Piada do Ano: Planalto afirma que Temer não tem medo da delação de Loures

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Charge do Cicero (Ciceroart.blogspot.com)

Deu na Folha
(Coluna Painel)

A semana que poderia terminar melhor do que começou para o presidente Michel Temer não terá um desfecho tranquilo. O Planalto acredita que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, deve atender ao novo pedido de prisão do ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de dinheiro da JBS. A avaliação é feita com evidente irritação. O governo diz que Fachin tem sido “agressivo” e o acusa de “jogo casado” com a Procuradoria-Geral da República, que insiste na prisão de Loures, ex-assessor de Temer.

Auxiliares do presidente tentam minimizar o potencial de estrago que uma possível decretação de prisão de Rocha Loures pode ter sobre a já conflagrada base aliada no Congresso. Dizem que Janot e Fachin estão seguindo roteiro “já previsto”.

NA PONTA DA LÍNGUA – Por isso, Michel Temer passou os últimos dias afirmando a aliados que não tinha nenhum receio sobre uma possível delação de Rocha Loures. Disse que o ex-assessor, chamado por ele mesmo de homem de sua “estrita confiança”, não tem nada que possa comprometê-lo.

E os russos? O Planalto sabe, porém, que uma eventual prisão de Rocha Loures poderá detonar debandada de parte da base aliada que vinha torcendo por um “fato novo” que justificasse o desembarque do governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A informação da coluna Painel, de Daniela Lima, é muito importante, mas merece um acréscimo. Dizer que Temer não será atingido por uma possível delação de Loures, ex-assessor presidencial e carregador de mala de dinheiro, com toda certeza é candidatura à Piada do Ano. Ao entregar a mala à Polícia Federal, Loures confessou o crime e agora sua única defesa é a delação. É só uma questão de tempo. (C.N.)

4 thoughts on “Piada do Ano: Planalto afirma que Temer não tem medo da delação de Loures

  1. 50% do trabalho no Brasil pode ser feito por robô, diz estudo

    NATÁLIA PORTINARI – O Brasil é um dos países com maior potencial de automatização de mão de obra, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos na quantidade de trabalhadores que poderiam ser substituídos por máquinas.

    De acordo com estudo da consultoria McKinsey, 50% dos atuais postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados, ou 53,7 milhões de um total de 107,3 milhões.

    O setor com maior percentual de empregos automatizáveis no Brasil é a indústria, com 69% dos postos. Em seguida, ficam hotelaria e comida (63%) e transporte e armazenamento (61%).

    “Todos os países estão passando por redução de empregados na indústria e migração para os serviços”, afirma Bruno Ottoni, pesquisador de economia aplicada do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia). “A fronteira dos serviços vai demorar mais a ser cruzada, já que os postos são mais qualificados”, diz.

    China e Índia têm, juntas, 700 milhões de postos que poderiam ser cortados.

    A consultoria não prevê quantos postos serão criados com tecnologia nos próximos anos, mas fala de uma reestruturação do ambiente de trabalho, semelhante à revolução verde na agricultura, na metade do século 20.

    Para Ottoni, as previsões não necessariamente levam em conta as dificuldades de replicar em larga escala as novas tecnologias. “São barreiras culturais. Como um robô do Google vai dirigir em uma estrada esburacada do Rio de Janeiro?”, afirma.

    O estudo considera que máquinas são boas em reconhecer padrões, otimizar e planejar ações, recuperar informação e executar ações motoras que não exijam muita sensibilidade ou destreza.

    Cerca de 60% das profissões poderiam ter ao menos 30% de suas atividades automatizadas, de acordo com essa premissa.

    Não são apenas trabalhos braçais —presidentes-executivos e banqueiros correm risco, assim como lojistas, agentes de viagens, costureiros e relojoeiros. Já legisladores e psiquiatras são as profissões com menor chance de serem automatizadas.

    O relatório foi feito com base em dados de 54 países, representando 78% do mercado de trabalho mundial.

    Os empregos que podem ser substituídos têm um custo de US$ 89 bilhões por ano no Brasil (R$ 275 bilhões) e US$ 14,6 trilhões no mundo (R$ 45,2 trilhões), equivalente a 1,2 bilhão de trabalhadores, metade da força de trabalho mundial.

    O estudo estima que, entre 2036 e 2066, deve-se chegar a metade dessas substituições. A produtividade mundial pode, consequentemente, aumentar de 0,8% a 1,4% no mesmo período.

    As substituições dependem de as tecnologias se tornarem mais baratas que a mão de obra, do dinamismo do mercado e da “aceitação social”, segundo o estudo.

    Em 2016, o Fórum Econômico Mundial estimou que a automatização poderá causar a perda no mundo de 7,1 milhões de empregos de 2015 a 2020, mas gerar, em compensação, 2 milhões de postos.

    No mesmo ano, um estudo do Citibank, com dados do Banco Mundial, concluiu que 57% dos postos poderiam ser substituídos por máquinas nos 35 países da OCDE.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/05/1884633-50-do-trabalho-no-brasil-pode-ser-feito-por-robo-diz-estudo.shtml

    Do site Controvérsia

  2. O Governo Temer, a crise de hegemonia e a instabilidade política

    Armando Boito Jr – A força dirigente do golpe perdeu o controle da sua base de massa

    O governo Michel Temer balançou, embora ainda não tenha caído. É um governo instável. Para entender o que está ocorrendo, é preciso desvencilhar-se de ideias correntes que são verdadeiros obstáculos no caminho da compreensão do momento atual:

    a) a ideia de que a “direita”, essa noção genérica, vaga e imprecisa, seria um campo unificado,

    b) a ideia de que a burguesia seria uma classe homogênea e com poder de controlar todo o processo político,

    c) a ideia de que o Estado seria um instrumento passivo nas suas mãos e, ainda,

    d) a ideia segundo a qual os conflitos de classe oporiam apenas dois polos – o “capital” e o “trabalho”.

    O governo Michel Temer foi concebido pela oposição ao governo Dilma Rousseff visando restaurar a hegemonia do capital internacional e da burguesia a associada. Como é sabido, ele tem tomado muitas medidas e elaborados planos nessa direção: desnacionalização do pré-sal, desnacionalização da cadeia produtiva do óleo e gás, desnacionalização das terras, dos aeroportos, do Aquífero Guarani e outras. Porém, o governo Michel Temer não está conseguindo, a despeito de tudo, atender aos interesses internacionais e também aos interesses manifestos do conjunto da classe burguesa, como são os casos da reforma trabalhista e previdenciária. Esse governo não está conseguindo, dizíamos, estabelecer hegemonia alguma, já que a hegemonia pressupõe um governo minimamente estável, coisa que esse governo, evidentemente, não é.

    Qual força social está desestabilizando o governo Michel Temer?

    É certo que o fato de ele não ter sido eleito e também o fato de ser contestado pelo movimento sindical e popular minam sua base de sustentação. A greve geral de 28 de abril, embora não tenha atingido o nível de uma “greve argentina”, foi um protesto amplo e importante. Deve-se acrescentar a isso um fator de importância menor mas que também conta: segmentos da burguesia interna têm, ainda que moderadamente, se oposto a algumas medidas de política econômica do governo – as empresas da cadeia de petróleo e gás acionaram a Justiça contra o desmonte da política de conteúdo local, e grandes empresas nacionais já estão protestando contra o impacto do ajuste fiscal na política de financiamento do BNDES.

    Contudo, a falta de legitimidade, o protesto sindical e popular e as insatisfações localizadas da grande burguesia interna tornam o governo vulnerável, mas não são o elemento ativo da instabilidade governamental. O elemento ativo é outro: a ação do sistema de justiça (composto pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Judiciário) contra os integrantes do Executivo Federal e de sua base aliada no Congresso Nacional. É verdade que esse sistema usou e usa politicamente o combate à corrupção para combater o PT, que é o seu inimigo principal. Mas esse sistema quer, também e de fato, combater a corrupção, mesmo aquela praticada pelo PMDB e pelo PSDB. Definem o inimigo principal, escalonam prioridades, concentram-se sobre um ou outro alvo de acordo com o momento, enfim, fazem cálculos táticos, como toda e qualquer força que intervém no processo político.

    Esse sistema de justiça teve muitos dos seus integrantes treinados pelo Departamento de Justiça dos EUA, recebeu informações privilegiadas dessa mesma instituição e foi estimulado a dar um combate sem tréguas à grande burguesia interna e ao PT. Mas, não fez isso como instrumento passivo nas mãos do imperialismo. Ele tem uma base social própria na alta classe média, base que se reconhece nele, sai às ruas quando é por ele interpelada, e, de sua parte, esse sistema tem consciência clara de que tal base social é o seu maior trunfo político.

    Dito de outro modo, o que está desestabilizando o governo Michel Temer é que a força dirigente do golpe do impeachment perdeu o controle da sua base de massa. O capital internacional e a burguesia associada, que, após atrair grande parte da burguesia interna e estimular a mobilização da alta classe média, chegaram ao poder com Michel Temer, perderam o controle da base de apoio do golpe. A frente golpista rachou e o estabelecimento de uma nova hegemonia ficou comprometido.

    A maior parte dos setores ativos do sistema de Justiça, cuja ação provoca a instabilidade do governo Michel Temer, age, então, como representante político da alta classe média. Agiu junto ao imperialismo no movimento golpista mas, hoje, toma um rumo próprio. A Lava Jato não parou, contrariando o que muitos petistas imaginaram que aconteceria após a deposição de Dilma Rousseff, e tomou um rumo que representa um verdadeiro estorvo para a ala burguesa do golpe. O conjunto da burguesia quer as reformas trabalhista e previdenciária, a burguesia associada e o imperialismo querem a desnacionalização da economia, Henrique Meireles está, como dizem os boleiros, “fazendo o seu melhor” e tem à sua disposição uma equipe econômica dos sonhos para esses setores. Porém, a Lava Jato e outros setores do sistema de justiça estão pondo tudo isso em risco. Fazem-no como representantes políticos da alta classe média e, também, por motivos corporativos. A PF e o MPF estão insatisfeitos com o governo Michel Temer devido à sua reforma da Previdência e à sua relutância em nomear para a PGR o mais votado da lista corporativa do MPF.

    Vivemos uma situação de crise de hegemonia e, portanto, uma situação de instabilidade política. É certo que a briga entre o sistema de justiça, de um lado, e o executivo federal e as forças majoritárias do Congresso Nacional, de outro, é uma “briga de brancos”. Nenhum dos dois lados defende propostas progressistas. Contudo, esse conflito pode favorecer o movimento popular já que desgasta ambas as partes e abre brechas para o movimento operário e popular fazerem passar, com mobilização nas ruas, a bandeiras do “Fora, Temer” e das “Diretas Já”. Enquanto dois brigam, o terceiro pode sair ganhando.

    https://www.brasildefato.com.br/2017/05/20/o-governo-temer-a-crise-de-hegemonia-e-a-instabilidade-politica/

    Do site Controvérsia

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