Piada do Ano: Dilma quer voltar à Presidência até recurso ser julgado no STF

Cardozo e Dilma parecem animadíssimos com o recurso

Simone Iglesias
O Globo

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff apresentou ao Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira, recurso pedindo a anulação do processo de impeachment contra a petista. No mandado de segurança feito pelo seu advogado e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a alegação principal é de que não houve “justa causa” que motivasse o impedimento de Dilma de presidir o país.

“O que se pretende discutir nesta impetração diz respeito, única e exclusivamente, à manifesta ausência de pressupostos jurídicos indispensáveis para que a decisão do Senado Federal, acerca do impeachment da senhora presidente da República, pudesse ter sido firmada de modo válido, justo e legítimo”, diz um trecho da ação com 493 páginas.

Além de pedir que seja invalidada a decisão do Congresso, Cardozo sustenta que Dilma deve voltar à Presidência até, pelo menos, que o recurso seja julgado em definitivo pelo STF.

DESVIO DE PODER – “Não pode um país, sob o risco de traumas e conflitos, permanecer a ser governado por quem não foi eleito pelo povo e não exerce seu mandato por decorrência do texto constitucional. A democracia não pode conviver com governos ilegítimos, nem mesmo por poucos dias”, diz trecho da ação

“Um desvio de poder que, aliás, não teria decorrido apenas da ação degenerada e ilícita do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e de seus apoiadores mais diretos, mas de conjunto muito mais amplo de parlamentares, deputados e senadores, durante todo o seu processamento. Em outras palavras: um desvio de poder que ocorreu não apenas durante a etapa de tramitação da denúncia por crime de responsabilidade na Câmara dos Deputados, como alegado no Mandado de Segurança n. 34193, mas durante todo o processo de impeachment. Todos os atos deste processo foram marcados por este vício insanável (na Câmara e no Senado), impondo-se, por conseguinte a necessidade do reconhecimento da sua mais absoluta nulidade”, diz Cardozo na ação.

GOVERNO ILEGÍTIMO Segundo Cardozo, o processo de impeachment só foi aberto pela Câmara dos Deputados por “desvio de poder” do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que depois teve o mandato cassado.

O mandado de segurança foi apresentado ao STF um mês após Dilma ser afastada definitivamente da Presidência, o que ocorreu no dia 31 de agosto, em sessão no Senado, conduzida pelo então presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGQuer dizer que a presidente Dilma Rousseff foi cassada, mas acha que a decisão não valeu, porque bateu na trave do goleiro Lewandowski, e seu advogado leva 493 páginas para defender essa tese absurda. Pela trabalheira que deu, o mandado de segurança merece ganhar o troféu de Piada do Ano e constar do Livro Guinness de Recordes como mais longa defesa inútil já realizada. (C.N.)

12 thoughts on “Piada do Ano: Dilma quer voltar à Presidência até recurso ser julgado no STF

  1. Esse advogadinho cardoso é bem espertinho… Com essa enganação pra cima da Dilma de que há esperanças, ele vai comendo e comendo mais e mais e mais dinheirinho da Wandinha! Malaaaaandro!!!! Se bem que a grana nem é mesmo da Dilma, pois é roubada do nosso bolso!

  2. -Quer dizer que se o STF amanhã disser que a Dilma deve voltar, a madame descarregará as malas e os arreios na frente do Palácio do Planalto sem levar em conta a governabilidade, a sua relação com o Congresso Nacional e as expectativas econômicas e políticas que tal “desmontagem” acarretarão para as gerações atual e seguintes?
    -Essa quadrilha não faz a menor ideia do que seja governar um país!

  3. Dá até vergonha de ouvir dizer que “esse causídico é considerado um ótimo advogado”! Pelas barbas do Profeta! Como pode uma coisa dessas ter sido Ministro da Justiça? Arma-se de argumentação ardilosa e inconsistente para tentar convencer que tudo o que já foi provado até agora não faz sentido! Esse tipo de coisa só vai acabar quando advogados que usarem esse tipo de procedimento para dificultar, confundir ou impedir a ação da justiça seja penalizado se seu constituinte for julgado culpado…

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