Petistas aloprados tentam forçar Marta Suplicy a desistir da candidatura em São Paulo.

Carlos Newton

Esquenta o clima no PT em relação à disputa pela escolha do candidato (ou candidata) a disputar a eleição para a Prefeitura de São Paulo. Aliados do ministro da Educação, Fernando Haddad, que tem seu nome apoiado incondicionalmente pelo ex-presidente Lula, com adesão discreta de José Dirceu, aumentam a pressão para tentar atrair petistas ligados à senadora Marta Suplicy.

Reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada pela Folha de S. Paulo, informa que integrantes do grupo que apoia Haddad usam os nomes do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff e dizem que os colegas que permanecerem fiéis à ex-prefeita podem ser reataliados com perda de espaço no governo e até de verba para futuras campanhas.

O objetivo é agravar o isolamento de Marta no partido e forçá-la a abrir mão da candidatura, o que evitaria a realização de prévias na sigla. Haddad, como está em moda hoje, diz que não sabia de nada, garante que não tomou conhecimento da prática e não autorizou nem apoia qualquer ameaça a rivais.

No início, havia seis candidatos a disputar a eleição. Com o posicionamento firme de Lula, não só lançando Haddad mas também dando logo partida à campanha do ministro da Educação, os outros candidatos foram saindo de fininho. Só restou mesmo a senadora Marta Suplicy, que inclusive lidera as pesquisas. Mas Lula não se importa com isso. Acha que, se conseguiu eleger Dilma Rousseff para a Presidência da República, será mais fácil ainda colocar Haddad na Prefeitura de São Paulo. Mas será mesmo?

 

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