Pela frente, o PT mantém apoio ao governado Agnelo Queiroz, mas por trás… .

Carlos Newton

A política é cheia de dissimulações e jogos de cena, uma atividade verdadeiramente teatral. Vejamos, por exemplo, o caso do governo de Brasília, que é hoje um dos problemas mais delicados do PT.

Depois de uma audiência no palácio do Buriti, em Brasília, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, manifestou apoio do partido do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). “Não há indícios de comprometimento do governo e do governador Agnelo com esse delinquente”, afirmou, referindo-se ao empresário Carlos Augusto Cachoeira.

Falcão, que sempre fala mais do que deve, disse que Agnelo “pegou um governo totalmente sucateado e minado pela corrupção. O governador vem tomando atitudes para colocar a casa em ordem. Por isso tem sido combatido. Não há crise política no governo do DF. Não temos nenhum temor de que essa investigação vá implicar o governador”.

Ele negou que a direção nacional do PT tenha abandonado Agnelo. “Li numa publicação semanal que eu viria aqui para pedir a renúncia do governador. Isso não passa de um boato sem o menor fundamento. Ao contrário, queremos que ele continue andando bem”, disse o dirigente petista.

Bem, esta é a versão oficial. Mas a versão verdadeira é bem outra. Em Brasília, todos sabem que Agnelo Queiroz é considerado um estranho no ninho do PT. Era do PCdoB e entrou no PT para sair candidato e ganhar o governo de Brasília.

Desde os tempos de PCdoB, quando era diretor da Anvisa e depois ministro do Esporte, Agnelo Queiroz já era alvejado por uma saraivada de denúncias de corrupção, que prosseguiram em sua gestão no governo do DF, a ponto de o PT fazer uma “intervenção branca” na administração da capital. Ele foi obrigado a nomear para a Chefia da Casa Civil um ex-assessor do Palácio do Planalto, que hoje é o verdadeiro governador do Distrito Federal.

Agnelo Queiroz só faz de conta que continua mandando. É igual a técnico de futebol, quando está “prestigiado” pela diretoria do clube.

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