Parabns ABI, pela lembrana de Rubens Paiva

Helio Fernandes

Na capa do Jornal da ABI, estrondosa vitria do seu diretor, Mauricio Azedo. Trouxe ao debate, com total repercusso, o assassinato do deputado Rubens Paiva.

Ainda me lembro bem: era uma sexta-feira, em 1971, na mais dura de todas as censuras. Recebemos a notcia da morte, A-S-S-A-S-S-I-N-A-T-O, do deputado. Preso em casa por causa de gravaes ilcitas, foi levado para o quartel principal da FAB, em frente ao Santos Dumont, onde comeou a ser torturado barbaramente. Amarrado na traseira de um carro, foi batendo com a cabea das pedras. Quase morto, foi levado para o DOI-CODI, onde terminaram o assassinato.

Mentiram ainda mais covardemente: Ele foi morto por correligionrios, quando trafegava num Volkswagen, pelo Alto da Tijuca. Seu corpo, jamais encontrado.

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PS Agora, o jornalista Wilson Tosta descobre e revela: Existem pistas que podem levar aos matadores de Rubens Paiva.

PS2 Existem mesmo, s que apelam para o Nelson Jobim, que manter enterrar essas pistas, onde ningum sabe onde est o corpo do bravo e brilhante Rubens Paiva. Que no tinha nenhuma ligao com terrorismo, embora fosse contra a ditadura. Parabns ao reprter e ABI.

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