Planalto considera Wassef como novo ‘homem-bomba’, mais explosivo do que Queiroz

Clã Bolsonaro teme prisão de Wassef e deve trocar de advogado ...

Será que Wassef vai sumir igual à mulher de Queiroz?

Gustavo Maia e Naira Trindade
O Globo

Desde que Fabrício Queiroz foi preso em uma casa que pertence ao advogado Frederick Wassef, na última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro e seu entorno têm “pisado em ovos” para não melindrar o agora ex-defensor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). No Palácio do Planalto, Wassef é tratado como um “homem-bomba”, que exige toda a cautela.

O presidente e sua família temem uma eventual reação destemperada do advogado diante de um rompimento brusco.

PODE SER PRESO – A cúpula do Planalto mantém no radar a possibilidade da prisão de Wassef caso sejam identificados indícios de crime na sua relação com Queiroz, ex-policial militar do Rio que atuou como assessor parlamentar de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e é amigo de longa data do presidente. Nos bastidores, outro diagnóstico é que Bolsonaro e Flávio erraram por não terem escolhido um “medalhão” desde o início do caso.

Na noite de domingo, Wassef informou que deixaria a defesa de Flávio no processo em que o parlamentar é investigado por movimentações financeiras suspeitas. Ele disse não ter feito nada de errado, mas que deixaria a causa porque, segundo ele, a mídia tem se aproveitado da situação para atacar o senador e o pai.

— Assumo total responsabilidade e estou saindo do caso, substabelecendo (o processo) para outro colega. Ficarei fora do caso para que não me usem —  declarou o advogado, que foi substituído pelo criminalista Rodrigo Roca.

FLÁVIO FAZ ELOGIO – Flávio foi imediatamente ao Twitter declarar que “a lealdade e a competência do advogado Frederick Wassef são ímpares e insubstituíveis”. Contudo, “por decisão dele e contra a minha vontade, acreditando que está sendo usado para prejudicar a mim e ao presidente Bolsonaro, deixa a causa mesmo ciente de que nada fez de errado”, escreveu.

O senador e o próprio Wassef diziam, nos últimos meses, não terem conhecimento de onde estava Fabrício Queiroz. E esse afago ocorreu após um episódio que irritou bastante o advogado, a divulgação de uma nota da advogada Karina Kufa afirmando que ele não é advogado do presidente, como o próprio Bolsonaro já declarou publicamente e como Wassef costumava se apresentar. Wassef classificou a  atitude de Karina ” antiética”.

Nesta terça, a coluna de Bela Megale, do GLOBO, revelou que Wassef vem pressionando a família Bolsonaro a demiti-la. Ela é o principal nome da defesa do presidente nas causas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pedem a cassação de sua chapa, e também atua em casos do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

SILÊNCIO NO PLANALTO – Na segunda-feira, por exemplo, o Palácio do Planalto se recusou a responder um questionamento do GLOBO sobre se Wassef atua ou já atuou como advogado do presidente. “O Planalto não comentará o assunto”, respondeu a Secretaria de Comunicação (Secom) no fim da tarde, três dias após a reportagem solicitar a informação. Wassef também foi procurado, por ligação e mensagem, mas não respondeu.

Até o momento, Bolsonaro só se manifestou uma vez em público sobre a prisão de Queiroz na casa de Wassef, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook na noite de quinta, dia da prisão.

— Não sou advogado do Queiroz e não estou envolvido nesse processo, mas o Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E foi feita uma prisão espetaculosa. Já deve estar no Rio de Janeiro, deve estar sendo assistido por seu advogado, e que a Justiça siga o seu caminho. Mas parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra — afirmou o presidente.

PONTO FINAL — “Tranquilamente, se tivessem pedido ao advogado, creio eu, o comparecimento dele a qualquer local, ele teria comparecido. E por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital de onde faz tratamento de câncer. Então esse é o quadro. Da minha parte, está encerrado aí o caso Queiroz” — acrescentou.

Na manhã desta terça-feira, o presidente abriu sua agenda durante 30 minutos para o advogado criminalista Antônio Pitombo, que o representa na Justiça no caso da facada que sofreu durante ato de campanha em 2018, em Juiz de Fora (MG), e foi prestar contas do andamento do processo. Desde o ano passado, Wassef atuava como uma espécie de porta-voz de Bolsonaro em entrevistas sobre o caso Adélio Bispo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, agora são dois homens-bombas, Queiroz e Wassef. Sabe-se que Queiroz é mais leal, já aguentou mais de um ano numa espécie  de prisão domiciliar em Atibaia, porém Wassef é altamente explosivo e pode pegar fogo sozinho, a qualquer motivo, por que a pressão sobre ele é tremenda. Os jornalistas passam o dia inteiro ligando para ele… (C.N.)

13 thoughts on “Planalto considera Wassef como novo ‘homem-bomba’, mais explosivo do que Queiroz

  1. Tipo de informação que se NÃO deve dar crédito algum. Os inimigos do Brasil tentam de todas as formas confundir a mente dos incautos. Demonstra malícia; perversidade; astúcia. O título é ridículo. Parece-me que a TI só gosta de informar o que vem do esgoto cujo odor é extremamente fedorento; putrefato (Folha, Globo Estadão, Correio Braziliense…). Inimigos nº 1 do Bolsonaro.
    Ah TI! quem te viu quem te vê.

    Macacos me mordam.

    • Cidadão Brasileiro
      Puxa, como nosso presidente arrumou inimigos! Votei em Bolsonaro, mas não compactuo com corrupção e nem erros grosseiros.
      Assim, não sou e não me considero inimigo do Brasil!
      Uma pequena correção: Bolsonaro não é Brasil.

  2. Acredito que não há perigo de muita marola, ele não está sujeito a nenhuma acusação grave que implique em privação da liberdade e provoque a tão temida delação premiada. Se o caso for de prejuízo econômico não é grande problema, dá-se um jeito, Vejam caso Orlando de Carvalho.

  3. Queiroz “inventou” o isolamento social, que chegou pra nós quase um ano depois.
    Agora o transferiram para o “lockdown”, que vai depender do HC.

  4. Rotular Frederick Wassef de homem-bomba, a exemplo do que aconteceu com Weintraub, após fazer uma gracinha depreciativa da pronúncia chenesa, que o rendeu um processo. De igual modo, pode surgir um advogado extorsionário, para afirmar que tal estigma deve-se ao sobrenome arabesco, Wassef. É só entrar na Justiça e catar a grana grossa!

    • Paulo III
      Se eu fosse presidente e meu ministro da educação dissesse o que disse sobre a china, demitiria na hora.
      Zelo muito pelo simbolismo e liturgia de cargos públicos e privados, de escalões de representação.
      Aquele que não avalia isto da mesma forma, tão pode ocupar cargo tão importante.
      Weintraub é um chinelão, sem educação e não ocuparia cargo importante em empresa privada de nome.!
      Mas respeito quem não pensa assim!
      Fallavena

  5. Considero injustiça acusar alguém que não é responsável por tudo de ruim que nos acontece.
    Também acho que é irreal, tentas esconder ou justificar, todos os erros cometidos pelo presidente.
    Gente, presidente também erra, e como erra!
    Fallavena

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