse misterioso problema de nossos colaboradores que querem enviar comentários e não estão conseguindo, como Celso Serra, Santos Aquino, Carlos Cazé e Francisco Vieira, entre outros.

Vamos em frente.

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7 thoughts on “Para que o editor também possa vadiar, o Blog da Tribuna passa a circular com menos matérias aos domingos

  1. Caro Newton,
    Decisão justa e oportuna.
    Tu mereces e precisas de descanso. Concordo plenamente com esta medida, que deveria já ter sido tomada há mais tempo.
    Por outro lado, possibilita aos comentaristas e frequentadores deste Blog incomparável, que possam rever os temas da semana com mais atenção e consequente opinião a respeito.
    Um excelente domingo junto aos teus.
    Forte abraço.

  2. Para contribuir então com a justa “vadiagem” de CN, coloco esse de Meirelles da Folha de São Paulo que, se Carlos Newton quiser, depois coloca-o como artigo de capa.

    Henrique Meirelles (Folha de São Paulo)

    Lição chinesa para crescer

    O crescimento do PIB brasileiro de 0,6% decepcionou analistas, empresários e trabalhadores. No momento em que discutimos o que fazer para crescer mais, é interessante olhar outros países.

    Exemplo importante é o da China, onde a produção industrial caiu pela primeira vez em sete meses. O país, que dependia muito de EUA e Europa, enfrentou a contração das exportações pós-crise de 2008 com investimentos maciços em infraestrutura e estímulo a crédito e consumo.

    Mas hoje as previsões de crescimento recuam, e cresce a preocupação com o alto endividamento do governo e do setor privado. A China enfrenta ainda questões estruturais, como o aumento do custo do trabalho, as limitações da moeda desvalorizada e o envelhecimento da população.

    Analisando as causas do problema, verifica-se que fortes controles governamentais sobre preço da energia, câmbio e juros, entre outros, resultaram em má alocação de capital e crescimento desequilibrado.

    Agora líderes chineses creem que maior despesa pública e intervenção governamental poderiam piorar a situação.

    O novo premiê chinês, Li Keqiang, disse no mês passado que “o governo central reduzirá o papel do Estado na economia visando liberar a energia criativa da nação”.

    Há também esforços para reduzir controles e distorções de preços. “Se seguirmos dependendo excessivamente do direcionamento do governo nos mercados e de políticas econômicas para estimular o crescimento, será difícil criar crescimento sustentável, e isso pode produzir novos problemas e riscos”, disse Li.

    Numa frase surpreendente para um governo ainda formalmente comunista, Li afirmou: “O mercado é o criador da riqueza social e do desenvolvimento econômico autossustentável”. Disse ainda que o governo deve tornar a administração menor e mais eficiente e delegar poderes ao setor privado para estimular investimento. E sugeriu que a intervenção governamental foi parcialmente responsável pela criação de excesso de capacidade produtiva e má alocação de capitais.

    Pequim já sinaliza que, apesar da desaceleração, é improvável a adoção de mais estímulos como os de 2008. E que se preocupa com o aumento da dívida pública, principalmente nas províncias, e da inadimplência bancária.

    Medidas têm sido tomadas para transferir poder de decisão à iniciativa privada, eliminando controles e burocracia para facilitar o desenvolvimento dos negócios. Se exitosas, transformarão a China em competidor ainda mais forte e inovador, com maior equilíbrio no investimento e no consumo.

    Disse o premiê, finalmente: “Toda a sociedade aguarda ardentemente novas reformas fundamentais”.

  3. Merecido descanso; porém, sou viciada na Tribuna e nunca, enquanto viver, deixarei de acessar o conceituado blog, nem mesmo aos domingos com seus relevantes artigos limitados.
    Voltem logo!

  4. ja lia o jornal ha anos por causa do meu pai e hoje sou assíduo do blog. só não entendo por que o blog não abre espaço para propaganda para manter os custos ja que são milhares de leitors

  5. Carlos Newton, havendo a possibilidade de compartilhamento principalmente para o facebook e google+, haveria certamente maior divulgação e consequente conhecimento por parte de leitores e interessados. Peço, por favor o retorno desses compartilhamentos. Agradeço.

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