Patrícia Amorim arrastou o Flamengo à uma era de trevas.

Dirceu Barros (Lancenet)

A atual situação do Flamengo passou dos limites do tolerável para os que assistem de longe a crise em que vive o clube; intolerável por que sabe-se que se um clube com a grandeza do Flamengo pode passar pelo que está passando, imagina-se os outros, que não têm o patrimônio que representa a sua enorme torcida, e nem a visibilidade dos cariocas da Gávea.

Fica difícil de imaginar os sentimentos daqueles que amam o time, e o vêm na situação de penúria em que vive; os jogadores que sofrem com os protestos injustamente à eles dirigidos são a maior esperança de recuperação do clube, e por isso deveriam ser tratados com mais generosidade e tolerância. A intolerância geral, absoluta, e irrestrita deve ser dirigida a quem levou a clube a esse estado de coisas.

Patrícia Amorim tem se mostrado absolutamente incapaz de uma mínima organização, em nenhum aspecto, seja financeiro, técnico, estratégico, de marketing, nada! O sinal vermelho se acendeu quando Zico fez as malas, e saiu em silêncio; viu algo de podre, e esperto, se escondeu.

Os vexames foram se sucedendo. Aquisições de jogadores equivocadas, dispensas idem, salários atrasados, passos maiores que as pernas. Anti-ética, a presidente atravessou a negociação do Grêmio com Ronaldinho, e assinou um contrato absurdo, que garantia ao jogador o pagamento de todo o contrato em caso de atrasos salariais; contumaz na prática de fingir que paga, o Flamengo se encrencou com o jogador, e partir de então, novas sucessões de vexames.

Delírios de grandeza levaram à tentativa de contratar Riquelme, que ao ver o estado atual do time, se assustou, e recusou a proposta. De lá para cá, novas recusas, e o clube tão querido das massas do Rio de janeiro passou a ser evitado por jogadores sérios; para detonar de vez com a auto-estima dos seus torcedores, eis que vem a notícia de que a sede do clube teve os seus telefones cortados por falta de pagamento.

E de vexame em vexame, Patrícia Amorim arrastou o Flamengo à uma era de trevas. A sua permanência no cargo deveria ser interrompida, através de um impeachment, e pessoas que entendam do assunto deveriam assumir imediatamente, a fim de que o incêndio que devora o clube possa ser apagado, antes que seja tarde demais.

(Artigo enviado pelo comentarista Mário Assis)

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