Parlamentarismo ainda não interessa ao Brasil, embora seja o melhor regime

Francisco Bendl

O parlamentarismo, comparado ao presidencialismo, tem menos falhas. O grande problema é que o povo e os políticos ainda não estão preparados, a meu ver, para esta mudança.

O pensamento da década de 60, somado à crise que vivíamos, motivou a adoção desse sistema, e o tempo exíguo que ficamos sob a sua égide não deixou sequer resquícios à população e parlamentares para que hoje fosse novamente instituído, e sem que nos deixassem à mercê de decisões constantes de troca do gabinete e consequentes novas eleições.

Falta-nos maturidade política, assim como comprometimentos com o Brasil e o povo, intenções para que avancemos e nos desenvolvamos como nação, menos interesses pessoais, egoísmos, carreirismos, fisiologismos, oportunismos, afora a corrupção desmedida.

Este é o nó górdio a ser desatado antes da promulgação de um regime de governo que não corresponde a merecer mais confiança no parlamentarismo.

PRESIDENTE REFÉM

Por outro lado, um presidente se mantém refém de aliados se a sua gestão não for ao encontro do povo, mesmo que de encontro aos métodos dos políticos que quisessem prejudicá-lo.

Collor renunciou – seu impedimento já estava decidido – porque apostou que tinha consigo o apoio do povo. Ledo engano. Quando o Congresso percebeu que a população agia contrariamente ao desejo de Collor, ele mesmo assinou a sua deposição neste pedido patético ao povo que vestisse verde e amarelo.

Em comparação com Lula, independente dos escândalos por ele patrocinados, o Congresso JAMAIS ousou falar em impedimento com receio da reação popular e, vamos e venhamos, Lula fez por merecer com o mensalão, Rosegate, aparelhamento do Estado, alianças espúrias, gastos em publicidade, política exterior confusa, doação de terras aos índios que vão nos trazer sérias dores de cabeça…

Se o povo tivesse conhecimentos de fato dessa conduta deplorável de Lula, seu nível educacional fosse um pouco mais elevado e a maioria não estivesse na condição de analfabetismo funcional, indiscutivelmente Lula teria muitos problemas com o eleitor brasileiro. Portanto, novamente o povo sendo o causador da permanência ou de modificações desta ou aquela pessoa na presidência e deste ou aquele partido político à testa da nação.

Os protestos nas ruas somente acontecem por conta das decepções da classe média com as administrações petistas, que escolheram outros alvos para suas atenções, menos melhorar a vida do povo em geral e desenvolver este Brasil.

Agora, particularmente, sou a favor do parlamentarismo, mas é preciso levar em conta a carência educacional do povo e a maneira como os políticos entendem a política, simplesmente um instrumento para enriquecimentos ilícitos, porque rápido, impune e protegido pelo corporativismo escancarado, imoral e antiético!

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12 thoughts on “Parlamentarismo ainda não interessa ao Brasil, embora seja o melhor regime

  1. Parte da classe média ainda está com o PT e nem podemos dizer que são analfabetos funcionais. Só ler os blogs feministas e os de mentalidade de esquerda. Não é só o povão, não,meu caro! E do outro lado, há uma classe média completamente desiludida com o PT e propensa a votar no PSDB, nas próximas eleições.

  2. Caro Francisco Bendl, perfeita sua explanação. Se o povo tivesse conhecimentos de fato
    dessa conduta deplorável de Lula. Está ai a raiz da popularidade de Lula. Fico imprenssionado
    com tamanha blindagem feita ao Lula, foi assim no mensalão no Rosegate etc, pergunte a 10
    pessoas do povo aleatoriamente, verificará que talvez apenas uma saiba do grave caso do Lula com a Rosemary Noronha.
    Se não houver políticos honestos, coerentes, nenhum sistema político funcionará bem.
    O PT gosta muito de falar em programa ou proposta de governo, que qualquer cientista político faz um para ninguém botar defeito. Depois de eleito, esquece tudo. Se houvesse uma lei
    que o candidato, se eleito seria obrigado a cumprir o programa proferido na campanha (sentou no pinico tem que fazer cocÔ) sob pena de impeachment, evitaria o estelionato eleitoral, que todos fazem. Outra lei importante, seria a proibição de nomeação de político e pessoas ligadas
    aos diversos partidos a cargos federais: MInistérios, economia mista e estatais, esses cargoa
    seriam preenchidos por técnicos da área ou funcionário de carreira. Acredito que só assim o
    sistema presidencialista funcionaria melhor. Sei que os políticos que ai estão jamais fariam leis para acabar com a mamata e o estelionato eleitoral.

  3. Prezado Bendl:

    O Parlamentarismo foi implantado no curto período de 7 meses após a renúncia de Jânio Quadros. Tancredo Neves foi o Primeiro Ministro e João Goulart presidente. O acordo para Jango assumir, uma condição imprescindível imposta pelos militares seria o regime parlamentar. O então vice aceitou sabiamente. Meses depois articulou um plebiscito: parlamentarismo ou presidencialismo. O povo votou pelo presidencialismo.

    Hoje as condições são totalmente favoráveis para o povo decidir em relação aquele momento histórico de risco iminente de ruptura institucional.

    Como você bem pontuou acerca do melhor regime para o país, o Parlamentarismo uma vez vigendo o povo irá se acostumar rapidamente, uma vez que irá votar com mais frequência em seus representantes. O quadro atual, do regime presidencialista só favorece os políticos e o grupo que controla o poder, pois além de quatro longos anos mandando pode ainda ficar mais quatro somando oito anos sobre nossas cabeças. Isso é demais para a democracia. O resultado é só desgaste e stress para governantes e governados.

    Portanto, o regime parlamentarista é medida que se impõe como fundamental para mudar o desgaste dos Partidos políticos junto a população, principalmente dos jovens manifestantes pacíficos.

  4. O problema não envolve presidencialismo x parlamentarismo. Isso é bobagem. O problema é mais profundo. Encontra-se na representação. Sendo assim, eu insisto que a única solução é encontrar um regime no qual a participação do eleitor seja mais ativa. Isto é, por meio de democracia direta e não representativa. Ressalto que isso é possível. Sobretudo em razão do advento da tecnologia onde, inclusive, pode-se utilizar da assinatura digital, por exemplo. Para àqueles que acham que a tecnologia não é confiável não muda nada. É que as votações no Congresso já foram violadas por figuras tais como ACM e Arruda. E mais, nossos representantes são bem mais violáveis e menos confiáveis do que a tecnologia. Por fim, e, mudando de assunto, manifesto contrariedade quanto ao voto obrigatório.

  5. Bruno perfeito o problema nao esta no tipo e sim no controle exercido diretamente pela populacao e ai nao teremos mandatos fixos e mandato em cima de compromissos;nao cumpriu saiu e ponto.

  6. Sr: Francisco Bendl:
    Quem foi que lhe disse que o parlamentarismo é o melhor regime político? Qual foi o cientista político que provou, com argumentos irrefutáveis que o parlamentarismo supera todos os outros regimes?
    Argumentos irrefutáveis? Inquestionáveis?
    O seu argumento é tosco, frágil. Em Ciência Humanas, ou em qualquer outro campo da Ciência, não existem verdade definitivas, todas elas são provisórias, sujeitas ao princípio falseabilidade.
    Os E.U.A, atingiram os mais altos níveis de desenvolvimento, propiciaram liberdades imensas aos cidadãos americanos, e adotam o presidencialismo, que funciona perfeitamente.
    O melhor regime é aquele que propicia a democracia, prosperidade econômica, liberdade individual, e que os seus mandatários podem ser destituídos sem derramamento de sangue, não importando qual seja.
    Não gosto do parlamentarismo, pois a qualquer momento se destitui governos, e os planos são mudados.
    No parlamentarismo não existe planos a longo prazo, e tudo é mutável. Não é bom.

  7. Li e reli o artigo do Bendl, e não encontrei afirmações de que o Parlamentarismo é o melhor regime político!
    Ele escreveu que este sistema tem menos erros que o Presidencialismo, no que também concordo, mas que não estamos preparados para colocá-lo em execução, tanto política quanto popularmente.
    O defensor do Parlamentarismo e já escreveu um texto excelente a respeito, foi o sr. Roberto Nascimento, que eu lhe pediria, caso o conhecesse, que explicasse ao sr. Mário Leme por que esse sistema é melhor que os demais.
    Bendl apenas apresentou os problemas que teríamos com o parlamentarismo diante da nossa imaturidade e despreparo com métodos que exigem povos mais conscientes e políticos mais honestos e preocupados com a população e País, que lhe dou plena e total razão.

  8. Sr. Fischer:
    O Sr. leu o texto,ok, mas se esqueceu de ler o título:
    “Parlamentarismo ainda não interessa ao Brasil, embora seja o melhor regime”.
    Tenha mais atenção, caso contrário vai ficar comendo mosca, ou outros insetos.

  9. Sr. Fischer:
    Vai procurar a sua turma de comunas, e saiba que não tomo aulas com imbecis do seu naipe.
    O Sr. falou merda, agora quer tergiversar.
    Ninguém pode provar que o parlamentarismo é superior ao presidencialismo. Ambos podem produzir excelentes resultados.
    E saiba, tenho posicionamentos políticos sim, mas não o seu marxismo doentio e requentado.
    A tese de que o melhor regime é aquele que permite ser destituído ser derramamento de sangue é do Sir. Karl Popper, um maiores pensadores recentes.
    Cresça e apareça. Os insetos não devem estar fazendo bem a você, pois você não passa de um “boca aberta” travestido de “erudito”.

  10. Para concluir: O Sr. Fischer, que me agrediu verbalmente, e teve a resposta cabível. Afirmou que no texto acima: “Parlamentarismo ainda não interessa ao Brasil, embora seja o melhor regime” o autor não teria afirmado que o parlamentarismo é superior a outros sistemas políticos.
    ISTO NÃO É VERDADE, pois o titulo é claro, afirmativo, e me parece que o Sr. Fischer é analfabeto funcional, pois não entende o que lê.
    Parlamentarismo ou presidencialismo não são condições suficientes para garantir democracia, liberdades, prosperidade. Dependem de outros fatores.

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