Planilha da propina indica R$ 30,2 milhes em dinheiro vivo para Palocci

Charge do Ricardo Mayeda, reproduzida do Dirio Digital

Deu no Estado

Ao extenso pedido de priso preventiva de Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) – acatado pelo juiz Srgio Moro -, a Polcia Federal apontou para o risco de fuga’ do ex-ministro e anexou cpia de uma planilha que indica 26 repasses de propinas que somaram R$ 30,2 milhes para um personagem identificado por “Italiano”. Segundo a PF, “Italiano” Palocci.

Os pagamentos para o “beneficirio italiano”, segundo os lanamentos da planilha, foram realizados em apenas seis meses, entre 30 de junho de 2010 e 14 de janeiro de 2011, tendo como destinatrios personagens identificados por senhas folclricas – tomate, organo, massa, mortadela, peperone, bolonhesa, pene, “inhoc”, carpaccio, calzone e outros.

A tabela foi decifrada pela ex-secretria da Odebrecht, Maria Lcia Tavares, que colabora com a Operao Lava Jato. Ela esclareceu que “todas as senhas utilizadas para as entregas de recursos em espcie vinculados ao codinome ‘Italiano’ tinham relao com a culinria da Itlia e sua cultura gastronmica”.

REPASSES – Palocci foi preso na Operao Omert, 35 desdobramento da Lava Jato, segunda-feira, 26. Os investigadores suspeitam que Palocci recebeu um volume de R$ 128 milhes em propinas da Odebrecht.

Parte desse valor teria sido destinado ao PT. Omert indica que ao menos US$ 11,7 milhes foram repassados para a conta na Sua do publicitrio Joo Santana, marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff em 2010.

O pedido de preventiva de Palocci foi endossado pela fora-tarefa da Procuradoria da Repblica. Segundo os procuradores, Palloci, “mesmo depois de ter deixado de ocupar cargo pblico, continuou a tratar frequentemente com executivos da Odebrecht e a realizar reunies em seu escritrio ou em sua residncia”.

SEM CONTRATO – “Embora Antonio Palocci tenha alegado que em tais reunies – realizada em sua empresa de assessoria – era solicitado a emitir opinies acerca do cenrio econmico, afirmou que no era contratado pela empresa para prestar assessoria”, assinala a Procuradoria. “Por outro lado, pblica e notria a influncia e o amplo acesso de Antonio Palocci s mais altas decises adotadas na Administrao Pblica Federal, havendo fortes indcios de que tais encontros eram concretizados para defender ilicitamente os interesses da empresa, em troca de vantagens indevidas.”

O advogado Jos Roberto Batochio, defensor de Palocci, afirma que ele no o “italiano” da planilha de propinas da Odebrecht. Segundo Batochio, os investigadores sustentam uma “fico”, “imaginao sherlockiana”. O criminalista afirma que o ex-ministro no recebeu nenhuma propina da Odebrecht ou de qualquer outra fonte.

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