Piada do ano! Flávio elogia a postura zen de Bolsonaro e diz que “vai ser permanente”

Humor Político – Rir pra não chorar | Página: 443

Charge do Amarildo (Arquivo Google)

Paulo Cappelli
O Globo

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou que a nova postura de “distensionamento” adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, seu pai, será permanente. Ao Globo, Flávio disse que Bolsonaro evitará atritos com outros poderes mesmo quando sair da reclusão imposta por causa da contaminação pelo novo coronavírus.

“Essa postura de distensionamento não vai ser provisória. Vai ser permanente. Eu não confio muito em pesquisas, mas essa subida na imagem do governo em levantamentos recentes é efeito do distensionamento. O presidente está consciente de que isso é importante e quer manter um diálogo aberto com todos. Menos atritos com o STF, com o Legislativo… Rusgas são muito ruins. Ninguém quer uma ruptura”, justifica Flávio.

AVALIAÇÃO POSITIVA – Segundo Flávio, a redução nas declarações polêmicas do presidente também foi avaliada como positiva pelo Planalto.

“Quando não há polêmica para a mídia repercutir, acaba que as realizações do governo se sobressaem. A agenda positiva do Brasil fica em evidência” — disse.

Mas há resistências a essa nova postura do presidente. Após a série de gestos de aproximação do Palácio do Planalto em direção ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes da ala ideológica do governo e parlamentares alinhados ao grupo passaram a admitir a perda de espaço e a reclamar da guinada.

ASSESSOR CONTESTA – Na última segunda-feira, o ministro do Gabinete Institucional de Segurança (GSI), Augusto Heleno, afirmou que Bolsonaro busca “conciliação” e age como um “poder moderador”. O comentário foi feito durante entrevista à rádio Joven Pan, quando Heleno foi questionado sobre a reação branda do governo federal à declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o Exército estar se associando a um “genocídio”.

Na terça-feira, o assessor especial Filipe Martins escreveu em uma rede social que o governo tem permitido “que o discurso político-ideológico que lhe dá sustentação seja enfraquecido” e substituído por “uma forma de neutralismo tecnocrático”, em referência ao atual protagonismo dos militares.

Em meio à polêmica, Bolsonaro busca evitar tanto o risco de impeachment, quanto o de cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e ao mesmo tempo busca apoio no Congresso e no Supremo para levar adiante propostas do seu governo sem que depois elas sejam barradas pelo Judiciário.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Essa postura deveria ter sido adotada por Bolsonaro desde a vitória nas urnas. É justamente isso que se espera de um presidente da República. A Piada do Ano é dizer que essa mudança de comportamento será permanente. (C.N.)

8 thoughts on “Piada do ano! Flávio elogia a postura zen de Bolsonaro e diz que “vai ser permanente”

  1. Carlos Marchi (via Facebook)

    O obscurantismo continua. O caos nos convida a mergulhar no vazio. A incompetência continua a grassar.
    O “Ministério” da Saúde não demonstrou interesse em avançar com a pesquisa Epicovid19-BR, feita pela Universidade Federal de Pelotas, sobre a pandemia.
    A pesquisa era a único e solitário mecanismo a jogar luz sobre os sinistros caminhos da Covid-19 no Brasil.
    Descobrir como avançou, onde avançou, de que forma avançou, que trajetória fez, número real de atingidos.
    Adoraria saber as razões pelas quais o “Ministério” da Saúde quer estancar a Epicovid19-BR.
    As três primeiras fases da pesquisa entrevistaram 90 mil pessoas em 133 municípios.
    Uma das constatações importantes foi que a subnotificação projeta a 6 vezes o número de casos noticiados.
    A universidade está procurando novos parceiros para financiar as novas e necessárias fases.

  2. Carlos Marchi (via Facebook)

    O Fundeb foi o principal responsável pela universalização do ensino básico no Brasil.
    É de importância vital para ampliar a Educação fornecida aos brasileiros pobres.
    E não é que o “governo” Bolsonaro tentou desmontá-lo de diversas maneiras?
    Primeiro, inventou uma fórmula para o Fundeb financiar “vouchers” para escolas privadas. A Câmara rejeitou.
    (O Fundeb existe para financiar o ensino público, não tem absolutamente nada a ver com ensino privado).
    Segundo, tentou embutir nele parte do financiamento do Renda Brasil, o nome bolsonariano para o Bolsa Família.
    O Renda Brasil é a salvação para a reeleição de Bolsonaro, que quer expandi-lo muito além do atual Bolsa Família.
    E, naturalmente, trocar a concessão da ajuda assistencial por votos em 2022.
    Também tentou excluir o CAQ (Custo Aluno Qualidade), previsto no Plano Nacional de Educação, do Fundeb.
    Perdeu na votação da Câmara. E perdeu de tal forma que a bancada do PSL votou contra o projeto.

  3. Carlos Marchi (via Facebook)

    Se ainda havia alguma dúvida, aí está a prova do genocídio.
    É deliberado – uma gestão voltada para a morte.
    O mais miserável fracasso em toda a história da gestão pública no Brasil.
    E a pandemia não perdoa fracassos.
    Despreparados, incompetentes, amadores, ineptos.
    Poderíamos ter muito menos mortos.

    https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/07/22/ministerio-da-saude-gastou-menos-de-um-terco-do-dinheiro-disponivel-para-combate-a-pandemia-diz-tcu.ghtml?fbclid=IwAR1HnU_I0bspdNquZWklCvmDmdrqkdNQ-hc0bacEfmvh2EWEL-Sw-LddEjY

  4. Carlos Marchi (via Facebook)

    Bolsonaro percebeu que, hoje, sua reeleição é uma miragem. Precisa de um milagre para acontecer.
    Esse milagre, para ele, chama-se Renda Brasil. Quer dizer, ele quer usar a mesma arma que o PT usou.
    O PT unificou o arcabouço assistencial montado por inspiração de dona Ruth Cardoso e renomeou como Bolsa Família.
    Eram 6,5 milhões de famílias; os governos do PT agregaram mais 6,5 milhões.
    Mudaram o nome e passaram o tempo dizendo que tudo aquilo tudo era obra exclusiva do PT.
    Bolsonaro quer repetir a proeza-factoide. Mudar o nome e agregar mais um pancadão de famílias.
    Resolver o desemprego com mero assistencialismo. Gerar emprego? Dá muito trabalho (e ele não sabe fazer).
    O negócio é pendurar as classes D e E no Renda Brasil com grana da Educação e ganhar os votos da patuleia.
    Tentou tirar dinheiro do Fundeb para seu projeto de reeleição. A Câmara brecou a jogada na aprovação do Fundeb.
    Olho vivo, porque agora ele vai tentar outras soluções.

  5. Esse governo é tão medíocre que uma associação de combate à pandemia, criada por moradores de Paraisópolis, uma favela de SP, obteve mais êxito do que o ministério da Saude do dr. Pazuello.

    Esse governo é vergonha dentro e fora do país.

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