Pedindo desculpas aos leitores e a Helio Fernandes

Carlos Newton

Tenho errado muito aqui no Blog, não só em meus textos, mas especialmente ao digitar a coluna do Helio Fernandes, que ele me manda diariamente por fax. Sou péssimo digitador, uso apenas os dois dedos indicadores, tenho de olhar sempre para o teclado, um horror.

Hoje cometi dois erros desclassificantes. Helio escreveu “não vou me enganar nem vou me engalanar, que palavra“. Saiu assim: “Não vou em enganar nem vou me enganar, que palavra“.

Em outro ponto do artigo, “corre em segredo de Justiça” saiu “como em segredo de Justiça”.

Helio Fernandes, decididamente, não merece um digitador como eu. Mas não temos outros e eu peço desculpas antecipadas também pelos erros que ainda virão.

Aproveito para dar destaque a um comentário do grande advogado Jorge Béja, que mostra bem a importância de Helio Fernandes nesse país sem memória. Vejam que belo texto Béja compõs:

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NA INAUGURAÇÃO DO CENTRO CULTURAL

Jorge Béja

Querido e respeitabilíssimo Dr. Helio Fernandes. Naquele dia, quando houve a sessão de inauguração do Centro Cultural da Justiça Federal, tive a honra de me sentar ao lado do senhor. Chegamos juntos, mais o notável advogado Hélio Rocha. Juntou-se a nós o Eminente e saudoso Dr. Evandro Lins e Silva.

Conversamos no saguão do prédio. Depois, todos subimos as históricas escadas do prédio do antigo Supremo Tribunal Federal (Av. Rio Branco, 241) e no auditório nos sentamos juntos, na mesma fileira e pela ordem: Evandro Lins e Silva, Hélio Fernandes, eu próprio, Hélio Rocha e, no banco à frente, a então juíza (hoje desembargadora) Salete Polita Maccalóz.

Conversamos muito, antes do início da sessão. Foi nesse dia que a doutora Salete conheceu o senhor pessoalmente e disse sentir-se encantada. A mesa anunciou sua presença e o convidou para nela ter assento, o senhor agradeceu e preferiu ficar na plateia.

Na mesa estava o então presidente da CEF (Caixa Econômica Federal) e naquela semana o senhor escrevia contra o ocultamento, pela CEF, da cópia do bilhete em que os apostadores (ou apostador) acertaram (ou acertou) os 13 pontos na loteria esportiva. Seus seguidos artigos cobravam que a CEF mostrasse a cópia do bilhete, pois isso não possibilitava a identificação do acertador, mas apenas o estado, a cidade, o agente lotérico, o dia e a hora em que a aposta foi feita.

O senhor ofereceu a primeira página da Tribuna da Imprensa para a CEF se defender e/ou publicar a cópia do jogo, para que não pairasse a menor suspeita quanto à lealdade e lisura desta modalidade de jogo. Pois é, querido dr. Hélio Fernandes, lá se vão anos e anos e até hoje a CEF continua a mesma e não divulga nada.

Reparei que durante toda aquela sessão de inauguração do Centro Cultural da Justiça Federal o presidente da CEF evitou cruzar o olhar com o do senhor. Até no momento dos cumprimentos o tal presidente (me esqueço o nome) deixou a fila para não dar de frente com o senhor, que, como sempre, estava coberto de razão. Sou testemunha. Eu estava lá. Com toda reverência e também sempre encantado com o senhor.

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20 thoughts on “Pedindo desculpas aos leitores e a Helio Fernandes

  1. Carlos não se preocupe meu amigo.

    Você o Helio e demais colaboradores, nos presenteiam diariamente com seus textos maravilhosos. Não exigimos nada, apenas que continuem nos presenteando.

    Abraços,

    Celso Fantini

  2. Caro Newton,
    Na verdade a maioria de nós deve desculpas a ti quando não respeitamos devidamente o teu trabalho como mediador deste blog incomparável.
    Certamente temos idéia do esforço que fazes para colocá-lo à nossa disposição, tanto com os artigos do Hélio quando dos demais colaboradores, então, por favor, a mim não me deves vênia alguma, ao contrário.
    Um forte abraço, meu caro.

  3. Prezado editor,
    Lula com nove dedos fez muito mais merd…fez muito mais cag…pior são os deficientes mentais dos zumbis soviéticos (Santayana e Boff) que aqui postam.
    Da minha parte não tenho motivos para queixas.
    Hélio Fernandes e Carlos Newton são tijolos e cimento que fazem a grande muralha que representa a Tribuna da Imprensa.( incluo Millôr – in memoria – sempre tão presente com grandeza caustica e definitiva).

  4. Não há quem supere o jornalista Carlos Newton num conjunto de qualidades como honradez, competência, humildade e constante disposição de ser útil. Mas Hélio Fernandes — na grandeza de uma vida exemplar — bem merece apoio de tamanho desvelo e altitude.

  5. O ditado diz: “erra quem faz”. Quem fica só na vontade e deixa o “bonde” passar perde a oportunidade de acertar. Você,Carlos Newton, tem muito mais acertos nos seus textos na Tribuna do glorioso Hélio e pegou o “bonde” correto. Só falta colocar em algum lugar a sua foto, visto que no google imagem não consigo encontrá-lo (rsrsr).

  6. Atire a Primeira Pedra

    By Exaltasamba

    Quem nunca errou , atire a primeira pedra .
    Eu errei ,
    não posso errar ?

    Atire a primeira pedra
    quem nunca beijou outra boca e se arrependeu.
    Eu sei que fiz coisa errada, mas na madrugada a empolgação me envolveu.
    Vacilação acontece, desculpa amor,
    por favor não se estresse.
    Não sei por que tanta magoa, se não pega nada um beijinho de leve.

    Tanto problema, a semana inteira
    final de semana eu quero voar.
    Eu sei que não sou perfeito, mas não é defeito gostar tanto assim de beijar.
    Vacilação acontece, desculpa amor,
    por favor não se estresse.
    Não sei por que tanta magoa, se não pega nada um beijinho de leve.

    Pega nada não, não, não.

    Foi mancada amor, mas juro foi sem querer.
    Eu nunca vou fazer nada pra te perder.
    Deixa pra lá, o que passou passou vem cá,
    vamos volta, eu vou tentar não vacilar. (x2)

  7. Certas vezes discordo de alguns artigos, mais nem por isso deixo de dizer que graças a Helio Fernades e a voce Carlos Newton, continuamos a ter o prazer de ler A TRIBUNA DA IMPRENSA, a unica nesse mundo jornalistico mundial que continua fazendo historia ,apesar de serem massagrados economicamente a mais de 30 anos. Obrigado CARLOS NEWTON pela sua sinceridade. Continue errando. Voce nem imagina o quanto voce faz a diferença.

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