Piada do Ano: Jucá diz que não há compra e venda de MPs no Congresso

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(dukechargista.com.br)

Deu no Estadão

Em entrevista ao programa “Moreno no Rádio”, na CBN, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), se defendeu das acusações feitas nas delações premiadas dos ex-executivos e dirigentes da Odebrecht. Citado em cinco inquéritos, Jucá, que também é presidente nacional do PMDB, está entre os políticos que vão ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do ministro Edson Fachin.

O peemedebista é suspeito de receber dinheiro em troca da aprovação de medidas de interesse da empreiteira no Congresso Nacional. “Chegou-se ao cúmulo dizer que eu beneficiei empresas com MPs. Quem fala em compra de MPs não conhece como funciona o governo e o Congresso”, disse Jucá, destacando que está tranquilo e espera responder o mais rápido possível a todas as informações que possam esclarecer esse imbróglio.

FICÇÕES PREMIADAS – Na entrevista, o presidente nacional do PMDB fez uma ironia, dizendo que não se tratam de delações premiadas, mas de “ficções premiadas” com o intuito dos “colaboradores” Saírem da prisão e irem mais rápido para casa. “Quero desmistificar a história da lista do Fachin. O ministro do STF, como homem equilibrado e que age de acordo com a legislação, está dando iniciativa às investigações que a PGR julgou necessárias. Fachin não escolheu esses nomes. No seu despacho, ele não entrou no mérito de nenhum pedido”, disse, reiterando: “Não tem lista do Fachin, o que há são delatores com motivações distintas, mas não seguidas de provas.”

FILHO DE JUCÁ – Romero Jucá rebateu também a informação do ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Melo Filho de que seu filho, o ex-deputado estadual Rodrigo de Holanda Menezes Jucá (PMDB), teria recebido R$ 150 mil do departamento de propinas da Odebrecht na campanha de 2014. Os recursos seriam uma contrapartida a uma emenda do senador em prol da companhia.

Ele disse que, como presidente nacional do PMDB, pode dizer que todas as doações às campanhas foram dentro da lei. E lembrou que foi o autor da emenda que proibiu doações de empresas nas campanhas eleitorais, pois os custos de campanha estavam ficando muito caros. “A acusação (que os delatores fizeram) sobre a compra de MPs é ridícula, tenho maior respeito pela classe empresarial, jamais faria um absurdo desses”, emendou.

INVESTIGAÇÕES – O líder do governo no Senado disse defender a Operação Lava Jato, sob a alegação de que ela mudou o paradigma da política no Brasil, e afirmou esperar que tudo seja mesmo investigado. “Essa é a única forma de resolver a calúnia contra a classe política ”

Ao programa Moreno no Rádio, Jucá disse que além das investigações, outra saída para essa crise é a implantação da reforma política. “Nem nos impeachments que tivemos no País, o processo de desgaste e desconfiança atingiu tanto a classe política. Estamos vivendo um momento extremamente grave da política brasileira, é preciso consciência para sair da crise, com avanço democrático. E a resposta para isso passa pela reforma política.”

Para ele, essa reforma precisa ser contundente para que se implante um novo modelo político nas eleições gerais de 2018. Na sua avaliação, apesar de todo este cenário, que ele considera grave, o legislativo não deverá ter seus trabalhados paralisados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Jucá é uma águia e aproveitou a oportunidade de aparecer numa rádio importante para dizer o que bem entendesse, sem haver contestação. Na verdade, o presidente do PMDB está todo encalacrado, só não foi preso porque dispõe do foro especial no Supremo, excrescência que se tornou a grande tábua de salvação dos corruptos. Quanto à tal reforma política que citou, ela responde também pelo nome Operação Abafa e tem como expoente o voto em lista, estilizado pela grife de Gilmar Mendes e Michel Temer, dois amigos realmente inseparáveis. (C.N.)

5 thoughts on “Piada do Ano: Jucá diz que não há compra e venda de MPs no Congresso

  1. Bom dia, o Caju da Odebrecht, começou a vida pública como presidente da FUNAI por ser amigo de um dos filhos de Ribamar (Fernando). Posteriormente, esse pernambucano foi indicado (indiretamente) governador de RR, pelo mesmo sujeito, com apenas 34 anos de idade. Em 1990 foi indicado por Collor presidente da Conab. Já passou por vários partidos e foi líder de todos os governos. É grande articulador mas quanto ao caráter realmente deixa muito a desejar. Como diz o ditado: “Quem tem amigo não morre pagão”!

  2. Correção: em 1990 o Caju tentou manter-se no governo de RR pelo voto mas foi derrotado. Em 1992 é que foi indicado por Collor a Conab. A ordem cronológica nem importa tanto . O importante é que por onde passou deixou um rastro de denúncias de irregularidades!

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