Petrobras está fora da partilha das riquezas da Líbia, que estão sendo fatiadas antes mesmo da rendição de Kadafi.

Carlos Newton

A Líbia era um dos países mais ricos do mundo. Fechou o ano passado com a bagatela de US$ 99,84 bilhões de reservas em moeda e em ouro, bem como US$ 15,32 bilhões no estoque de investimentos diretos no estrangeiro. Portanto, um total de US$ 115,16 bilhões.

Como se trata de um país com apenas 6,6 milhões de habitantes, isso significa uma riqueza per capita de US$ 17,5 milhões. Antes mesmo da rendição de Kadafi, já começaram a ser tomadas as providências para liberação dos recursos bloqueados no exterior. Os jornais já anunciam que o governo rebelde receberá, logo de cara, US$ 1,5 bilhão.

Como assinalou aqui no Blog o comentarista Antonio Santos Aquino, essa riqueza será consumida na reconstrução do país, totalmente arrasado por seus salvadores, que estarão muito bem representados na formação do novo governo.

Pode ser que sobre uma parte desse latifúndio para as empresas brasileiras que já atuavam na Líbia, como a empreiteira Odebrecht, responsável pela construção do aeroporto internacional e do anel viário de Trípoli, com contratos avaliados em mais de R$ 5 bilhões e obras concluídas em 30% quando foram paralisadas. Também a Queiroz Galvão tem importantes contratos em curso de execução na Líbia.

Mas a Petrobras pode dar adeus a seus investimentos naquele país. As reservas de petróleo, que abastecem importantes países da Europa, já estão partilhadas por quem de direito. Alguém esperava alguma coisa diferente?

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