Polícia entra em confronto com manifestantes em Belo Horizonte

Luciano Nascimento (Ag. Brasil)

Quatro horas após o início da manifestação em Belo Horizonte contra os gastos públicos com as obras para as copas das Confederações, que começou neste fim de semana, e do Mundo, em 2014,  e o preço dos transportes públicos, a tropa de choque da Polícia Militar (PM) disparou bombas de gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes que se agrupavam na Avenida Antônio Carlos, perto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A marcha teve início na Praça Sete, no centro da cidade, e o confronto entre policiais e manifestantes começou pouco depois das 17h.

Informações divulgadas no Facebook dão conta que, depois que a ação da PM começou, os manifestantes revidaram arremessando pedras e colocando fogo em alguns objetos na avenida. Ainda não é possível saber se há feridos. O motivo do conflito também não foi esclarecido.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

4 thoughts on “Polícia entra em confronto com manifestantes em Belo Horizonte

  1. Prezados Carlos Newton e equipe da Tribuna, solicito a POSTAGEM deste texto para comentários dos demais leitores.

    Pedro Ricardo Maximino

    O sucateamento e o caminho do autoritarismo e da privataria são as principais razões para os protestos dos estudantes da área de saúde omitidas na imprensa.

    Estudantes de Medicina e de Biomedicina da UNIRIO se uniram aos protestantes no Centro do Rio de Janeiro.

    O foco principal destes estudantes não é o aumento da tarifa dos transportes públicos. Trata-se de uma revolta contra o plano de poder de quem abriu mão dos seus princípios logo assim que alcançou os postos mais elevados há dez anos e se uniu àqueles que tanto combatia em suas palavras abandonando e asfixiando toda e qualquer esperança de um projeto de país soberano.

    O motivo da revolta dos estudantes de Medicina e dos demais profissionais e batalhadores da área de saúde é bem mais objetivo:

    Sucateamento doloso dos HUs, EBSERH antidemocrática empurrada goela abaixo, fechamento parcial criminoso e negativa não oficializada de novos atendimentos no Hospital Universitário Gafreé Guinle.

    Não há um ato oficializado, mas na prática o hospital não recebe mais novos pacientes, há ordens extraoficiais e intimidatórias para que os funcionários não o façam, e o sucateamento doloso compromete o futuro dos profissionais de saúde em formação na universidade e o presente dos pacientes e dos trabalhadores que se desdobram na defesa objetiva e concreta de cada vida humana em uma realidade política insensível e voltada à criação progressiva de uma situação de sucateamento e de caos insustentável.

    A solução pirotécnica da EBSERH é apenas o primeiro passo de um processo de retirada da autonomia democrática para a colocação de indicados e a extinção dos vínculos com a natureza digna de uma universidade pública. O pior e mais temível é o ato de jogar a saúde pública na privada, por meio de OSs de faxada, como ocorre na saúde do Estado e do Município do Rio de Janeiro (assim como com a educação em grande parte) sem concursos públicos, com vínculos precários para calar a boca, com um custo muito mais elevado e desviado para as mãos de poucos amigos e subalternos escolhidos a dedo com a improbidade administrativa da devolução.

    Há muitas razões para protestar, mas o sucateamento, o fechamento velado e a péssima qualidade na formação dos profissionais de Medicina são as principais razões e são o foco que tentam confundir e abafar nos pensamentos e nos gestos de todos aqueles que desejam estudar e trabalhar de modo correto e com dignidade sobretudo para todos os pacientes.

  2. Reitero o pedido de publicação da POSTAGEM acima transcrita na qual denuncio o sucateamento e o fechamento parcial dos Hospitais Universitários, além da falta de instrumentos básicos de ensino, como causas da revolta envolvendo estudantes de Medicina da UNIRIO.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *