Piada de Fim de Ano! Olavo de Carvalho diz que Herzog foi morto por “comunistas”

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Olavo nunca acreditou que Herzog tivesse se matado

Carlos Newton

Faz sucesso na web um texto atribuído ao professor Olavo de Carvalho, em que é defendida a tese de que o jornalista Vladimir Herzog não foi morto pelos militares, em 1975. Essa versão é de que Herzog foi assassinado por “militantes comunistas” que também estavam presos no DOI-CODI de São Paulo, porque o jornalista na cerdade seria um “espiã”o a serviço do MI-6 (o Serviço Secreto Militar do Reino Unido, celebrizado na série cinematográfica sobre James Bond, criada a partir da obra do escritor britânico Ian Fleming).

JUSTIÇAMENTO – Caso o texto seja real e não se trate de fake news, Olavo de Carvalho escreveu no Facebook que a tentativa de simular um suicídio foi amadorística e inverossímil.

Assim, para o recriador da teoria científica de que a Terra é plana, a tese de “justiçamento” por “militantes comunistas” seria “a única explicação possível para a hipótese absurda de que os habilíssimos torturadores científicos não fossem capazes de simular um suicídio mais acreditável”, segundo o famoso guru virginiano.

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QUANTO AO ASSASSINATO COVARDE DE VLADIMIR HERZOG:

Olavo de Carvalho

Um absurdo gritante na narrativa esquerdista da era militar é que, de um lado, a tortura fosse descrita como um processo complicadíssimo, que requeria a assistência de técnicos e cientistas estrangeiros (entre os quais cita-se, evidentemente sem provas, o capitão americano Charles Chandler, que sob esse pretexto viria a ser assassinado pelos comunistas); e que, de outro lado, os tais técnicos não fossem capazes nem mesmo de simular um suicídio verossímil no caso do Vladimir Herzog, deixando o morto, ao contrário, numa posição em que só faltava mesmo ele voltar à vida para informar que fora assassinado.

Na época, a contradição patente entre os propalados requintes da arte da tortura e a grosseria pueril do suicídio simulado me escapou totalmente, e, tendo sido um dos primeiros a promover o abaixo-assinado que exigia a investigação do episódio, tive toda a razão em apostar na hipótese do homicídio, mas, levado pela gritaria geral que eu mesmo ajudara a fomentar, dei por pressuposto, sem exame, que se homicídio houvera seus autores só poderiam ter sido os militares.

NO RIDÍCULO Estes, por seu lado, insistindo na tese do suicídio, caíram no ridículo e acabaram levando a culpa do ocorrido. Hoje em dia, porém, vejo que entre as duas hipóteses há uma terceira que foi rapidamente varrida para baixo do tapete e jamais investigada.

Na época, o cônsul da Inglaterra em São Paulo informou ao então governador paulista Paulo Egydio Martins, que Herzog era um agente do serviço secreto inglês infiltrado entre os comunistas brasileiros. O cônsul dizia ainda ter sido um dos últimos a encontrar-se com Herzog antes da morte deste.

EM SEGREDOMartins, sabe-se lá por que, em vez de mandar tirar isso a limpo preferiu guardar a informação em segredo, só a revelando muito depois no seu livro de memórias, onde ela não teve a menor repercussão e foi enterrada ainda mais fundo pelo decurso do tempo, consagrando na memória jornalística e popular a versão do homicídio praticado pelos militares contra um intelectual comunista inocente de qualquer participação em atos terroristas.

Para mim, hoje, é CLARO que a declaração do cônsul inglês fornece a única explicação possível para a hipótese absurda de que os habilíssimos torturadores científicos não fossem capazes de simular um suicídio mais acreditável.

Herzog não foi, obviamente, assassinado por militares treinados, mas por militantes comunistas, presos como ele, alertados pela intimidade suspeita entre o prisioneiro e o cônsul. A coisa toda não foi um “crime da ditadura”, mas um dos tantos “justiçamentos” praticados pelos comunistas contra aqueles a quem consideravam traidores e espiões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
–   Pessoalmente, não acredito que Olavo defenda essa tese de que presos políticos comunistas circulassem livremente pelas dependências do DOI-CODI, a ponto de conseguirem abrir a porta da sala onde estava Herzog e matá-lo sem que ele pelo menos resistisse e gritasse, pedindo socorro, porque não havia marcas de agressão em seu corpo e as roupas estava intactas. Também não acredito que Olavo de Carvalho defenda as teses de que a Terra é plana e de que Hitler fosse comunista. Aliás, acho que Olavo de Carvalho nem existe, é um personagem criado por esses malditos comunistas da Federação das Indústrias de São Paulo.

P.S – Ainda estou sob tratamento médico e nosso amigo Marcelo Copelli segue no comando da Editoria do Blog. Por enquanto, vou me limitar a um artigo diário e algumas notas de redação. (C.N.)

17 thoughts on “Piada de Fim de Ano! Olavo de Carvalho diz que Herzog foi morto por “comunistas”

  1. Gostaria muito que a TRIBUNA DA INTERNET não publicasse mais o nome desse crápula que chamam de Olavo. Espero que ele nem exista mesmo, pois não consigo imaginar alguém tão imbecil a esse ponto.
    Aproveito o ensejo para desejar plena recuperação ao inteligente Carlos Newton.

  2. Vivemos num Nirvana, não existe nada de nada, nadica.
    Vivemos num universo paralelo, a maior constatação é que Olavo não existe, assim como não existiu Marx e Lenin e até o tal Stalin nunca existiu, nenhum morto e nenhum ferido.
    Pessoalmente não gosto do Olavo, mas isso não presta pra nada, ele não existe mesmo.

  3. O pior de turdo, é que, mesmo sendo um desvairado, Olavo de Carvalho indica pessoas para serem nomeadas pelo governo brasileiro e tem um bom número de seguidores.
    A história do mundo tem exemplos de líderes mentecaptos de seitas que arrastaram multidões ao desastre.
    A falta de discernimento de parte da população do mundo leva as pessoas a seguir esses tipos de líderes.

  4. Por que o velho imbecil incomoda o mundo? É porque somos prepotentes e despreparados.

    Não conheço o trabalho a obra e a vida do Olavo, só o que vejo nos estardalhaços das mídias, sendo assim bem que nosso amigo C. N. poderia fazer uma entrevista de boa qualidade para expor quem realmente é o Olavo e podermos nos informar melhor.

  5. -Nada novo no front…
    -Olavo fala mais besteira do que o Bolsonaro, já é sabido. A ideologia dele e tão nefasta quanto a petista.
    -Mas…
    …até me incomodo com os falastrões no governo. Mas me incomodo muito mais com os ladrões! Então…

    -Independente disso, MELHORAS, meu caro, e, como dizia o senhor Spock, tenha uma “vida longa e próspera”.

  6. Vladimir Herzog foi brutalmente assassinado pelos “comunistas” do DOI-CODI de São Paulo. Dentre estes “comunistas” do DOI-CODI de São Paulo estava o ídolo de Jair Bolsonaro, homenageado por Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados, o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra , que chefiava a “Casa da Morte” , e grande torturador e assassino.

  7. Mas Newton, você ainda se surpreende com isso!

    A próxima dele será ratificar a conclusão do coronel Job Lorena de Santana que presidiu o inquérito policial militar de que foi um comunista solerte que colocou a bomba do Riocentro no colo do sargento Guilherme do Rosário. Estimo as melhoras.

    • Obrigado pela retificação, Sr. Carlos Alvega. Mas o DOI-CODI, de São Paulo e a Casa da Morte, em Petrópolis, praticavam os mesmos crimes, torturas, estupros contra presos políticos e vários assassinatos de presos políticos, inclusive com ocultação de cadáver (muitos foram cremados para nunca serem descobertos). E BGrilhante Ustra era conivente com tudo isso.

  8. Não só isso Dr. Ednei, o Brilhante Ustra foi o comandante em chefe todo poderoso do maior centro de tortura da ditadura militar brasileira entre 1970 e 1974, resultado da operação Bandeirantes que unificou o Exército e a polícia civil de SP no grande aparato da repressão da época, financiado pelos empresários da Fiesp, à frente o dinamarquês Henning Boilesen e o banqueiro Gastão Eduardo de Bueno Vidigal, dono do Banco Mercantil de SP, isso no Governo do Abreu Sodré, quando o Secretário de Segurança era o sr. Hely Lopes Meireles, o até hoje incensado administrativista. A diferença entre os dois centros de tortura é que houve sobreviventes no DOI-CODI SP, mas só uma pessoa conseguiu sobreviver à Casa da Morte: a já falecida militante Inês Etienne Romeu.

  9. Sou definitivamente contra a guerras .

    Contudo, a guerra se torna mais violenta e hedionda nos centros urbanos, em que aqueles a que ela se propõe não usam uniformes militares e sim trajes normais de todo cidadão.
    Nesse tipo de guerra, segundo o manual de Marigella, o terrorismo é uma poesia. Ou seja, quando um terrorista coloca um explosivo numa lanchonete cheia de famílias e a explode, matando pais mães e crianças, é uma coisa maravilhosa.
    Ao pessoal da segurança só resta uma saída ao aprisionar um desses terroristas: a informação que poderá evitar atentados que colocarão em risco pessoas inocentes como crianças e seus país numa lanchonete.
    Infelizmente esta é a realidade de uma guerra suja, onde o inimigo se mistura com a população.
    Carlos , o Chacal, um desses assassinos que cometeu crimes hediondos, como a colocação de explosivos em locais frequentadas por gente inocente e inspirador de Marigella, está cumprindo perpétua numa prisão na França.

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