Paulo Bernardo e mais 12 envolvidos se tornam réus na Operação Custo Brasil

Fotomontagem do Solda (cartunistasolda.com.br)

Deu no Correio Braziliense

O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (Governo Lula) e mais 12 investigados se tornaram réus na Operação Custo Brasil por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo/SP aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal. Os réus agora serão citados para apresentar resposta à acusação. Paulo Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil dia 23 de junho por determinação do juiz Paulo Azevedo. Seis dias depois, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, acolheu Reclamação da defesa do ex-ministro e mandou soltá-lo. Nesta quarta-feira, 3, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu contra a liberdade de Paulo Bernardo.

Paulo Bernardo é acusado de ser o ‘patrono’ do Esquema Consist, empresa de software contratada para administrar consignados de milhões de servidores. Segundo a Operação Custo Brasil, os desvios chegaram a R$ 102 milhões.

QUADRILHA – Segundo o Ministério Público Federal, entre 2009 e 2015 uma organização criminosa atuou no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e foi responsável pelo pagamento de propinas em valores milionários para diversos agentes públicos e para o Partido dos Trabalhadores. A finalidade era permitir a contratação de uma empresa de tecnologia para desenvolver e gerenciar software de controle de créditos consignados, que até então era feito por uma empresa pública.

Na última semana, a Polícia Federal concluiu o inquérito e encaminhou à Procuradoria da República. Para o juiz Paulo Azevedo, a peça acusatória “descreve de forma suficientemente clara os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de valores”. “A denúncia também descreve adequadamente a materialidade e a autoria delitiva”, afirmou o juiz.

O magistrado ainda destacou que a denúncia está amparada em vasta documentação, incluindo e-mails apreendidos e declarações em acordo de delação premiada.

AÇÃO PENAL – Paulo Azevedo chama a atenção que o recebimento da denúncia “não implica o reconhecimento de culpa de qualquer dos acusados”. “Existe apenas o reconhecimento de que existem indícios suficientes e justa causa para a instauração da ação penal, propiciando-se a realização do devido processo legal, e, por conseguinte, o exercício da ampla defesa e do contraditório pelos acusados”, apontou o magistrado.

Outras duas peças acusatórias foram elaboradas em separado pelo Ministério Público Federal, em razão de que um dos denunciados reside no exterior e, caso fosse incluído na mesma ação, atrasaria toda a instrução processual; e outras seis pessoas, embora envolvidas com alguns fatos específicos, não faziam parte da organização criminosa.

A advogada Verônica Sterman, que defende Paulo Bernardo, afirma que o ex-ministro não recebeu propinas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA advogada está na sua missão, ganha para isso. Mas as provas contra o ex-ministro Paulo Bernardo são abundantes, incluindo gravações de mensagens que o apontam como “patrono”, ou seja, o chefe da quadrilha. (C.N.)

18 thoughts on “Paulo Bernardo e mais 12 envolvidos se tornam réus na Operação Custo Brasil

  1. O Tintureiro que tentou fazer milhões de trouxas ! …
    Depois não sabem porque no dia 31 não tinha ninguém…. kkkkkaaasssss..

    ” MBL deixa protestos anticorrupção de lado e terá candidatos em 38 cidades
    Aiuri Rebello
    Colaboração para o UOL, em São Paulo

    Com o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), prestes a chegar a um desfecho no Senado, o MBL (Movimento Brasil Livre) está deixando oficialmente as manifestações contra a corrupção de lado e começa a focar nas eleições municipais de 2016.
    A coordenação nacional do movimento confirmou ao UOL o lançamento das candidaturas de 43 lideranças em 38 cidades no pleito deste ano.
    Os candidatos vão disputar as eleições municipais em 13 Estados e estão abrigados em legendas que apoiaram o impeachment (PSDB, DEM, PMDB, PSC e PPS) e ao Partido Novo, sigla criada no ano passado.
    São 41 candidatos a vereador, um a vice-prefeito e um à Prefeitura de Porto Alegre, que já era político antes do MBL mas foi “adotado” pelo movimento. O anúncio oficial deve ser feito em um encontro nacional do movimento ainda este mês.
    O MBL foi criado no final de 2014 e apresenta-se como um movimento da sociedade civil apartidário, sem fins lucrativos e que luta contra a corrupção e por uma agenda de governo liberal.
    O movimento ganhou notoriedade como um dos principais articuladores das manifestações de rua contra o PT e o governo de Dilma.
    Apesar da identificação com ideais e propostas de partidos da então oposição ao governo petista, o MBL sempre tentou evitar ter sua imagem associada a um ou outro grupo político durante as manifestações pelo impeachment.
    “Nunca fomos contra os partidos políticos. É natural e legítimo que algumas lideranças assumam um protagonismo e busquem uma representação política que em nada enfraquece o MBL, só fortalece”, diz Kim Kataguiri, 20, um dos coordenadores nacionais do MBL.
    (…)…

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