Polícia Federal investiga assessor de Geddel, acusado de formação de quadrilha

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Enfronhado na política, Leonardo faz selfie com Aécio

Julia Affonso e Mateus Coutinho
Estadão

O subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo, Leonardo Américo Silveira de Oliveira, foi alvo da Operação Vigilante, da Polícia Federal, nesta sexta-feira, 25. Leonardo Américo Silveira de Oliveira foi alvo de mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e liberado. Ele atuou como assessor do ex-secretário de Governo Geddel Vieira de Lima, que deixou o governo hoje.

O assessor de Geddel não foi localizado pela PF. Ele deve se apresentar na segunda-feira, 28, na Superintendência da PF em Salvador. A Operação Vigilante investiga um esquema de desvios de recursos destinados ao transporte escolar na (BA). O prejuízo estimado ao Erário é de, pelo menos, R$ 3 milhões.

Leonardo Américo Silveira de Oliveira é ligado à empresa Serbem Serviços e Locações, que presta serviço de transporte escolar em Malhada de Pedras, município a cerca de 560 quilômetros de Salvador.

MUITOS CRIMES – Segundo nota do Ministério da Transparência, durante as investigações, foram identificadas fraudes em licitação, com direcionamento, para contratação de empresa vinculada a gestores municipais; superfaturamento mediante adulteração de quilometragem de linhas percorridas; e cobrança pela prestação de serviço de transporte, em dias sem atividade escolar. Em alguns casos, a quilometragem cobrada era mais do que o dobro da distância real percorrida.

Participaram da ação cerca de 90 pessoas, entre policiais e auditores da CGU. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, oito conduções coercitivas, três medidas cautelares e 15 mandados de busca e apreensão, nos municípios baianos de Malhada de Pedras, Salvador, Alagoinhas, Itagibá e São José do Jacuípe.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de responsabilidade, fraudes em licitação, organização criminosa, além de atos de improbidade. O nome da Operação faz referência a dois aspectos: primeiro, deriva do nome da empresa utilizada pela organização criminosa, que em tupi, significa vigilante; segundo, uma alusão a órgãos de controle, que estão vigilantes quanto aos desvios de recursos públicos.

 

8 thoughts on “Polícia Federal investiga assessor de Geddel, acusado de formação de quadrilha

  1. Aécio ficou pasmado por ter o ministro Calaro gravado a entrevista com o Temer. Ao contrário, deveria ter se indignado por ter o presidente Temer perdoado o Geddel por tentar corromper o Calaro. É a turminha de sempre defendendo os seus…
    Estão imitando, pelo que se vê, os nefastos petistas corruptos que nos roubaram e levaram o país ao desastre. Será que vamos ter que pedir socorro novamente ao Miguel Reale e `a Janaína?

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