Passado o furacão da MP dos Portos, o Congresso deve examinar outros assuntos sensíveis para o povo, não para o capital.

Tereza Cruvinel (Correio Braziliense)

1. A Câmara precisa retomar a votação da nova lei antidrogas, de
autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS).  Ponto polêmico, a
internação compulsório de depen dentes químicos. O lobby da liberação da maconha e drogas leves tentará pegar carona. Aparentemente, sem chance.

2. Mas antes, os deputados devem votar a lei, que vem aprovada do Senado, alterando regras para a criação e fusão de municípios. As assembléias legislativas recobram o poder de legislar sobre o assunto, mas dentro de regras que limitam a proliferação de municípios em busca  das verbas do FPM.

3. Depois das domésticas, os garçons. Na agenda do Senado, projeto do hoje prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, relatado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ): cria regras para a distribuição, entre os garçons, daqueles 10% que todos nós pagamos sobre a dolorosa conta, nos bares e restaurantes. Na era do cartão de crédito, a maioria dos estabelecimentos não lhes  repassa a gorjeta.

FORA DA PAUTA

A indústria automobilística ganhou desonerações fiscais que alcançam os R$ 20 bilhões. Com a desoneração da folha de pagamentos de 42 setores, o governo renunciará a R$ 35 bilhões, entre 2013 e 2014, sem falar na isenção da cesta básica e em outras bondades.

Autor de projeto que zera os impostos para todo tipo de medicamento (como
acontece na Inglaterra, Canadá e outros paises), o deputado José Antônio Reguffe (PDT-DF) consultou o Ministério da Fazenda sobre o impacto  fiscal que ele teria. Três bilhões de reais, respondeu a Fazenda.

“Com esta renúncia, que representa apenas 0,11% do orçamento, toda a população seria beneficiada com redução de 35% no preço dos remédios. E, diferentemente do que ocorre com os carros, o Governo poderia  fiscalizar  o repasse da inseção,  pois já controla o preço dos medicamentos”, diz Reguffe. Mas o projeto está parado. A base não o abraçou como à MP dos portos.

MAIS VERDADE

Morreu na cadeia o ex-presidente Videla, carrasco argentino.  O inferno é pouco, disse o jornal Página 12.   Aqui, agora é que  a Comissão da Verdade começa a acertar o rumo.  Pedirá  à presidente prorrogação de seu tempo de funcionamento, que acaba em maio de 2014.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

3 thoughts on “Passado o furacão da MP dos Portos, o Congresso deve examinar outros assuntos sensíveis para o povo, não para o capital.

  1. Tem que pedir mesmo a prorrogação e convocar aquela galera que detonou um “carro bomba” em São Paulo e matou explodido um recruta do exército chamado Mario Kozel.

  2. Tem que pedir mesmo a prorrogação e convocar aquela galera que detonou um “carro bomba” (parece que fez escola la no Iraque)em São Paulo e matou explodido um recruta do exército chamado Mario Kozel.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *