Paulo Guedes disse a Bolsonaro que atos de domingo podem atrapalhar reforma

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Guedes foi franco com Bolsonaro e reprovou as manifestações

Daniela Lima
Folha/Painel

O ministro Paulo Guedes (Economia) conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre a convocação de manifestações em defesa do governo e contra o Congresso e o Supremo em meio à tramitação da reforma da Previdência. Segundo relatos feitos aos deputados, disse claramente que esse tipo de ato pode atrapalhar o projeto.

Bolsonaro teria afirmado que a mobilização “é espontânea” e que ele, pessoalmente, não tem a ver com ela. Apesar disso, a mudança de tom do presidente sobre os atos foi creditada a Guedes.

OUTRO CAMINHO – Queimadas todas as pontes institucionais com a cúpula do Congresso, dirigentes de partidos foram avisados de que a Casa Civil vai tentar impulsionar as negociações com as bancadas por meio do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE). A proposta foi recebida com ceticismo. Acordos firmados pelo Planalto com os presidentes das duas Casas não foram honrados e a sensação, hoje, é a de que o “governo não tem palavra” e vai sempre ceder à ala que desdenha da política.

A nova tentativa da Casa Civil de aproximar o governo do Parlamento integra esforço para evitar que os altos e baixos da relação do presidente Jair Bolsonaro com o Congresso firam de morte a reforma da Previdência.

MAIA E HUGO – O rompimento público de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, com o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo, apenas formaliza afastamento que já existia nos bastidores.

Aliados de Hugo dizem que Joice Hasselmann (PSL-SP) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) já haviam pedido a cabeça dele a Bolsonaro, que nunca entregou. O gesto de Maia lança nova fonte de pressão nesse sentido.

Hugo incorpora o bolsonarismo mais puro, pouco afeito à negociação política e com queda à crítica generalizada do Congresso. Por isso mesmo, apostam seus aliados, o presidente o mantém no cargo. Os dois pensariam da mesma maneira.

14 thoughts on “Paulo Guedes disse a Bolsonaro que atos de domingo podem atrapalhar reforma

  1. Paulo Guedes tem razão, essa passeata a favor do Bolsonaro pode atrapalhar a Reforma da Previdência e até a venda das estatais lucrativas, que é o sonho do Guedes, porque as deficitárias ninguém quer.

    • Respeito a tua opinião, mas depois das privatizações de portos, aeroportos, entrega da Embraer a Boeing, o decreto que está para ser aprovado entregando 100% à empresas estrangeiras o nosso espaço aéreo e, se o Guedes conseguir vender as estatais lucrativas à empresas estrangeiras, o Brasil estará no caminho para se transformar colônia de fato dos EUA.
      Quem tem noção do que é uma nação sabe que, se todas as empresa estratégicas estivem nas mãos de multinacionais, não haverá mais segurança Nacional. Pense nisso.

  2. O vetor central da crise é Paulo Guedes com sua politica econômica. Não sabe o que fazer. Se a “reforma” da previdência passa como quer o país vai virar de cabeça para baixo.

    Patrimônio do país são ao Ativos (tudo que o país possui) menos os Passivos (tudo que o país deve).

    Guedes quer reduzir os Ativos a zero, vendendo todas as empresas.

    Portanto, o patrimônio do país será igual ou menor que zero e para aumentar os Ativos terá que aumentar ainda mais os impostos para cobrir mais despesas.

    No Passivo temos a maior parte direcionada para o pagamento da dívida – 51% (grande parte direcionada ao Mercado/ Banqueiros – onde Guedes e sua turma direcionada para seu ministério e nos controles do BNDES e Banco Central).

  3. O medo é que porque, todos sabem no que vai dar as tais “manifestações”, fiasco total, coisa só de militares politiqueiros rabo$ preso$,, milicianos, evangélicos e mamadores do erário, fanáticos, a menos que o país tenha de fato virado um hospício.

  4. JOSÉ SIMÃO, DA FOLHA DE SÃO PAULO, OUTROS JORNAIS, BAND NEWS, SOBRE O MOVIMENTO PRÓ-BOLSONARO DIA 26:
    – Eu vou, mas só se o Queiroz passar aqui para me levar;
    – Eu vo MITO.

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