Perigosa época mundial, obscura e ameaçadora

Welinton Naveira e Silva

Lá no primeiro mundo, a devastadora crise do capitalismo prossegue, desde 2008, fazendo milhares de desempregados, inclusive, grandes demissões de funcionários públicos, reduções nos salários de aposentados e de trabalhadores que conseguiram manter-se em seus empregos. Em paralelo a essa infernal crise mundial, surgem distúrbios, depredações, vandalismos e violentas revoltas em diversos países, especialmente no Oriente Médio, com impudente e inofensivo nome de “primavera árabe”. É muito sadismo.

Apesar de toda a grande crise mundial, aqui no Brasil, graças as políticas de Lula/PT e de Dilma/PT, estamos indo em frente, com os mais baixos índices mundiais de desemprego. A inflação que andou dando sinais, já está controlada. Apesar disso, continuam as manifestações de ruas que surgiram num passe de mágica, simultaneamente por todo o Brasil, compostas por pacíficos despolitizados jovens de classe média, mas sempre, acompanhados de grande turma de mascarados fazendo inacreditáveis badernas e vandalismos, bem debaixo do nariz da polícia, inexplicavelmente inoperante, compondo junto com a grande “mídia livre” um estranho quadro de muita tolerância diante de tamanhas bandalheiras, vandalismos e saques. Tudo muito esquisito.

ABISMO DO CAOS

Os responsáveis pelas continuadas baderna, atos de vandalismos, depredações de bancos e de concessionárias de veículos, roubos e pilhagens de lojas, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, parecem decididos a empurrar o principal eixo econômico e financeiro do Brasil, para o abismo do caos econômico. A julgar pelos atos de selvagerias apresentados, custa a acreditar em suas pregações de combate a velha grande corrupção. Não pode ser. Há algo de errado nisso.

Roubar pouco dá cadeia. Sabe-se também, que roubar muito não traz problemas algum, desde que devidamente partilhado. Por conta dessa cruel realidade do sistema capitalista, há que indagar se esses baderneiros e saqueadores de lojas, na verdade, estariam reivindicando o direito de participar (quem sabe, de continuar) na grande pilhagem dos recursos públicos e privados.

Se isso é verdade, menos mal. Fazer o quê? Afinal, já temos muitos corruptos e ladrões livres e impunes, e um pouco a mais, não vai alterar a pesada carga sobre os trabalhadores. Cínica e cruel verdade. Agora, e se isso não é verdade, mas sim, coisa muito pior? Algo do tipo trama montada e dirigida pela CIA, contando com a traição de indivíduos daqui.

Então, o nosso holocausto “primavera brasileira” está bem as nossas portas. E, caso não apareçam poderosas forças nacionalistas para dar um basta a esses covardes traidores da Pátria, em breve as cidades do Brasil podem passar a ser campo de devastadoras batalhas e destruições. E o desemprego e as selvagens violências tomarão conta da nação, e rumaremos para a tragédia que tomou conta do Iraque, Líbia, Afeganistão, Síria, Egito e outros países.

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9 thoughts on “Perigosa época mundial, obscura e ameaçadora

  1. Que há algo extremamente estranho não há dúvida. Ontem, terça-feira, 06.08.2013, o senador Jaime Campos (DEM-MT)afirmou da tribuna do senado que jovens estão treinando nos finais de semana, em várias cidades do Mato Grosso, preparando-se para participarem das manifestações de rua, especialmente no próximo 7 de setembro. E – custa-me acreditar – entre ele estariam remanescentes da guerrilha uruguaia, terroristas, e elementos oriundos das FARCS. Pediu providências à presidente.Hoje, nenhum jornal comentou o pronunciamento do senador.

  2. Sr. Wellington, ótima análise, e, os indícios de uma “primavera brasileira” estão bem à frente de nossos olhos.
    No Brasil, estamos vivendo as ações, aparentes ( as iniciais começaram no governo do FHC, que é talvez o principal articulador desse processo), daqueles que estão tentando implantar um sistema de governo, que seria o braço local de um governo mundial.
    Podemos enxergar, que algumas áreas do Pais já estão comprometidas, dentro de suas atribuições, com esse movimento. O sistema de comunicações (jornalões, TV, algumas rádios, parte da internet) , o sistema bancário, algumas áreas do sistema judiciário, algumas instituições empresariais, parte do sistema político, ainda permanecem infiltrados em algumas áreas do governo, etc.
    Os brasileiros precisam ser alertados, enxergar, e agir contra o que o que já está acontecendo.

  3. Caro Welinton,

    Não se preocupe com a “primavera brasileira”.
    Os brasileiros não têm peito para enfrentar a polícia ou as Forças Armadas, como aconteceu (e ainda acontece) no Iraque, Líbia, Afeganistão, Síria e Egito. Jamais teremos a coragem de morrer lutando feito um talibã!

    Neste país, onde A POPULAÇÃO, desarmada, FOI ADESTRADA PARA MORRER DE JOELHOS e nunca reagir, mesmo que seja diante de um PIVETE COM UM CANIVETE, basta dar um tiro de 38 para cima para todos esses revolucionários AMARELAREM…
    Por aqui vale o “nunca reaja”, pregado diariamente nos nossos telejornais.

    Até agora a polícia só ficou observando.

    Você já se esqueceu do nosso confisco da poupança?
    O que aconteceu?
    -Nada!
    Quantos reagiram nas ruas?
    -Ninguém!
    Ao contrário do que aconteceu neste país, na Argentina, quando o governo decretou o curralito, a população foi às ruas e mais de 29 pessoas morreram enfrentando fuzis!
    Aqui, no máximo, empresários falidos e cidadãos endividados ATIRARAM CONTRA A PRÓPRIA CABEÇA!

    E muito menos temos a coragem da população negra americana, que foi para as ruas depois do espancamento do baderneiro Rodney Glen King, em 1992. Na ocasião 58 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança.

    Abraços.

    PS: Quanto à origem das nossas manifestações, também desconfio de tartaruga em cima de árvore…
    Tal como aconteceu na “primavera árabe”, também acredito que tenha alguém comendo as castanhas tiradas das brasas pelo macaco…

  4. E … já pensaram se o Ernesto CHE Guevara estivesse, aqui, entre nós, AGORA???
    Pegaria em armas, iria para o campo de batalha … LUTAR!!! Teria fuzilado muitos, como os integrantes das famílias Maluf, Sarney, Collor, Renan, Lixo Inato, Demóstenes, Eike, Cabral, Alkmin, Serra, Arruda, Levandowski, Cachoeira, FHC, e mais e mais.
    Teria feito uma LIMPEZA GERAL no Brasil!!! O povo se sentiria aliviado, libertado destes bandidos-assassinos!!! E … ELES já explodiram muitas e muitas das nossas torres: só perderam duas. Por enquanto. O momento exige um enfrentamento total!!! Mas … cadê o nosso CHE??? Cadê??? Cadê o nosso CHE??? Pena de morte já, para os ladrões
    dos NOSSOS cofres públicos!!! Eles vêm torturando e matando os povos do mundo,impunemente!!!
    Viva o Brasil!!! OU FICAR A PÁTRIA LIVRE, OU MORRER PELO BRASIL!!!

  5. Custa-me crer que esse senador Jaime Campos tenha tido dito que remanescentes da guerrilha uruguaia estariam em Mato Grosso, porque a turma do Pepe Mujica, a única que fez guerrilha e urbana, já é septuagenária. Ex guerrilheiros urbanos estrangeiros idosos e no campo brasileiro a lutar só na cabeça de um demente. As Farcs são assuntos dos colombianos e em fase de negociações adiantadas. O problema em Mato Grosso é de escravagismo crônico para o ministério do Trabalho punir, multar e erradicar esses Piccianis que nos envergonham mundo afora.

  6. Prezado Almério, o nosso CHE bem pode ser uma sigla: Cristo, Honestidade, Educação. Prezado Vieira, a primavera brasileira é um holocausto que vem desde 1500: genocídio indígena, genocídio da escravidão, genocídio dos ppp = pobres, pretos e periféricos…

  7. Quando leio alguns tolos, travestidos de intelectuais, citarem o nome de Che Guevara , como significado de moralidade, ética, coerência, penso e reflito, aonde pode chegar a estupidez humana?
    Outros tolos, inocente úteis, chegam ao cúmulo de afirmar que o Sr. Guevara foi um santo, e que produz ainda hoje “milagres”. Caravanas de beócios visitam o lugar onde foi morto, nos rincões da Bolívia. Todos os seus crimes foram transformados em “beatitudes”, numa completa inversão moral, numa grande empulhação.
    O escritor-cineasta Ipojuca Pontes, escreveu este pequeno texto, sobre “as grandes virtudes morais, e “as extraordinárias conquistas” deste “herói”. PRÁ UNS.
    Eis o texto:
    “Che Guevara, o mito macabro.

    Uma figura transformada em santo pela eficiente máquina de propaganda marxista é o que o Senado Federal, em detrimento dos verdadeiros heróis, vai homenagear.
    “Não sou Cristo nem filantropo; sou todo o contrário de Cristo”
    “Che” Guevara em carta familiar
    No próximo dia 23 de outubro, em sessão especial, o Senado Federal vai prestar homenagem à memória do mitológico Ernesto “Che” Guevara. Como se sabe, há 40 anos o “Che”, tentando levantar uma revolução comunista nas selvas da Bolívia, foi capturado por pequena tropa comandada pelo capitão Gary Prado, do Exército boliviano e logo depois executado pelo tenente Mario Téran – não sem antes implorar pela vida: “Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto”.
    O requerimento para a estranha celebração política é de autoria do obscuro senador José Nery (PSOL-PA) – que responsabilizou o “imperialismo ianque” pela morte do aventureiro mas cuja desgraça, sabe-se, foi urdida pela vontade de Moscou, Fidel Castro e o PC boliviano – e tem a aprovação de outro político esquerdista, Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado.
    Como registrei no meu livro “Politicamente Corretíssimos” (Toopbooks, Rio, 2003), o mito Guevara não corresponde nem de longe à realidade dos fatos. Salvo pela “revolução cubana” – efetivada, em parte, pela inação dos Estados Unidos que abandonaram o sargento Fulgêncio Batista e no início ajudaram Fidel Castro nas escaramuças de Sierra Maestra – a vida do cruel revolucionário foi um completo fracasso: na órbita familiar, no amor, à frente de ministério e banco, como comandante, “diplomata” e guerrilheiro, para não falar no “ideólogo do foquismo” – sua trajetória humana e social tributa larga soma de erros e equívocos que nem mesmo os biógrafos mais entusiastas (entre eles, Jon Lee Anderson) conseguem dissimular.
    Com efeito, filho de mãe “possessiva” e produto de um lar “excêntrico”, desde cedo o “Che” só fez acumular fracassos. Por exemplo: quando, como estudante, aspirava (em Córdoba/Argentina) realizar casamento “burguês” com a prima rica Chinchina Ferreyra, que o repudiou; ou como presidente do Banco Nacional Cubano, levando a moeda e a economia da ilha à completa insolvência; ou ainda como ministro da Indústria de Cuba, quando fracassou miseravelmente ao lado de Fidel, na obtenção de 10 milhões de toneladas de açúcar que nem de longe atingiu; e nas frustradas negociações com a Nomenklatura soviética em que pedia ajuda para industrializar Cuba e teve como resposta um sonoro “não”; e na sua doentia pretensão de criar o “homem novo” e a “sociedade nova” – enfim, em tudo que o desastrado guerrilheiro colocou as mãos, só demonstrou elevado grau de incompetência e insensatez.
    No levantamento dos sucessivos fracassos de Guevara, propositadamente escondido pelos criadores de mitos, o que chama atenção, no terreno em que se dizia “especialista”, é a sua derrota para os 100 mercenários do Coronel Mike Hoare nas planícies do Congo, em 1965. Vale a pena lembrar.
    Excluído da vida política e administrativa de Cuba pelos russos, que sustentavam com bilhões de dólares o banquete de “la revolución” e não o queriam por perto, Guevara saiu mundo afora. Sua idéia era criar “um, dois, muitos Vietnãs” para debilitar o “imperialismo ianque”. Julgando oportuno e financiado por Ben Bella (leia-se “petróleo argelino”) e contemplado com armas chinesas, rumou para o Congo (ex-belga) e se juntou às tropas rebeldes de Laurent Kabila, o jovem aspirante a ditador que, por sua vez, queria derrubar o governo de Moise Tshombe e tomar o seu lugar.
    Com 127 guerrilheiros cubanos e 3 mil soldados congoleses bem armados, Guevara se internou nos charcos do país africano e tentou derrubar Tshombe. Seus objetivos no Congo eram, pela ordem, privar as fontes financeiras do governo provenientes das minas, obrigar a Bélgica a reconhecer o novo Estado revolucionário, controlar os minerais estratégicos para benefício do bloco socialista e, mais tarde, levar sua guerrilha até Angola.
    Diante da ameaça, Tshombe contratou os serviços do Coronel Mike “Mad” Hoare, mercenário sul-africano, especialista em guerra de movimento nas selvas. Conforme registra o historiador Miguel A. Faria, em “Escape of from lost paradise” (Hacienda Publishing, 2002), as derrotas dos guerrilheiros do “Che” no Congo, foram “desmoralizantes”. Na batalha pela hidrelétrica de Bendela, por exemplo, Hoare eliminou boa parte do exército congolês e botou os guerrilheiros cubanos a correr.
    Na batalha de Fizi Baraka, nas proximidades do Lago Tanganica, Hoare encurralou Guevara e suas tropas, atacando-as pela retaguarda, de madrugada, destruindo o serviço de comunicação e o centro de abastecimento da guerrilha. No entrechoque fatal, Hoare eliminou 125 soldados congoleses e deixou pelo chão mais de 600 feridos. O “Che”, que tinha prometido aos seus comandados “devorar” com as próprias mãos os adversários vencidos, bateu célere em retirada. No seu próprio diário sobre a experiência militar do Congo (“Passagens da guerra revolucionária: Congo” – Record, Rio, 2005), diz que a experiência foi um “fracasso absoluto” e justifica a clamorosa derrota pela “indisciplina” dos soldados congoleses – que, por sinal, diga-se de passagem, eram também canibais, pois comiam o fígado e o coração dos inimigos.
    (Depois da fuga humilhante, irritado com a derrota incontornável, o “Che”, vendo um dos seus guerrilheiros em conversa íntima com uma africana, ordenou que o comandado ficasse de joelhos e, em seguida, deu-lhe malvadamente um tiro bem no meio da testa).
    Numa carta dirigida à primeira esposa, Hilda Gadea, o carrasco que de arma em punho matou vários presos políticos na prisão de La Cabaña, e que era movido pelo ódio como fator de luta, escreveu: “Querida velha. Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue”.
    É uma figura assim, transformada em santo pela eficiente máquina de propaganda marxista, que o Senado Federal, em detrimento dos verdadeiros heróis, vai homenagear.”

  8. Os grupos de pessoas que se reúnem para quebrar bancos e concessionárias em protestos podem não ser os mais numerosos, mas são uma face reveladora da resistência nas manifestações ao redor de todo mundo. Está é a avaliação do cientista político Saul Newman sobre a tática dos black blocs. Professor de teoria política da Goldsmiths University, de Londres, Newman cunhou o termo pós-anarquismo, útil para definir formas de resposta direita, às vezes radicais, a um estado que interfere cada vez mais na vida de seus cidadãos.

    Em entrevista a CartaCapital por e-mail, ele fala da dinâmica dos black blocs e como eles se relacionam com o anarquismo. Veja a íntegra abaixo:

    Carta Capital – Qual é o espaço dos black blocs no anarquismo hoje?

    Saul Newman – O Black Bloc se tornou o símbolo mais visível e marcante do anarquismo hoje. Aos olhos do público, o anarquismo e o Black Bloc são indistinguíveis. Além disso, a importância da tática Black Bloc em manifestações anticapitalistas e em insurreições recentes em todo o mundo tem alimentado muitos estereótipos da mídia -dos anarquistas como violentos e destrutivos. Isso é uma caricatura grosseira do anarquismo que tem uma longa história.

    No entanto, enquanto Black Blocs podem só representar uma pequena minoria no movimento anarquista, eles são hoje um símbolo importante da resistência, e até mesmo do surgimento de novas formas de política antiautoritárias. Eles simbolizam a ação direta, a vontade de enfrentar a violência policial, o anonimato e a invisibilidade.

    A face oculta tornou-se a imagem que define o ativismo político radical contemporâneo. É possível ver isso no Occupy, na Primavera Árabe, em protestos e manifestações em todos os lugares.

    CC – Especialistas dizem que cada indivíduo na tática black bloc tende a lutar sua própria batalha, assim ele não é um grupo, mas uma tática usada sempre em um contexto específico. Como você analisa isso?

    SN – Como uma tática e um símbolo, acho que ela é extremamente interessante e poderosa. A violência que está associada tem sido muitas vezes exagerada pelos meios de comunicação -geralmente envolve danos à propriedade, em vez de violência real contra as pessoas. Confrontos com a polícia são muitas vezes uma tática defensiva de contra violência.

    Ele não é centralmente organizado, e não tem existência permanente – é simplesmente uma união de indivíduos singulares para um propósito comum. Cada participante luta como um indivíduo e também como parte de um grupo. O indivíduo não é sacrificado para a coletividade mais ampla, mas se envolve em uma livre colaboração com os outros.

    Trata-se da formação temporária contingente, sem uma identidade clara, que aparentemente surge espontaneamente e, em seguida desaparece. Os indivíduos do grupo podem até não saber quem é a pessoa em pé ao lado deles é, e isso produz uma forma diferente de união – e não um baseado em identidade, mas no encontro de corpos e desejos. Isto é o que o torna tão interessante, e por que é tão difícil de controlar.

    Sua estrutura incorpora um novo tipo de política, uma política de fluidez, de afinidade, singularidade e anonimato, ao invés de liderança e representação. O gesto de invisibilidade – a cobertura do rosto e da ocultação de identidade, que eu mencionei antes – é mais do que simplesmente uma medida de contravigilância, é também uma recusa de toda a ideia da identidade e da representação política, que até agora tem sido preponderante.

    CC – Podemos dizer que as organizações de mídia, criticando sua atitude, tendem a dar-lhes mais poder?

    SN – A mídia corporativa, em colaboração com os detentores do poder, fazem o seu melhor para demonizar o Black Bloc. E, de fato, usam seus confrontos bastante espetaculares e altamente visíveis para deslegitimar o protesto mais amplo. Uma das outras táticas retóricas utilizadas pelos meios de comunicação é fazer uma distinção entre manifestantes violentos e pacíficos, bons e ruins, como forma de criar divisões dentro de um movimento . Parece-me que essas manipulações ideológicas não funcionam mais.

    É verdade que o Black Bloc cria um espetáculo, mas é um espetáculo de sua própria criação, um contraespetáculo que visa subverter e sabotar o espetáculo midiático que toda a política democrática se tornou. O que eu acho interessante é a maneira que os manifestantes usam o poder da imagem para criar uma narrativa alternativa – filmando o protesto em que eles estão envolvidos em seus telefones celulares, postagem de imagens para sites de redes sociais, e até mesmo definir formas de mídia alternativa. Vivemos em uma sociedade do espetáculo, como o situacionista Guy Debord reconheceu há muito tempo, uma sociedade que é controlado e gerenciado através da circulação de imagens. E para enfrentar isso, ativistas e insurreições têm de criar uma espécie de contraespetáculo

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