Parece brincadeira, mas nomearam um ladrão para tomar conta da Casa da Moeda. É a perfeição, em matéria de roubalheira.

Carlos Newton

É muito raro acontecer de uma autoridade corrupta ser demitida em pleno fim de semana, especialmente num governo que fica esperando que ministros corruptos peçam demisão. Mas é que no caso a coisa estava passando dos limites. E o presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, acabou demitido no sábado por receber propina de fornecedores do órgão via duas empresas no exterior em nome dele e da filha, que já teriam movimentado R$ 25 milhões, segundo O Globo.

A exoneração do servidor, indicado para o cargo pelo PTB em 2008, foi formalizada no fim de semana por um funcionário do terceiro escalão do Ministério da Fazenda e publicada segunda-feira no “Diário Oficial da União”.

Detalhe: a Folha de S. Paulo garante que a demissão não ocorreu espontaneamente, como seria de se esperar, com o governo agindo duramente contra um servidor corrupto. Segundo o jornal, a exoneração só teria ocorrido depois que vazou ao Ministério da Fazenda a informação de que a Folha preparava reportagem sobre o caso.

Ouvido pelo jornal, Denucci confirmou a existência das empresas no exterior, mas negou ter feito movimentações financeiras com essas contas, vejam só quanta desfaçatez. Afinal, para que uma autoridade brasileira precisa abrir empresas no exterior? Não confia no país? Acha que nossa economia vai soçobrar, e a crise no exterior será logo superada?

Nomear um cidadão como este Denucci na Casa da Moeda é apenas a confirmação de que o governo brasileiro (o atual e todos os outros) tem mania de colocar raposas para tomar conta dos galinheiros. A piada é velha, mas parece estar cada vez mais moderna.

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