Parabéns a Gerson, que completa hoje 71 anos e jamais será esquecido por quem ama o futebol

Vicente Limongi Netto

Em toda minha longa vida de boleiro (ainda me garanto três vezes por semana, sei o perfume que a bola gosta), vi grandes jogadores atuando. Destaco cinco deles, a meu ver craques extraordinários, eternos e inesqueciveis: Gerson, Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Maradona.

Gerson, o cerebral meia armador que encantou o mundo jogando com personalidade, objetividade e inteligência, faz 71 anos hoje. O canhotinha de ouro antevia as jogadas, antes de receber a bola já sabia o que fazer com ela. Seus passes longos e precisos foram fundamentais para a conquista do tri, no México.

Há 50 anos Didi, outro fantástico jogador e com quem Gerson aprendeu muito, passou o bastão de meia-armador para Gerson. Há 50 anos. Hoje, incrível, Gerson ainda não encontrou substituto a altura, não encontrou mesmo, nos clubes, muito menos na seleção pentacampeão do mundo.

Gerson, o “Papagaio” enxergava o jogo como ninguém. Dentro de campo, com maestria, alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem, facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas. Gerson tinha visão de jogo e conhecimento tático.

Hoje, como comentarista da rádio Globo, analisa o jogo com igual precisão. Critica e elogia com autoridade e respeito. Elogio ou crítica dele servem de forte estímulo para todo jogador que se preza. Gerson é personalidade sempre ouvida e consultada por todos que atuam no futebol e gostam do bom jogo.

Gerson é cidadão exemplar. Dedicado pai, avô, marido e sogro. Os que o conhecem  e convivem com ele sentem orgulho de ser seu amigo e admirador. Entre os quais me incluo, com honra e prazer. Forte abraço, mermão e muita saúde. A galera do “Bão Demais” também te saúda.

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