Piada do Ano! “Fiz uso de caixa 2, mas não agi como corrupto”, alega Sérgio Cabral

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Sérgio Cabral é do tipo Buster Keaton: faz piada, mas não ri

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (MDB) voltou a admitir que recebeu recursos de caixa 2 em suas campanhas eleitorais, mas negou que “tenha agido como corrupto”. Segundo Cabral, que depôs nessa segunda-feira (dia 13) por uma hora ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, os recursos de campanha não contabilizados nunca foram acompanhados de promessas ou garantias de contratos durante seus governos.

O depoimento fez parte do processo decorrente da Operação Unfair Play, que investiga suposta compra de votos para o Rio sediar a Olimpíada de 2016. A oitiva tinha foco na participação do empresário Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, que está foragido.

CAIXA 2 – Diante de Bretas, o ex-governador voltou a admitir que fez uso de recursos não contabilizados, e que utilizou pelo menos parte do dinheiro da campanha para uso pessoal.

“Fiz uso de caixa 2. Não estou dizendo que é um mal menor. Não é estratégia de defesa”, disse Cabral. “O que não fiz foi pedir propina, agir como corrupto. Eu nunca cheguei ao Arthur Soares para pedir isto ou aquilo.”

Segundo Cabral, o empresário – que tinha alguns dos principais contratos com o governo do Rio – colaborou com sua campanha nas eleições de 2002 (o emedebista, na ocasião, concorreu ao Senado), 2006 e 2010 (governo do Estado). Também doou, a pedido de Cabral, recursos a aliados do ex-governador nos pleitos municipais de 2004, 2008 e “talvez” 2012. “Recebi em torno de R$ 5 milhões”, calculou.

LIBEROU GERAL – Sergio Cabral procurou também se desvincular de atos nos quais secretários de seu governo são investigados por suposto recebimento de propina, caso, por exemplo, do ex-chefe da pasta da Saúde, Sérgio Côrtes. “Eu descentralizava tudo”, afirmou. “Não posso responder por terceiros.”

Côrtes depôs logo na sequência. Ele é suspeito de ter feito reformas na cobertura onde mora custeadas pelo empresário Rei Arthur. O ex-secretário de Saúde negou a propina e prometeu apresentar as notas fiscais que comprovariam que ele próprio fez o pagamento.

Sérgio Côrtes, porém, admitiu que alguns contratos firmados por sua pasta durante a gestão Cabral eram viciados. Tinham cláusulas restritivas, que direcionavam a vitória nos processos de licitação para empresas de Arthur Soares, afirmou.

SEM DISTINÇÃO… – O ex-secretário também foi questionado por Bretas sobre a declaração de Cabral, de que nunca pediu nada em troca por doações de campanha. Côrtes foi direto: “Eu não consigo absolutamente distinguir propina de doação de campanha”.

O terceiro e último depoimento dessa segunda-feira foi da empresária Eliane Pereira Cavalcanti, sócia de Arthur Soares. Apesar da proximidade, Eliane negou ter conhecimento de qualquer irregularidade praticada pelo sócio.

5 thoughts on “Piada do Ano! “Fiz uso de caixa 2, mas não agi como corrupto”, alega Sérgio Cabral

  1. A vida no rio de Janeiro está cada dia pior. Mais e mais pessoas pesam ou poem em prática a ideia de se evadirem do Rio. O Rio é caro, tem instituições pouco eficientes, pouco preocupadas em dar tratamento e atendimento condicente ao cidadão de sua cidade. A má fama de seus políticos, virou até tema de filme. O fato é que muito arrecada e muito pouco gastam com o que deveria ser prioridade. Cabral é o resumo do que acontece quando o descaso, a omissão e a estupidez, viram regra em uma sociedade. Quanto ao “Caixa 2”. Este “dinheiro não contabilizado”, não é um troco de poucas moedas, mas grana alta que é carregada em malas, mochilas e vira o que eles quiserem, pois este dinheiro está fora de qualquer controle. A ponta da corda é a dinheirama que não pode ser retirado do banco para as mãos dos políticos, sem chamar atenção e necessita de uma gama de articulação que vão até a empresas fora do país, as offshore. Alegar que “caixa 2” seja um crime menor, é desconsiderar a inteligência de investigadores e o profissionalismo de pessoal sério e também, mais uma forma vil e covarde de ludibriar a população honesta.

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