Paulo Guedes antecipa-se à decisão de Bolsonaro e veta a prorrogação do auxílio emergência

TRIBUNA DA INTERNET | Povo foi às ruas por Jair Bolsonaro, e não por Paulo  Guedes, que está voando na fantasia

Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

Ao participar de evento promovido pela Firjan na segunda-feira, reportagem de Manoel Ventura e Marcelo Correa, edição desta terça-feira em O Globo, o ministro Paulo Guedes afirmou que não existe a possibilidade de o auxílio d emergência ser prorrogado para 2021, devendo portanto encerrar-se a 31 de dezembro.

A afirmação do titular da Economia representaria uma antecipação da vontade de Bolsonaro, mas o presidente tanto pode seguir o rumo traçado por Guedes como também pode não concordar com ele e prorrogar os pagamentos hoje em 300 reais para pessoas de renda muito baixa.

E O CONGRESSO? – A matéria sobre o assunto saiu também em O Estado de São Paulo, reportagem assinada por Loreana Rodrigues e Idiana Tomazeli. Existe a hipótese de o Congresso resolver que o abono continue a ser pago no próximo ano. Para isso há necessidade de ser votada uma nova lei prorrogando os pagamentos mensais.

Na minha opinião, o ministro Paulo Guedes, uma questão de bom senso, não pode afirmar que a emergência de modo algum pode ser prorrogada. A decisão, é claro, pertence ao presidente da República.

Na Federação das Indústrias do RJ, Paulo Guedes focalizou também a resistência que tem encontrado tanto dentro do próprio governo quanto do poder Legislativo em aprovar as privatizações que tem proposto.

VIROU BAGUNÇA – Penso que as resistências têm procedência, pois não é possível autorizar a venda de uma estatal como a Eletrobras, por exemplo, sem que que o governo informe o preço estabelecido para a venda. Autorizar a venda sem saber o preço é assinar um cheque em branco.

E os preços continuam subindo de forma acelerada, como se verifica nos alugueis. O GPM de novembro a novembro tem uma atualização da ordem de 20%. Os salários entretanto não têm reajuste algum no mesmo período. Os planos de saúde vão aumentar 20%, elevação que será dividida pelos 12 meses de 2021. Os alimentos estão subindo a cada semana e agora Carolina Brígido e Luciana Casemiro, também em O Globo, revelam que as escolas particulares estão cobrando reajustes de até 5% para renovação das matrículas.

Depois do vendaval de preços, acredito que o IBGE não poderá manter o estranho sistema de cálculo sobre a inflação que adota até hoje.

7 thoughts on “Paulo Guedes antecipa-se à decisão de Bolsonaro e veta a prorrogação do auxílio emergência

    • Sim,José Vidal .

      E o Nero (Paulo Guedes),não bastasse os oligopólios produtores dos principais produtos (principalmente alimentos) ,Nero,
      pratica uma política econômica insana.

      Precisava desvalorizar o Real com essa velocidade?

      Não há falta de reservas cambiais.
      Não há crise e explosão de preços do petróleo.
      Não há (por enquanto) crise mundial.
      (…)
      Por que a insanidade de desvalorizar o Real?

      PS-Os maiores,e talvez únicos,
      beneficiados dessa desvalorização
      cambial insana,são os megaempresários
      exportadores (os Joelseys da vida…).

      PS2-Por falar em Joelsey Batista,o mesmo fará em 8/12,48 anos.

      48 anos,na ciência numerológica,é o 4°
      ciclo de 12 anos (48=4×12).

      Será um período,por um ano,de mega provações generalizadas.
      A hora da onça beber água.
      Quem viver verá!

      PS3-Para lembrar: o principal criminoso que gerou esses oligopólios e cartéis na economia de Sucupira,foi Lula.

  1. O conluio do boçal com o Congresso vão enterrar o país de vez com a prorrogação do Auxílio Emergencial 2021 à fora. Se a dívida pública vai explodir não interessa, o que interessa é fazer a alegria dos que vivem ou sobrevivem com muito pouco. Dívida é preocupação de gente rica.

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