Parabéns à ABI, pela lembrança de Rubens Paiva

Helio Fernandes     

Na capa do Jornal da ABI, estrondosa vitória do seu diretor, Mauricio Azedo. Trouxe ao debate, com total repercussão, o assassinato do deputado Rubens Paiva.

Ainda me lembro bem: era uma sexta-feira, em 1971, na mais dura de todas as censuras. Recebemos a notícia da morte, A-S-S-A-S-S-I-N-A-T-O, do deputado. Preso em casa por causa de gravações ilícitas, foi levado para o quartel principal da FAB, em frente ao Santos Dumont, onde começou a ser torturado barbaramente. Amarrado na traseira de um carro, foi batendo com a cabeça das pedras. Quase morto, foi levado para o DOI-CODI, onde terminaram o assassinato.

Mentiram ainda mais covardemente: “Ele foi morto por correligionários, quando trafegava num Volkswagen, pelo Alto da Tijuca”. Seu corpo, jamais encontrado.

*** 

PS – Agora, o jornalista Wilson Tosta descobre e revela: “Existem pistas que podem levar aos matadores de Rubens Paiva”.

PS2 – Existem mesmo, só que apelam para o Nelson Jobim, que manterá enterrar essas pistas, onde ninguém sabe onde está o corpo do bravo e brilhante Rubens Paiva. Que não tinha nenhuma ligação com terrorismo, embora fosse contra a ditadura. Parabéns ao repórter e à ABI.

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