Pedro Bó está na moda

Tostão (O Tempo, de Belo Horizonte)

Nos quatro amistosos, apesar de avançar a marcação e deixar muitos espaços na defesa, a seleção evoluiu mais na parte tática, coletiva, que na individual.

Do badalado quarteto ofensivo, formado por Neymar, Ganso, Lucas e Damião, escalado pela maioria, antes dos amistosos, para a Olimpíada, e até para a Copa, apenas Neymar, obviamente, mesmo jogando muito menos do que pode, tem lugar garantido. Ganso, sem atuar, perdeu pontos. Damião e Lucas não foram bem. Oscar é, agora, o preferido.

Na Eurocopa, predominam o jogo coletivo, as trocas de passes e o futebol compacto. Os dribles são poucos. A maioria das equipes tem um jogador ofensivo de cada lado. Vários times brasileiros e a seleção atuam desta forma.

Contra a Argentina, Mano Menezes deixou Neymar mais livre, como um segundo atacante, como no Santos. Hulk e Oscar não tinham também posições fixas. O time deixou de ter a rigidez tática dos outros jogos, um problema nas seleções da Eurocopa.

Espanha e França dominaram as partidas, mas tiveram muitas dificuldades para vencer a marcação de oito jogadores em frente à área de Itália e Inglaterra.

A Espanha jogou com dois volantes e quatro meias, sem centroavante. Quando entrou Fernando Torres, ele, confuso como sempre, perdeu dois gols.

O ideal para qualquer equipe não é ter um típico centroavante nem jogar sem centroavante. É ter um atacante mais à frente, que faça gols e que saia da área para trocar passes e abrir espaços para os meias entrarem. O Brasil não tem esse grande centroavante, para o nível de uma seleção. O melhor, com essas características, é Vágner Love.

A dificuldade de a Espanha fazer gols já existia na Copa de 2010, atenuada por David Villa, que jogava mais pelo lado, mas fazia gols. Além disso, o time atual e o da Copa de 2010 jogam com dois volantes (Busquets e Xabi Alonso), mais o volante-meia Xavi. Na Eurocopa de 2008, o melhor momento da Espanha nos últimos anos, o time atuava com Xavi e mais um volante (Marcos Senna), como o Barcelona. Assim, a equipe tem mais um jogador perto do gol.

Neste meio de semana, teremos vários jogos decisivos pela Copa do Brasil e pela Libertadores. Os motivadores, com suas óbvias e valorizadas palestras de autoajuda, gostam de dizer que não vão ganhar os melhores, e sim os que vão jogar melhor. Sábias palavras. Pedro Bó, personagem de Chico Anysio, que só perguntava e falava coisas óbvias, continua na moda.

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BOM INÍCIO

Atlético e Cruzeiro começaram bem o Brasileirão. Réver e Fábio são os dois grandes destaques. Os dois têm condições de atuar na seleção brasileira. Ronaldinho atuou bem contra o Palmeiras, como fez no Flamengo e no Milan. A imprensa e o torcedor do Galo gostaram de sua estreia. Mas, se ele jogar da mesma forma, e o Atlético perder, ainda mais se não estiver bem na tabela, vão dizer que ele jogou muito mal. É o que acontecia no Flamengo.

O Cruzeiro, mesmo sem jogar bem, ganhou mais uma. Celso Roth já organizou o time, principalmente a defesa. Apesar de ser rápido, de atacar e de defender pela direita, achei fraca a atuação de Fabinho. Ainda é cedo. No Guarani, fez um bom Campeonato Paulista.

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