Pezão e Sérgio Cabral se reuniam duas vezes por semana. Por quê? Para quê?

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Pezão não respondeu às acusações de seu mentor Cabral

Pedro do Coutto

No depoimento prestado à Polícia Federal – reportagens de O Globo, Folha de São Paulo e de O Estado de São Paulo, edições de terça-feira – o ex-governador Sérgio Cabral tentou nitidamente transferir a seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, a responsabilidade pela licitação que levou às obras de reforma do Maracanã, Estádio Mário Filho, realizadas conjuntamente pela Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta, esta de propriedade de Fernando Cavendish. As obras culminaram com um sobrepreço que as elevaram de 800 milhões para 1 bilhão e 200 milhões de reais, fonte torrencial de subornos pagos a um grupo de administradores estaduais, incluindo à frente do conjunto exatamente o ex-governador.

As reportagens estão assinadas por Júlia Afonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, Fausto Macedo (O Estado de São Paulo; Tiago Dantas e Dimitrius Dantas (O Globo) e por Ítalo Nogueira (Folha de São Paulo). Os textos são praticamente convergentes, exceto num ponto: Luiz Fernando Pezão teria sido o responsável pela licitação, quando era Secretário de Obras, e conclusão já quando assumiu o governo. Pezão, neste caso, foi substituído na Secretaria de Obras por Hudson Braga, que figura entre os presos no início da semana.

JOGADA DE CABRAL – Constata-se facilmente o objetivo de Sérgio Cabral buscar deslocar sua participação, num lance que enfraquece ainda mais a posição do atual governador, abalada por seus desacertos à frente do Palácio Guanabara. Mas o antecessor não pode transferir a culpa que lhe é apontada pelo Ministério Público, em denúncia aceita pela Justiça. Simplesmente porque ele renunciou ao governo em abril de 2014, dois meses, portanto, antes da Copa do Mundo. E, claro, as obras não poderiam ser licitadas e executadas em dois meses.

Além do mais, existe o episódio que contou com a presença de Fernando Cavendish, 2009, em Mônaco, e a devolução da joia ofertada por ele, objeto de luxo devolvido em 2013. Pezão nada disse a respeito da declaração de Cabral, mas o próprio Cabral, no depoimento divulgado pelo Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, afirmou ter rompido com Cavendish em 2013, quando sua empresa, a Delta, foi considerada inidônea pelo governo estadual. Portanto, tal decisão ocorreu em sua administração, da qual somente se afastou em abril de 2014, seis meses antes das eleições.

PEZÃO FICOU MAL – De qualquer forma, Pezão, ao não responder a Sérgio Cabral, não ficou bem no depoimento de um acusado que se apresenta também como acusador. E, indiretamente, acusa de modo frontal seu próprio ex-vice-governador, a quem apoiou nas urnas de doIs anos atrás. E com quem, de acordo com a Revista Veja que se encontra nas bancas, reunia-se pelo menos duas vezes por semana.

Nenhum governador se reúne à toa, sem motivo. O grau comum de interesses e intimidade, inclusive, está exposto na entrevista de Pezão à Veja, quando destaca que torce pelo retorno de seu antecessor ao governo do Rio de Janeiro.

Mas neste momento Pezão sente-se duplamente traído por quem na eleição de 2014 foi seu grande eleitor. Falei duplamente. A outra face situa-se na delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez e Odebrecht. Porém nesse cenário de traições, destaca-se a sombra do próprio governador atual, que afirmou ao eleitorado que o RJ vivia num céu azul, quando atravessava nuvens que ocultavam a tempestade perto de desabar. Desabou. E com ela, desabaram tanto Cabral quanto ele mesmo, Fernando Pezão, que pode ser impelido a deixar o governo. Quem sabe?

14 thoughts on “Pezão e Sérgio Cabral se reuniam duas vezes por semana. Por quê? Para quê?

  1. Caro Sr. Pedro do Coutto,
    Penso, salvo melhor juízo, que o ex-governador do RJ Sérgio Cabral Filho ao colocar nos ombros do atual governador Luiz Fernando Pezão as acusações que lhe estão sendo imputadas pelo Ministério Público, na verdade se trata de ESTRATÉGIA visando deslocar a competência para o STJ, pois Luiz Fernando Pezão responde a inquérito naquela Corte Superior de Justiça.

  2. Em tempo de divagações investigativas, vejo a situação por outro ângulo, jornalista Pedro do Couttto.

    Seria de uma burrice inominável Pezãp pegar este governo se soubesse se tratar de uma bomba-relógio, ainda mais devendo, pelo que se sabe, explicações a justiça eleitoral.
    Mais me parece se tratar de malandragem, traição, por parte do Cabral com o seu mestre de obras, o seu encantado e simplório robô…

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  4. Reunião de ladrões,,o chefe e Governador de fato,SERGIO MEU ASNJO LADRÃO CABRALconvocava seu SUBORDINADO PEZÃO LACAIO E CAPACHO,para pegar seus 5 % mensais de toda a arrecadação do estado,Pezão pagava ao seu chefe ladrão e continuava governador,
    Com certeza demora nada vai fazer dupla com Cabral lá em Bangu.
    ADRIANA MINHA RIQUEZA ANCELMO CONTINUA SOLTINHA DA SILVA,ESCONDENDO,JÓIAS,GRANA DE DOCUMENTOS,QUE POSSAM COMPROMETE-LOS.
    TERIAM,QUE FAZER VÁRIAS ESCAVAÇÕES,EM MANGARATIBA,MIGUEL PEREIRA,ITAIPAVA,ALÉM DEVER PAREDES FALSAS EM VÁRIOS DOS IMÓVEIS DA QUADRILHA.

  5. ANDRADE MEU AMIGO.
    COMO O CARA FICA 8 ANOS COMO SECRETÁRIO DE OBRAS E NÃO SABE DE NADA.
    DEPOIS ASSUME O GOVERNO E O SUB-SECRETÁRIO INDICADO POR ELE,VIRA SECRETÁRIO,ROUBA DIVIDE COM O CABRAL E ELE NÃO SABE DE NADA.
    ISSO É INCRÍVEL,FANTÁSTICO
    ESSA SDÓ BRASILEWIRO ACREDITA,O PEZÃO É O INOCENTEZINHO NESSA HISTÓRINHA. EXTRAORDINÁRIO

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