Paulo Guedes pediu demissão, mas Bolsonaro ainda tenta convencê-lo a ficar no governo

Bolsonaro quer romper o teto de gastos e Guedes se recusa

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu demissão do cargo a presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito na quinta-feira (21/10) durante uma pesada discussão entre o ministro e o presidente. Guedes falou muitos tons acima do normal e disse que não aceitaria as manobras feitas pelo governo, à sua revelia, para furar o teto de gastos a fim de bancar o Auxílio Brasil de R$ 400.

O pedido de demissão de Guedes foi confirmado por quatro interlocutores ouvidos pelo Blog. Foi feito logo depois de o ministro ser comunicado por quatro auxiliares de que não ficariam no governo diante da farra fiscal para tentar reeleger Bolsonaro.

NOVA DEBANDADA – Deixaram o Ministério o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Guedes está se sentido desmoralizado, segundo amigos próximos. Não está descartada que a sua demissão seja formalizada nesta sexta-feira (22/10) ou ao longo da próxima semana. O ministro diz que chegou ao limite, pois as mudanças propostas pelo governo para o teto de gastos são inaceitáveis.

A situação está tão tensa no Ministério da Economia, que nem a agenda de Guedes foi divulgada. A única informação é de que ele está em compromissos internos.

DIFÍCIL SUBSTITUIR – Interlocutores de Bolsonaro estão sondando nomes para o lugar de Guedes, caso a demissão seja confirmada. No Ministério da Economia, pouca gente acredita que um nome de peso aceite assumir o comando da política econômica com Bolsonaro enlouquecido com a reeleição.

Para se ter uma ideia da desconfiança em relação ao governo, o ministro Paulo Guedes, inclusive, está com dificuldades para preencher os quatro postos abertos em sua equipe.

12 thoughts on “Paulo Guedes pediu demissão, mas Bolsonaro ainda tenta convencê-lo a ficar no governo

  1. De longa data venho afirmando aqui na TI que a validade do Posto Ypiranga é até 31/12 deste ano.
    Paulo Guedes será o bode expiatório para o fracasso da economia.
    Inflação, dólar, combustíveis, tudo será culpa dele.
    Bolsonaro não percebeu que não conseguirá enganar a todos por mais tempo.

  2. 1ro passo URGENTE para começarmos a sair desse caos – TIRAR O BOZO DO PODER IMEDIATAMENTE!
    2do passo- Assume o General Mourão
    3ro passo – Presidente Mourão convoca o Meirelles (ou alguém de nivel semelhante ao dele) para começar a tentar colocar o minimo de ordem no caos.
    Não vejo outra saida. Não vai dar para suportar Bolsonaro até o fim do mandato dele. Não há a minima chance de recuperação. Já há milhões buscando comida no lixo. Agora já está estourando nos bolsos das elites, nossos ativos vão virar pó. GOVERNO BOZO ESTÁ INSUSTENTÁVEL!

  3. Eu tinha certeza que isso iria acontecer. Nenhum ser humano normal aguenta conviver com o boçal. Ele é completamente idiota. Espero que todos os outros componentes inteligentes desse governo peçam o boné. A família é toda anormal. O Lula podia ter todos os defeitos do mundo mas, no seu governo, a povo vivia em paz e a reputação internacional do Brasil era excelente.

  4. Mais um gráfico que coloca em xeque a narrativa dominante da Nova República. Embora todos os presidentes desde 1985 tenham declarado a prioridade de combater “desigualdades e privilégios” – afirmando, assim, implicitamente, que seus antecessores haviam feito nada mais do que criar desigualdades e privilégios -, a verdade é que a Nova República, desde o seu início, criou uma estrutura tributária de Imposto de Renda mais regressiva até que a da República Velha. Se comparar então com os governos “populistas” (Getúlio, JK e Jango) e com os governos militares “fazer o bolo crescer para depois dividir”, incluindo até mesmo o do Dutra (!), a situação fica muito feia para a Nova República.

    Em vista do que foi feito desde o início do governo Sarney, entende-se o motivo da pressa das oligarquias civis pela “redemocratização”. O objetivo não era a democracia, mas a cleptocracia (governo dos ladrões) e a mitocracia (governo da mentira), plenamente alcançadas. Não surpreende que tudo isso tenha resultado em um presidente “mito” e sabe-se lá no que ainda vai resultar. A Nova República inteira é uma “fake news”. Ela é, de forma potencializada, tudo o que seus arautos acusavam os governos anteriores de serem.
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  5. A mesmíssima corja de malfeitores que vivia gritando “a economia a gente vê depois”, comemora a crise provocada pelos criminosos lockdowns, comandados por bandidos sem nenhum compromisso com o povo mais humilde.

    Paulo Guedes, ao contrário do que afirma o jornalismo de aluguel do crime organizado, não está demissionário. Que nojo!

  6. Deu no Diário do Poder.

    O governo federal agiu rápido e debelou a “crise”, confirmando a permanência de Paulo Guedes no Ministério da Economia e convidando os substitutos de dois servidores de terceiro escalão que se demitiram e foram acompanhados pelos respectivos adjuntos.

    Foram convidados Estevan Colnago, para ocupar a Secretaria de Tesouro e Orçamento, a quem caberá escolher o Secretário do Tesouro Nacional. Ele substituirá a Bruno Funchal.

    Nos bastidores, há a informação de que Adolfo Sachsida foi convidado para assumir esse posto.

    O presidente Jair Bolsonaro chegou às 14h30 desta sexta-feira (22) ao Ministério da Economia, como sinal de prestígio a Guedes e para reafirmar seu compromisso de preservar o princípio constitucional do teto de gastos.

    Tanto Colnago quanto Sachsida já integravam a equipe do ministro Paulo Guedes.

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