Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann e o Planalto estão aliviados. Pagot aceitou o acordo proposto pelo senador Blairo Maggi e pediu demissão sem fazer retaliações.

Carlos Newton

Foi um alívio para o Planalto, especialmente para os ministros Paulo Bernardo e Gleisei Hoffmann. Mais de 20 dias após o início da crise que provocou a faxina no Ministério dos Transportes, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, entregou hoje sua carta de demissão ao novo ministro Paulo Sérgio Passos, sem fazer qualquer declaração retaliatória.

A notícia de que Pagot deixaria o cargo tranquilizou o Palácio do Planalto, que temia que ele saísse do Dnit atirando – e com a artilharia pesada de que dispõe. Com essa demissão, o Dnit fica agora com apenas três de seus sete diretores, todos ligados ao PR. Esses três últimos devem ser substituídos em agosto.

Na sexta-feira, Pagot ainda resistia em deixar o cargo e lembrava ao Planalto sua dedicação e participação como “arrecadador de campanha” da presidente Dilma Rousseff em 2010. Mas, no fim de semana, ele foi acalmado por emissários do governo e finalmente convencido pelo seu padrinho político, o senador Blairo Maggi (PR-MT), de que não tinha mais como ficar. Os termos do acordo Planalto/Maggi/Pagot, é claro, não foram revelados.

Sabe-se apenas que, para facilitar a saída de Pagot, o Planalto obteve antes o pedido de demissão do petista Hideraldo Caron, que ocupava a diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit e saiu a contragosto, reclamando que o governo estava fazendo demissões demasiadas no Ministério dos Transportes.

Ontem, após conversar com Pagot, o senador Blairo Maggi adiantou que a carta de demissão seria entregue hoje. O parlamentar reconheceu que, “independentemente da capacitação técnica”, não havia mais condições políticas de Pagot continuar no cargo. E revelou que aconselhou o diretor-geral do Dnit “a não criar confusão”.

“Falei para ele não ficar preocupado. Vamos tocar a vida para a frente. Política é assim mesmo. Eu disse a ele: entrega suas coisas e volta para a iniciativa privada. Fiz a recomendação para ele não ficar buscando mais confusão. Até porque confusão não leva a nada. Ele tem dois caminhos: me seguir ou seguir o partido” – disse Maggi, evidenciando que agora é de sua responsabilidade pessoal garantir o futuro de Pagot. 

E como Maggi é um dos mair ricos empresários brasileiros, Pagot pode dormir tranqüilo e até esquecer o Dnit e suas relações com o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, que no fim de semana foram denunciados por serem amigos íntimos de uma lobista que atua no Ministérios dos Transportes em obras superfaturadas no Paraná, conforme publicamos hoje bem cedo, aqui no blog.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *