Pará reage contra tentativa de criação de dois Estados: o Tapajós e o Carajás.

Carlos Newton

Aproxima-se o plebiscito e acirra-se em Belém a campanha contra o desmembramento do Pará. Em dezembro, os 4,6 milhões de eleitores paraenses votarão para decidir se o Pará vai se desmembrar e dar origem a dois outros Estados: Tapajós (oeste do atual Estado) e Carajás (sul). O Pará remanescente da divisão ficaria com apenas 17% de sua atual extensão territorial.

Segundo o repórter Aguirre Talento, da “Folha”, até agora, em Belém, vê-se apenas adesivos e cartazes contra a divisão. “Nosso principal foco vai ser aqui mesmo, mas já estamos começando no interior”, disse o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), que não aceita o separatismo.

na Universidade Federal do Pará,em BelémDefensores da divisão do Pará foram vaiados e hostilizados por estudantes durante debate realizado na manhã de quinta-feira . Oauditório, com cerca de 300 pessoas, estava repleto de adesivos, cartazes e uma imensa faixa contra a divisão do Estado.

No debate, os deputados federais Giovanni Queiroz (PDT) e Lira Maia (DEM) tentaram apresentar seus argumentos a favor da mudança, mas foram diversas vezes interrompidos e criticados pelos estudantes. “Vocês já vieram com uma ideia pré-concebida. Vamos aumentar a gestão nos locais onde o Estado não chega”, defendeu Queiroz, sob vaias.

O acirramento no debate refletiu a situação da campanha eleitoral do plebiscito. A capital Belém e os municípios próximos resistem fortemente à ideia da divisão. Uma boa votação nesses locais é considerada essencial, pois eles concentram mais da metade do eleitorado.

Os partidários da divisão, porém, pretendem aguardar o início do horário eleitoral gratuito em rádio e televisão para só depois intensificar o corpo a corpo na capital.

“Iremos tirar o debate do campo passional para a racionalidade”, afirmou o deputado Lira Maia, depois de ser vaiado pelos estudantes.

 

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