Pente-fino da Receita que mira Gilmar selecionou outros 134 agentes públicos

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Gilmar e Guiomar foram flagrados em movimentação atípica

Fabio Serapião e Adriana Fernandes
Estadão

A força-tarefa criada pela Receita Federal para mapear agentes públicos com indícios de irregularidades tributárias selecionou 134 pessoas de um universo de 800 mil. O trabalho foi desenvolvido pela Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes Tributárias (EEP Fraude).

A criação do grupo foi revelada pelo Estado em maio de 2018. O grupo, diz a nota em que a equipe apresentou seus resultados, procurou identificar agentes públicos de todas as esferas de poder cujos dados tributários apontassem para a possibilidade de crimes tributários e correlatos, como lavagem de dinheiro e corrupção. Um dos selecionados foi o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

TUDO EM SIGILO – Os nomes de todos citados são mantidos em sigilo e não há informações se foram instauradas investigações formais para cada caso.

“Não existe foro privilegiado na Receita Federal”, afirmou à época da criação do grupo o subsecretário de Fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins. Segundo ele, o trabalho do grupo visava utilizar a experiência acumulada na atuação conjunta com PF e MPF em grandes operações para fortalecer o trabalho de fiscalização tributária.

Para esse objetivo, explica a nota, o Fisco desenvolveu uma metodologia que, além da pessoa física alvo, mira pessoas relacionadas em 1º e 2º grau (cônjuge, dependentes e empregados), sócios relacionados a pessoas com ligação em 1º e 2º grau e empresas associadas a essas pessoas.

O CASO GILMAR – Foi exatamente o que aconteceu no caso no ministro Gilmar Mendes. Ao comparar as declarações de sua esposa, Guiomar Feitosa, e do escritório onde ele trabalha, a Receita encontrou discrepâncias entre valores declarados.

Assinada por dois auditores fiscais, a nota explica que nem todos 134 contribuintes selecionados cometeram crimes irregularidades tributárias e, em alguns casos, mesmo com irregularidade tributária não existe necessidade de uma representação para fins penais. Esse tipo de representação é feita à PF e ao MPF quando os auditores encontram, além de problemas de ordem tributárias, indícios de outros crimes como lavagem de dinheiro.

“É certo que cada situação analisada pode ter uma situação particular, não havendo uma fórmula única nem um conjunto de indícios determinados para decidir-se pela abertura de um procedimento fiscal. A metodologia ora apresentada visou a identificação de indícios, que não prescindem de um aprofundamento em Âmbito regional, ainda em sede de programação”, diz trecho da nota.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, isso significa que Gilmar Mendes não está sendo perseguido; simplesmente foi flagrado junto com outras 134 autoridades que apresentam movimentação financeira atípica, que é sinônimo de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele pode espernear à vontade, mas não adianta nada. Vai acabar sendo estraçalhado pela máquina, que não funciona mais a seu favor. (C.N.)

18 thoughts on “Pente-fino da Receita que mira Gilmar selecionou outros 134 agentes públicos

      • “Sergio Moro se recusou a responder questionamento sobre a presença de representantes da Taurus no Ministério da Justiça antes da edição do decreto que flexibilizou as regras para posse de armas, informa a Folha. O questionamento foi feito pelo PSOL, que pediu as informações em 18 de janeiro com base na Lei de Acesso à Informação.”

        -Caro Lance, as empresas de armas são empresas legais.
        -Além disso, o projeto de rearmamento já era defendido pelo Bolsonaro antes mesmo que ele fosse candidato e também antes do Moro se tornasse juiz em Curitiba.
        Portanto, não precisaria da ajuda do Moro para fazer alguma coisa “rodar”.

        -A Dilma não recebeu o MST no Planalto?
        -O Ministro da Justiça, Torquato Jardim, não recebeu os parentes do traficante Marcinho VP, que protestaram contra a falta de sexo nos presídios diretamente a ele?
        -E veja quem é o pai da figura: o PSOL, o partido eterno defensor de bandido e que defende que os seus invasores de propriedades não sejam recebidos à bala!
        -Portanto, meu caro “pelo dedo se conhece o gigante”!
        Abraços.

        https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/deputado-federal-levou-parentes-do-traficante-marcinho-vp-para-audiencia-com-ministro-da-justica.ghtml

  1. “DEUS DÁ O SACO, O DIABO VEM E ROUBA A FARINHA.” O meu velho e saudoso pai repetiu isso a vida inteira, durante 82 anos, e ele sabia o que estava falando, sabia das coisas. Daí a impressão de que Deus é mesmo brasileiro, tanto é que contemplou o Brasil com riquezas naturais quase que infinitas, mas daí, o Diabo, que a tudo espreita o tempo todo, tratou de estabelecer aqui uma classe política horrorosa, mesquinha, pobre de espírito, sem desprendimento, mentalidade pequena, tacanha, provinciana, egoísta, que só consegue enxergar o aqui e agora e a possibilidade de levar o máximo de vantagem em tudo o tempo todo, à moda chegou a nossa vez de levar vantagem, ou meter a mão na massa, infiltrada em todas as instituições, daí o fracasso retumbante do Brasil enquanto nação e civilização, incapaz de se deslocar e evoluir do Quinto dos Infernos para o primeiro mundo. E não é por falta de Estadistas, visionários, desprendidos, pois eles até que existem por aqui tb, por incrível que pareça, mas o problema reside na cabeça da turma do Capeta que rouba a farinha do saco e faz tudo parecer farinha do mesmo saco, ou sacos da mesma farinha, confundem o cenário, desnorteiam a cabeça do povo, à direita, à esquerda e ao centro, e não deixam surgir o novo de verdade, compatível com a grandeza do Brasil, mas nem no pau, Juvenal. Ficam ai, na moita, a vida inteira, até morrerem de velhos, em estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por dinheiro, poder, vantagem e privilégios, sem limite$, à moda tudo de bom para elle$ e o resto que se dane, o país e a população que morram à mingua, não fazem o que tem que ser feito, não deixam ninguém fazer, e nem desocupam a moita, e pior de tudo: armados até o dentes. https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2019/02/14/enterrado-vivo-bebianno-vira-uma-assombracao/?fbclid=IwAR08KE9lxHfSWIBAjeRTtG3vKGGSx4TdAELpeAW5_f_3Toh4RpRGgVv00X8

    • -Finalmente a corrução foi caracterizada, apontada, grifada, frisada, notada, assinalada, apresentada, exposta, exibida, ostentada, retratada e mostrada no Supremo Tribunal Federal.
      -E, desta fez, José Eduardo Cardozo não será o Ministro da Justiça…

  2. KKK. Gilmar se sentará na frente de um ou dois auditores, para explicar, ou tentar explicar as discrepâncias. Como não tem documentação idônea, será autuado a 100% da diferença na apuração! Terá que desembolsar a grana, ou abrir-se-á um processo administrativo, para fins de execução via Procuradoria da Fazenda Nacional, e então será executado por um juíz de primeira instância!!!! KKKK Isso aconteceu com renan alguns anos atrás…

  3. Ainda estou aguardando o mesmo tratamento dado ao caso Flavio Bolsonaro, não vi dados do coaf, nem valores movimentado, quantos saques fez, imoveis declarados e a defesa do fim do foro, que gilmar seja investigado e julgado no 1º grau, como qualquer mortal. Afinal, queremos ou não o fim do foro privilegiado?

  4. “No final da tarde de sexta-feira 9, dez minutos depois de ter protocolado o pedido de CPI para investigar as ações dos tribunais superiores do Poder Judiciário, conhecida como CPI Lava Toga, o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) surpreendeu-se com a visita em seu gabinete de uma funcionária da assessoria legislativa do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A servidora foi rápida e apenas lhe pediu a relação dos nomes dos 27 senadores que assinaram o requerimento em apoio à CPI. O senador, certo de que aquela era uma informação pública, entregou a lista.

    Na segunda-feira 11, três dos senadores – Tasso Jereissati (PSDB-CE), Kátia Abreu (DEM-TO) e Eduardo Gomes (MDB-TO) – retiraram as assinaturas. Sem o apoio mínimo necessário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), arquivou o pedido. Para o senador, ficou claro que, de posse da lista, o STF começou a trabalhar para esvaziá-la. “Foi um movimento espantoso”, surpreende-se Alessandro Vieira, delegado de polícia em sua primeira experiência como parlamentar. “Para mim, foi uma ação política, que nada tem a ver com o que eu, pelo menos, esperava da ação institucional de um Poder na sua relação com outro Poder”, avalia o senador à ISTOÉ.”
    (…)
    https://istoe.com.br/o-supremo-se-arma/

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