Paulo Paim tem excelentes projetos para a Previdência. Por que o governo e o PT não os aceitam?

Sérgio Oliveira

Desde 2003 o governo federal é comandado por petistas, sendo o senador Paulo Paim do mesmo partido. Por que Lula, antes, não mandou, e Dilma, agora, não manda a base governista aprovar os projetos de Paim no Congresso? Não concordam com os projetos? Óbvio que não, pois, caso contrário, eles, no poder, já teriam implantado aquilo que o senador apresenta nos seus projetos.

Em 2003, o governo Lula apresentou uma reforma da Previdência. Paulo Paim informou que, quando o projeto chegasse ao Senado, apresentaria quatro alterações. Foi contestado pelo, a época, poderoso chefe da Casa Civil, José Dirceu (de antes do mensalão), que disse que Paim não falava pela bancada e nem em nome do governo; pela bancada quem poderia falar era o senador Tião Viana; em nome do governo quem deveria falar era Aloizio Mercadante, ao passo que em nome do senado era José Sarney.

Em abril de 2008, Luiz Marinho, do PT, então ministro da Previdência, “insinuou que o Senado agiu de má-fé, ao aprovar projeto de lei que acaba com o fator previdenciário (idealizado no governo FHC por Solange Paiva Vieira que, depois, foi presidente da ANAC no governo Lula, tendo saído, ao que consta, em março de 2011, no governo Dilma) e estabelece que todas as aposentadorias sejam reajustadas pelo mesmo critério de aumento do salário mínimo”.

O ministro do planejamento, Paulo Bernardo, disse no dia 14.04.2008, depois de reunir-se com prefeitos do PT em Brasília, que seria irresponsável repassar para todas as faixas de benefícios do INSS o percentual de aumento do salário mínimo. “Isso prejudicaria a política de aumento do salário mínimo. É insustentável”, declarou.

No dia 20.07.2010 o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou a indexação dos benefícios previdenciários do INSS ao aumento do salário mínimo, conforme proposto em emenda do senador Paim. “Não sou adepto dessa medida”, criticou Bernardo. “Vou conversar com o presidente ainda, quem tem a caneta e o poder na hora de sancionar ou vetar é o presidente, mas vamos ponderar essas coisas com ele”, disse o ministro, após participar de solenidade no Palácio do Itamaraty.

Como podemos notar, faz tempo que Paulo Paim é desautorizado por seu partido e pelos governos do PT.

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PREVIDÊNCIA É SUPERAVITÁRIA

Segundo a Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil, a Seguridade Social (Assistência Social, Previdência Social e Saúde) em 2011, novamente, foi superavitária: R$ 77,193 bilhões (em 2010: R$ 56,675 bilhões; em 2009: R$ 32,660 bilhões; em 2008: R$ 64,701 bilhões; nos anos anteriores também ocorreu superávit).

“Mas não podemos conceder aumento igual aos aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo, sob pena de quebrar a Previdência Social”, é o papo furado faz algum tempo.

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4 thoughts on “Paulo Paim tem excelentes projetos para a Previdência. Por que o governo e o PT não os aceitam?

  1. Venho lutando desde o ano de 2003 como aposentado, hoje pesquisando encontrei esse artigo publicado em 24 de junho de 2012, pederia autorização para colocar no facebook na parte de aposentados e pensionista, estou encaminhando minha carta que enviei ao senador Paulo Paim, desde já meu muito obrigado pela atenção.abraço Adolpho Adduci.
    Taquaritinga, 14 de maio de 2013.
    Sua Excelência Senador Paulo Paim.
    Desde o dia 24 de março de 2003 venho acompanhando a sua luta em defesa dos aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo, já elogiei como também critiquei não só em e-mails como também em diversos sites: Claudio Humberto, Velhos Amigos, Congresso em Foco e na face book, não tem sido fácil eu compreendo muito bem essa luta em um partido que antes de assumir o poder e quando candidato nas eleições como fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que iria devolver a dignidade aos velhos de cabelos brancos e nada fez em seus oito anos de governo, a presidente Dilma quando em campanha no dia 21 de outubro de 2010 no comício na Cidade de Caxias do Sul/RS ao seu lado e do próprio presidente Lula, presidente da Cobap Warley Martins e presidentes das Federações entregaram em momento histórico uma carta de reivindicações a candidata Dilma Rousseff uma politica permanente de valorização de reajuste das aposentadorias pensões baseados no INPC acrescido do PIB, o fim do fator previdenciário, recuperação das aposentadorias e outros itens polêmicos batalhados pela categoria no governo Lula, ao lado de vocês Dilma disse o que eu prometo, eu vou cumprir. Por isso precisamos sentar junto com a Cobap para avaliarmos as propostas desta carta, afirmou Dilma Rousseff que até o presente só ficou na promessa.
    Em 14 de Março de 2011, V.Excia depois de anunciar como dissidente e alardear que votaria a favor do salário mínimo de R$560, o senhor mudou de opinião após se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, o senhor disse o seguinte: Em vez de recriminações, diz que só vê motivos para comemorar a decisão decorrente da sua conversa com a presidente, a quem trata como uma amiga de muito tempo, a quem atribui o mérito de tê-lo levado, há cerca de 30 anos, para a vida sindical, eu trabalhava na forjaria Tramontina, em Canoas, e ela e o então marido Carlos Araújo, ai faziam militância e foram eles que me convenceram a disputar o sindicato dos metalúrgicos. Senador, contudo isso que expus a V.Excia porque então os seus projetos estão na gaveta da câmara federal há tanto tempo para serem votados como também os vetos do Luiz Inácio e da Dilma até agora só promessa e a palavra da presidente uma grande mentira desde Caxias do Sul.
    Semana passada li no site da Cobap o seguinte: Revolta, Indignação, Decepção e desesperança a Cobap não foi chamada na reunião com as centrais sindicais e o ministro-chefe da Secretária Geral da Presidência Gilberto Carvalho, revelou que as novas negociações não inclui o fim do fator previdenciário e nem mesmo o reajuste acima da inflação para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo.
    Vendo os meus benefícios anualmente descendo ladeira abaixo depois de ter contribuído muitos anos com vinte salários mínimos e quando me aposentei em 1997 contribuía com quase 10 salários mínimo e hoje estou com 2.1/2 s.m. com a manutenção de Casa, Planos de Saúde e compra de remédios depois de exercer em diversas firmas cargos de importância hoje com 73 anos estou trabalhando como continuo em uma seguradora em minha cidade para ganhar um salário mínimo para compor as minhas despesas que tenho mensalmente.
    Agora eu pergunto a V.Excia qual o motivo que o partido dos trabalhadores e o ex-presidente Lula e agora a presidente Dilma não querem aprovar seus projetos isso não faz parte de uma discriminação aos Velhos de Cabelos Brancos, estive na Cidade de Catanduva participando do manifesto onde V.Excia estava presente, aproveito para encaminhar o que escrevi e coloquei no face book como segue:
    Como aposentado eu não poderia deixar de comparecer no manifesto na Cidade de Catanduva para participar desse manifesto realizado pela FAPESP e COBAP cerca de 3.000 aposentados e trabalhadores participaram de um histórico manifesto de rua. Mais de 40 ônibus trouxeram caravanas de municípios paulistas. Também vieram dirigentes de diversos estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Paraná. Os manifestantes tomaram as ruas centrais da cidade, recebendo aplausos da população. Em praça pública, embaixo de sol escaldante, também foi realizado um Ato Ecumênico. O bispo da Diocese de Catanduva, Dom Otacílio pegou pesado na fala, dizendo que os corruptos deveriam estar presos, pois roubam o dinheiro suado dos aposentados. “Um País só será uma nação, uma pátria de verdade, quando efetivamente respeitar os seus ‘cabeças prateadas’, os seus aposentados e pensionistas, os seus idosos, os seus velhos. Eles deram suas vidas para construir o Brasil. E isso, chama-se amor, dignidade e sabedoria. Sou grato por tudo que aprendi e continuo aprendendo com eles. Por isso, sempre, sempre, sempre estarei na luta defendo as suas causas, os seus direitos, os seus sonhos”, disse o senador Paulo Paim, encerrando o manifesto em grande estilo: Comentários: Gostaria que V.Excia entrasse no Face book na seção Aposentados para lê todos os comentários.
    Peço a V.Excia encaminhasse uma copia dessa minha carta a Presidente Dilma para que ela tome conhecimento dos comentários dos aposentados, hoje por sinal o ex-presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (13) que seu maior legado enquanto presidente da República foi permitir que o Palácio do Planalto fosse uma casa “de todos”, eu completo a frase dizendo menos dos aposentados e pensionistas do INSS por má vontade em cumprir o que prometeu em campanha.
    Desde já agradeço a atenção de V.Excia para o assunto acima e como em todas as suas correspondências sita à frase de Santo Agostinho “Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer”.
    Atenciosamente
    Adolpho Adduci

  2. Uma vergonha! O Senador Paulo Paim fez como fazem os caramujos. Escondeu-se no casco! Acompanha, sem dúvida, os passos do seu partido PT. Perdeu-se pela linha de fundo. Não há mais moral política neste País. Está difícil voltar acreditar em políticos brasileiros. Não existe mais Congresso Nacional. O que existe, de fato, é uma cooperativa de deputados e senadores, buscando resultados voltados para interesses próprios. O povo que se lixe! O neoliberalismo tomou conta, por força das exigências do Banco Mundial e FMI, as obrigações sociais deste governico do PT deixaram de existir. Adeus Previdência! Esses merdas que prometiam resolver a parte social dos brasileiros entregaram-se aos americanos, cumprindo à risca as suas determinações. Tudo deve ser privatizado… não para o bem do Brasil e dos brasileiros e, sim, para o bem daqueles exploradores das Nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento.

  3. Diz o ditado: ” os incomodados que se mudem”. Isto posto, senhor articulista, revela-se-nos equivocada a pergunta-título.
    O correto seria perguntar porque ele não sai…

    Saudações,

    Carlos Cazé.

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