Planalto vai deixar Carlos Lupi apodrecer no galho, como fez com os outros ministros flagrados em corrupção.

Carlos Newton

Como já explicamos aqui no Blog, o esquema da corrupção nos ministérios do Turismo, do Esporte e do Trabalho, sempre foi absolutamente o mesmo. A jogada era repassar a organizações não-governamentais a responsabilidade de tarefas a serem desincumbidas pelos próprios ministérios, para faturar em cima.

No Turismo, por exemplo, a justificativa era formar guias turísticos e outros profissionais para trabalhar na Copa e na Olimpíada. No Esporte, o argumento consistia na necessidade de incentivar os jovens à prática das diferentes modalidades esportivas, para o Brasil fazer bonito na Olimpíada. E no Trabalho, a desculpa era criar cursos de capacitação para abrir empregos para os jovens.

O ainda ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sempre alegou que não sabia de nada, não tinha nada a ver com isso. Mas agora surge a informação de que ele, Lupi, ajudou pessoalmente a ONG de um colega de partido, mesmo depois de a Polícia Federal ter aberto um inquérito criminal para investigar suspeitas de irregularidades em convênio da entidade com a pasta, no valor nada modesto de R$ 6,9 milhões.

A pedido de Lupi, o convênio foi firmado com a ONG Adrvale (Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim), de Santa Catarina, que é presidida por Osmar Boos, ex-candidato a vereador pelo PDT em Brusque. A Polícia Federal começou a investigar a ONG com base em relatório da própria CGU (Controladoria-Geral da União) que apontou o uso de funcionários e empresas-fantasmas.

Depois que a informação vazou, o ainda ministro Carlos Lupi afirmou, por meio de sua assessoria, que não tinha conhecimento da investigação da Polícia Federal sobre a Adrvale. Não sabia de nada.

Repete-se com o Ministério do Trabalho a mesma situação das outras pastas envolvidas em corrupção (Casa Civil, Transportes, Agricultura, Turismo e Esporte). A presidente Dilma Rousseff não dá um passo para demitir o ministro. A imprensa tem de fazer o trabalho por inteiro. Será que essa estratégia do Planalto é mesmo acertada?

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